quarta-feira, 22 de maio de 2013

A problemática da baliza ou apenas um desabafo

Eu comecei a fazer auto-escola em fevereiro do ano passado. Com isso eu quero dizer que foi nesse mês que eu fiz minha inscrição. Desde então, tudo correu rápido. As aulas teóricas, que não foram tão insuportáveis porque a turma era legal e porque a professora me deixava ler a biografia da Clarice ao invés de prestar atenção nas aulas de mecânica. Passei de primeira em todos os testes, incluindo o tal do psicotécnico, onde a maioria da turma reprovou. Eu ouvi um: “Sua memória é acima do normal”, enquanto sorria e pensava que já sabia disso. Eu sei até hoje os desenhos que estavam naquele quadrinho. Só, claro, preciso avisar que minha memória é realmente sensacional para coisas que não são importantes, tipo isso. Ok que na hora da prova era importante, mas hoje, 1 ano e pouco depois, é muito desnecessário lembrar da imagem. E eu já estou saindo do assunto.

As aulas teóricas passaram, a prova teórica passou, as aulas práticas começaram e começou o pesadelo. Porque eu comecei a ter pavor do meu instrutor. E ele brigava. E eu chorava. E olha que eu nunca fui barbeira. Meu problema era embreagem. Mas eu tinha tanto medo do cara que já saía de casa chorando em dia que tinha aula, respirava fundo e rezava uns 3 Pai Nossos. E eu tinha pânico de pensar no dia que eu fosse aprender a tal da baliza.

BALIZA. Todo mundo sabe o que é, e já tem medo desde antes de ter tentado. Porque todas as pessoas que já dirigem reclamam disso. Ou reclamam da prova, ou estacionam em outros lugares pra “fugir da baliza”. É claro que isso seria o pesadelo. E eu fui tentar fazer a minha. E acertei. E acertei. E acertei tantas vezes que meu instrutor, aquele, do qual eu tinha pânico, me perguntou: “O que aconteceu com você hoje que não errou nada ainda?”. Eu não sabia se era um elogio ou uma crítica, dei um sorriso enorme enquanto engolia o choro ao mesmo tempo. E foi assim. Eu fui treinando e errando pouquíssimas. Suei 2 horas embaixo de sol fazendo balizas, e não errava quase nenhuma. Nasci pra fazer baliza, pensei.

25 de setembro chegou e com ele a data da minha prova, e eu acordei tranquila. Minha mãe me desejou boa sorte e me deixou na porta da auto escola. Estava nublado e frio. Eu entrei no caso, fiz umas balizas, e fui dirigindo até o Detran. Dirigindo e tomando bronca. Meu instrutor deve ser formado em psicologia, só que não, e disse que eu não ia passar. Eu entrei na prova na certeza de que ia me ferrar no trânsito, só que da baliza, logicamente, eu passaria.

Entrei no carro e como Murphy me adora, meu avaliador estava sendo avaliado, e portanto, eu teria dois! Olha que delícia. Um fora do carro, um dentro, eu liguei o carro, andei pra frente, comecei a dar ré, o carro morreu, respirei fundo, entrei na baliza, respirei fundo de novo, puxei o freio de mão. O avaliador abriu a porta do carro e disse: “Belezinha, pode sair”. Você saiu da vaga? Não. Nem eu. Simplesmente não consegui mais sair do lugar porque o carro morreu 3 vezes seguidas, eu comecei a chorar e já levantei do banco.

Segundo round, 21 de janeiro, porque eu fugi 4 meses do assunto como o diabo fugia da cruz. Óbvio que a essa altura todas as pessoas do mundo que começaram auto escola junto comigo ou muito depois de mim já estão com carteira na mão, menos eu. E lá fui eu naquele 21 de janeiro ensolarado, fazer a prova de novo. Dessa vez com o dobro de pânico, porque, afinal, tudo bem reprovar na primeira vez, mas duas, não. O cara que me levou pra fazer a prova não era meu instrutor, porque o meu, olha que delícia (não é ironia) estava de férias! E eu fui dirigindo até o Detran, bem de boa, e o cara falou: “Eu te dava a carteira na mão, você tá dirigindo muito direitinho!” e lá fui eu fazer prova com o coração acalmadinho. Sentei no carro, fiquei vendo a galera errar a baliza e pensando em como aquela vaga era enorme, não dava pra errar. O meu avaliador chegou, entrei no carro, andei com ele pra frente, ele  morreu, tentei dar ré, e ele morreu. 3 vezes. E fim.

