sábado, 28 de janeiro de 2012

Bonjour, circus.

(Esse post tem o “oferecimento” da Del Lang.)

Quando eu era criança mal podia ver uma lona que já saia perguntando para os meus pais quando poderíamos ir ao espetáculo. Daquelas que tremia só de ouvir o famoso “Respeitável Público” do início, de tanta alegria. Sabe aquela emoção de criança mesmo, de sorriso que não cabe no rosto, de quicar na cadeira? Era eu no circo.

Acho que a última vez que fui em um circo comum, por assim se dizer, foi quando eu tinha por volta de 11 anos. Acho. E não lembro se gostei. Mas continuei achando que lonas são fantásticas.

Aos 12, entrou na minha sala de aula uma colega circense! Ela era contorcionista, tinha nascido no circo! Era mágico! Um dia fomos fazer trabalho de português na “casa dela”, lê-se: o pavilhão do circo. Falamos por uns 5 minutos sobre o trabalho, é claro, e corremos pro picadeiro. Conversamos deitadas no picadeiro. Pulamos na cama elástica. Demos mortais e pegamos no trapézio. Eu, empolgada do jeito que sou, aposto que saí dali querendo morar no circo.

Aos 15, nos Estados Unidos, resolvi de última hora assistir La Nouba, do Cirque de Solei. Só que eu sentei sozinha, num canto péssimo do TEATRO onde ocorria a apresentação. Era uma pilastra, eu, e um casal de adolescentes americanos que se pegou a apresentação inteira. Eu estava sem pipoca, sem refrigerante, e sem pessoas conhecidas, olhando para seres minúsculos em um palco. Me arrependi em 5 minutos, não achei aquilo nada mágico, e passei o tempo todo pensando que deveria ter ficado fazendo compras na maior loja da Disney de todas, que era onde minhas amigas tinham preferido ficar. Quando terminou eu saí tão irritada, que gostaria de esquecer.

Aos 18, já morando em Curitiba, fui pra São Paulo passar uns dias e minhas amigas me esperavam com um ingresso surpresa do “Quidam”, se não me engano. Nos atrasamos horrores e chegamos 10 minutos antes do intervalo. Eu passei o caminho inteiro tentando ficar animada, e achando que não deixariam a gente entrar. Já me emocionei quando cheguei lá e vi uma lona, e não um teatro. Todos aqui sabem do meu amor eterno pelo teatro. Mas teatro é teatro, circo é circo, e eu não sei pra vocês, mas só o fato de existir uma lona já faz uns bons 50% da minha alegria. Eu amo olhar a lona colorida e entrar embaixo dela, já mencionei esse dado?

Então. Era uma lona. E tinha pipoca. E eu tinha minhas amigas. E aquilo tinha cheiro de perfume misturado com circo. Era cheiro de glamour. Cor de glamour. E eu assisti aquilo como se eu fosse a mesma menina de 5 anos: embasbacada. Com os cotovelos apoiados nas coxas e o rosto apoiado nas mãos. Boca aberta, claro, e princípio de torcicolo.

Desde então eu não fui ao circo de novo, mas já ouvi de más línguas que o “Varekai” vai chegar em Curitiba um dia. E já vou avisando que se quiser saber pra onde eu vou, aonde tenha lona, é pra lá que eu vou. Se for em teatro eu nem me arrisco.

circo

P.S.: E não, esse post não é assim completamente aleatório. É que eu estou lendo Água para elefantes. É legalzinho. Tô quase terminando. Ele é sobre circo, apesar de mostrar um lado que eu não esperava encontrar dentro de um. Os típicos mal-tratos com animais, que me deixam doente, e além disso, pessoas sendo jogadas de trem, e coisas do tipo. Acho que faltou uma narração perfeita de um espetáculo que fosse. Queria sentir o cheiro de pipoca. Ouvir o “Respeitável público”. Me sentir acolhida pela lona. Isso não rolou, mas é um livro bonito, que eu indico, apesar de ainda não ter terminado e não ter certeza de ter descoberto o porquê do título, hahaha.

14 comentários:

  1. Ai, Analu, eu não sou uma pessoa que gosta de circos. Quando era pequenininha, acho que fui ao circo umas três vezes e, olha, nunca me senti confortável. Era só os animais entrarem pra eu ficar me mexendo na cadeira, com vontade de pular ali no meio, puxá-los e levá-los pra casa. Eu sei que agora tem uma lei que proíbe o uso de animais em circos (apesar de duvidar que ela seja cumprida pela maioria) ou pelo menos proíbe os maus tratos, mas ainda assim... Acho que a imagem que ficou não foi positiva. Também não curto palhaços, sinto agonia vendo os malabaristas e os equilibristas... Ou seja, não me leve a um circo. Ever.

    P.S. Ao menos no filme, o porquê do título fica claro. o_O

    Beijos

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  2. Acredita que nunca fui a um circo? Pois é. O Cirque du Soleil já veio para Recife com direito a lona e tudo, mas achei caro, não deu pra mim.

    Gostei do texto. xD

    Beijo!

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  3. Vai descobrir, não se preocupe! Bj

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  4. eu fui ao circo quando criança, mas fiquei assustada, porque o leão tava fazendo muito barulho, aí eu fiquei pensando que ele tava sofrendo (e devia estar mesmo). Aí nunca mais eu quis voltar rs. Também não curto muito palhaços. Mas queria muito ler esse livro, Água para elefantes.

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  5. Nunca fui muito de circo não...fui uma vez lá em Limeira para ver um show do Grupo Polegar (afe!) e, já grandinha, fui ao do circo do Beto Carreiro lá no Parque dele em Santa Catarina. Mas a coisa que acho mais legal são mesmo os contorcionistas! Como pode um treco daqueles hein!!!!
    Você já assistiu o filme Água para Elefantes? Eu gostei bastante!
    Beijos

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  6. Lindona, acho que já disse infinitas vezes o quanto eu gosto desse jeito leve que você escreve, e gosto mesmo. Tão bom esse teu jeito, sabe, de aproveitar a vida nas coisas mais simples e ser feliz com pouco, como uma lona. Beijão pra ti.

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  7. Fui no La Nouba há duas semanas, e eu estava num lugar ótimo: terceira fileira. AMEI! Daqui uns dias tem post sobre ele. Mas confesso que eu nunca fui fã de circo. Nunca gostei muito, mas Cirque de Soleil, como diz meu pai, nem é circo direito. hahahaha Já comprei meu ingresso do Varekai, 4 de março estou indo. Dessa vez não pegamos os melhores lugares. Em Orlando é mais barato. Pelo menos dessa vez eu pago meia. Não sei se é em lona não. hahah Sou fresca, prefiro teatro.

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  8. O que vc achou que fosse o título do livro?

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  9. Nunca tive a chance de ir ao circo, acredita? Os circos que apareciam na minha cidade eram muito estranhos... Uma pena! Meu sonho é assistir um espetáculo do Cirque du Soleil ao vivo! Ai, que sonho!

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  10. Eu fui duas vezes no circo e nunca assisti Cirque du Soleil. Me faltou vontade $$$$$. Mas eu quero muito assistir, deve ser um sonho! *-*
    Beijo Amor de AnaLu.

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  11. Fui só uma vez num circo. Sinceramente não vi nada demais, nem magia, nem graça. Acho q pq nunca gostei de circos que usam animais...ou vai ver eu era uma criança chata mesmo kkkkkkkkkk eu tenho 'Agua para Elefantes' tbm mas não sei qdo vou ler.
    Beijão!
    P.S: Acho q finalmente consegui comentar aqui.Ueba!

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  12. Aqui em Maringá, tem um grupo de teatro chamado Circo Teatro Sem Lona. Eles fazem apresentações em ambientes abertos e em teatro, é muito bacana!

    E eu não gosto de circo, muito menos de circo em teatro. :~

    Beijo, Ana!

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  13. Ai, que delícia imaginar o circo. Fui pouqíssimas vezes quando era pequena, mas lembro de quando fui no do Beto Carrero, achei tudo lindo! Amo palhaços em geral, não entendo as pessoas que têm medo, me sinto muito alegre com eles. Deu até vontade de ir ao circo depois de ler, Analu. Beijo.

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  14. Não sei COMO NÃO VI ESSE TEXTO ANTES! Vou demitir todo mundo da produção! Que coisa...

    Posso dizer que meus olhos se encheram de lágrimas? Os pelinhos dos braços arrepiaram e eu me emocionei mesmo, porque quando tem circo = tem lágrimas nos olhos da tia aqui. Sempre.
    Você precisava ter visto minha cara quando olhei pra tenda do espetáculo Varekai. Meu namorado disse que fiquei PÁLIDA! Não sei até hoje tirei forças pra entrar na tenda, minhas pernas tremiam. Foi um dos momentos mais lindos da minha vida (e de todas as vidas anteriores). Ainda falta realizar meu maior sonho, que é assistir ao Alegría, mas estamos trabalhando nisso. (voodoo!)

    Água para Elefantes é um livro muito bonito mesmo. Também senti falta da atmosfera circense, mas a autora se preocupou mais em mostrar os bastidores do circo. Existe sim, muita crueldade e maldade, coisas injustas, mas isso só reafirma minha teoria de que a VIDA é um circo! :)

    Amei o texto, Analu! AMEI!

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