Na minha primeira prova eu entrei na baliza e não consegui sair. Na segunda eu não consegui entrar e só de pensar nessa palavra eu começo a chorar. Quer me assustar? Diga BALIZA. Diga RÉ. Diga CARRO MORRENDO. DETRAN. AUTO ESCOLA. O qualquer coisa que o valha. Eu sempre fui Nerd. Dificilmente reprovei em alguma coisa que me prestei a fazer na vida. E essa porcaria virou meu pesadelo. Faltam exatamente 19 dias para a minha próxima prova. Eu vou passar nem que eu viva 19 dias em função de balizas e me entupa de floral. Porque senão, eu vou comprar uma bicicleta e utilizá-la pelo resto da vida. Esse atraso de vida não é de Deus e eu não aguento mais engolir seco toda hora que passo na frente de uma auto escola.

sábado, 18 de maio de 2013

A tudo o que eu disse que nunca iria fazer

Eu já disse “nunca” pra muita coisa. Todo mundo já disse. Eu já disse que nunca mais falaria com minha melhor amiga para no minuto seguinte estar abraçada com ela dizendo que nunca mais brigaríamos. Já disse que nunca tomaria um copo de suco de limão e acabei tomando quando essa era a única opção que me restava ao lado de um balde de pipocas que tinha me deixado morrendo de sede.

Já disse que nunca mais ia roer as unhas, que nunca ia achar que TCC era pior que vestibular, que nunca mais deixaria os trabalhos pra última hora. Já disse que nunca subiria em um palco (!), que nunca teria coragem de andar em uma montanha russa com loopings e que disse também que nunca sob-hipótese-nenhuma gastaria um mísero centavinho com joguinhos de facebook. E aqui acaba a poética desse post.

Cuspir pra cima não dá certo. A gravidade faz tudo cair bem no meio da nossa testa. Aprendemos lei da gravidade ainda na primeira parte do ensino fundamental, e ainda assim, teimamos em ignorá-la. Minha patologia facebookiana não foi grave, vejam bem. Joguei Farmville por um bom tempo e nunca cometi a barbaridade de gastar com aquilo. Estou encalhada no Bubble Witch saga há tanto tempo que já até esqueço de jogar. Nunca comprei mais músicas no Song Pop, e nem mais cores no Draw Something. Não pago para fazer o update dos meus aplicativos para a versão PRO só para que os anúncios não me encham o saco, e quando comecei a jogar Candy Crush sempre disse que não compraria algum bônus de jeito nenhum, pois se eu comprasse uma vez, nunca mais conseguiria viver sem.

Continuo com esse pensamento de “não vou comprar”, e zoei com a cara da minha amiga que gastou 1 dólar comprando 5 jogadas a mais para passar da fase 65, onde todo mundo encalha. E disse isso só porque eu tive uma sorte descabida nessa fase e passei praticamente direto por ela, enquanto via todo mundo preso. E eu segui a vida me achando muito boa no jogo, passando algumas raivas com os encalhamentos, mas no fim das contas, ultrapassando a fase e seguindo a vida. Até que eu encontrei a 133. E ela é difícil. Além de difícil, é chata. Nada acontece naquela porcaria, os listrados quase não ajudam, a geografia da fase dificulta e muito a sua vida, e depois de dias presa nela acabaram as minhas jogadas quando eu tinha uma bala vermelha e listrada no último quadradinho com gelatina da fase. Pra quem não sabe, (existe alguém que ainda não joga isso?) você tem que acabar com as gelatinas. E ali estava. Um vermelho listrado me separava da vitória. E eu não tinha mais jogadas, mas tinha um brigadeiro (melhor bala de todas) ao lado de uma bala vermelha, que faria a minha explodir, com a gelatina junto, e tudo seria feliz.

Eu podia e deveria ter clicado em “terminar” e recomeçar a fase, sonhando com o momento iluminado onde eu passaria dela sem gastar 1 dólar. podia sim. Mas quer saber? Não quis. Não quis porque eu gasto meu salário pra pagar meu IPhone, gasto meu salário comprando besteiras engordativas na cantina, gasto meu salário comprando livros e pagando o netflix. E quer saber? Decidi que podia sim gastar 1 dólar para comprar jogadas a mais que me fariam passar daquele monstro de fase e então eu conseguiria voltar a ser feliz em uma fase legal com milhões de balas explodindo. Cliquei no efetuar compra, o recibo chegou no meu e-mail, e quer saber? Não doeu, não estou arrependida, não estou com vergonha, e olho feliz para a fase 140, onde estou agora, pensando que meu 1 dólar foi muito bem gasto na fase 133, onde eu possivelmente estaria até o mês que vem.

candy

Vim, vi e venci.
Mas comprei jogadas extras por 1 dólar

domingo, 12 de maio de 2013

We are Titanium.

A vida é a arte da sintonia. Eu já falei. Não é possível que não haja uma força de sintonias e encontros rodeando esse mundo, para fazer tudo acontecer da forma que tem que acontecer, na hora que tem que acontecer. Pode ser uma coisa épica, como um amor à primeira vista. Uma coisa sortuda, como um livro que chega na loja bem na hora que você chegou pra comprar. Ou pode ser uma coisa simples, como pessoas que já se conhecem e acabam assistindo o mesmo episódio do mesmo seriado no mesmo dia e resolvem conversar sobre o assunto.

É simples. Mas não deixa de ser sintonia. Os caps locks, os sofrimentos, as confissões, e tudo o mais. O assunto sempre gira. Sempre tem alguma história nova pra rolar. Aparece um relato, um desabafo, um sentimento. Uma música, uma força. A gente ri, esbraveja, chora, tudo junto. Pelos personagens queridos, pelas nossas vidas, por nós. E depois de ouvir por vezes a fio a mesma música no repeat e perceber que tá todo mundo gritando num volume só, a gente sabe que é sintonia. E que por mais simples que seja, naquela hora, daquele momento, todo mundo tem certeza que está no lugar certo, com a companhia certa, na conversa certa. Todo mundo lembra que estar perto não é físico, e que a vida, por mais que doa, nos faz virar Titanium.

weare

Pode atirar. Somos a prova de balas.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Te amarei de janeiro a janeiro

Todo mundo tem seus dias “uma nota só”. A Anna postou agora a pouco sobre uma música que ela ouviu seguidamente e eu pensei que precisava pegar carona porque estou desde cedo ouvindo a mesma música e pensando que ela é tão linda que merecia um post.

Eu acho interessante parar pra pensar no poder de uma música. Pensando friamente, é somente palavra ritmada. Como pode ser algo tão incrível? As músicas são a prova cabal de que as invenções mais geniais do mundo são bem simples. As músicas mandam nas pessoas. Ou você nunca ficou horas a fio cantando a mesma coisa,  mesmo que tentasse insistentemente tirá-la da cabeça?

Eu tanto não consigo tirar da cabeça que a minha foi pro título direto. Porque tinha tempo que eu não assistia novela, sabe. E eu sou noveleira, estava com saudades. E em meio a monografia, trabalho, musical, livros, falta de sono, eu ainda resolvi que merecia um tempinho pra ver uma novelinha, e estou vendo “Sangue Bom”. Que é um bocado errada, na verdade. Isabelle Drummond só reclama, Sophie Charlotte nunca me convenceu e Malu Mader fazendo papel de suburbana é algo bem questionável. Mas a escolha do elenco masculino, vejam vocês, anda muito correta, com Jayme Matarazzo, Humberto Carrão, Marco Pigossi, Bruno Garcia, e eu disse que ia falar de música, né. Então, a trilha sonora da novela me parece bem correta também. Agora me ocorreu que nunca vi a abertura e não tenho ideia de qual é a música. Mas o que importa é que toda vez que a Sophie Charlotte e o Marco Pigossi resolvem chorar um pelo outro, embora eu preferisse que Marquinho estivesse chorando por mim toca "De Janeiro a Janeiro” e fica tudo muito bem.

E eu queria dizer que hoje eu passei o dia ouvindo e cantando essa música, e ela me traz coisas boas. Ela me acalma. Porque me faz lembrar que muita coisa é pequena e passageira nessa vida, e que acima disso tudo está o amor, que pode não ser! Piegas, eu sei, mas dane-se, porque Nando e Roberta me encantaram com a melodia, com a doçura da voz, com as palavras dançando nos meus ouvidos. E que eu só tenho a dizer que no fim das contas, o que fica é que o universo conspira a nosso favor e a consequência do destino é o amor! Boa noite.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Quando nada (realmente) terrível acontece

Como uma amiga minha disse no blog dela uma vez, o câncer do vizinho não cura o seu resfriado. Cada um sempre sabe o tamanho dos seus pepinos e o quão é pesado (ou não) enfrentá-los e o fato do carma do outro ser maior não tira o direito de preocupação e sofrimento dos que carregam um "menor". Como eu falei, em um post passado, sobre algo que Hazel disse, todas as coisas são lidáveis. E se cada um tem que lidar com o seu fardo, que cada um tenha também o direito de sofrer por ele.

Fiz essa introdução só para poder contradizê-la durante o post, deixando claro que ele não tem intenção nenhuma de dar lição de moral. É só uma reflexão que está sambando na minha cabeça e que eu não quero deixar passar, mesmo estando ciente de que esse blog, ultimamente, não está passando dessas minhas filosofias de botequim. Acho que devo estar vivendo coisas bem pouco interessantes e pensando demais. Mas melhor não pensar nisso e falar logo do que eu vim falar.

Tem um episódio de Grey's Anatomy, por sinal um dos que mais me marcou, que diz o seguinte:

‘Eu tive um dia terrível.’ Nós dizemos isso o tempo todo. 
Uma briga com o chefe, enjoo, engarrafamento… 
É isso o que descrevemos como terrível, quando nada de terrível está acontecendo.
Essas são as coisas que imploramos para ter: 
um canal, uma auditoria federal, café espirrando nas roupas. 
Quando o terrível acontece,
 imploramos um Deus que não acreditamos para resgatar os pequenos horrores.
E levar isso embora.
Parece fácil agora, não parece? 
A cozinha inundada, a madeira podre, a briga que lhe deixa com raiva. 
Ajudaria se soubesse o que estava por vir? 
Saberíamos que estes seriam os melhores momentos da nossa vida?


Eu nunca consegui esquecer dessa quote. Ela é dita em um momento onde aconteceu um acidente com uma família, e uma menina de uns 15 anos tem que ser a forte do momento e dizer para os irmãos mais novos que sua avó e seus pais faleceram. É um daqueles casos onde a cena não precisa de mais nada pra te fazer ter dor de barriga de nervoso. Eles não eram personagens fixos, nunca tinham aparecido e tampouco tornaram a aparecer, e isso não mudou o meu desespero frente àquela situação. Porque seria com certeza uma daquelas onde eu pensaria que, meu Deus, eu realmente tinha coragem reclamar de coisas banais?


Meu pai vive abrindo a janela do meu quarto no inverno, para o ar circular. Além disso, ele se tornou apaixonadamente adepto do livro e da revista digital: Só lê pelo IPad e me chama de retrógrada (!) pelo amor que cultivo aos meus livros. Critica minha estante, vejam só. Minha mãe é daquelas que sempre arranja algum motivo pra se estressar, na falta de um motivo realmente estressante. Se não estivermos, por exemplo, atrasados, ela reclamará da roupa que eu escolhi usar. Ou do meu cabelo. Ou ainda vai dizer que eu não passei batom. Ah, e ela sempre diz que a chave de casa não está com ela e joga a culpa em alguém pelo sumiço, até que a encontra dentro de sua própria bolsa. Minha irmã sempre desamola os alicates, entra no chuveiro na hora que eu quero tomar banho e nunca fecha a porta do meu quarto quando sai dele. Minha avó? Minha avó sempre defende os mais novos e já me "expulsou" da casa dela quando eu revidei um tapa na minha irmã depois que ela já tinha me dado 3 deles por pura provocação.

O inferno são os outros, né, Sartre? São. As pessoas e suas manias e cotidianices, sempre trabalhando par arranjar o melhor jeito de nos tirar do sério. Mas isso é tão, tão pequeno, quando a gente se imagina no lugar da menina, tendo sobrado praticamente sozinha, e ainda por cima carregando o fardo de avisar aos irmãos pequenos que a família inteira estava morta. Essa cena, sim, me dá muita vergonha de mim só de lembrar. Porque numa hora dessas eu só choro abraçada na almofada, olho pra menina e agradeço infinitamente por levantar da cama e ir fechar a janela que meu pai abriu pela milésima vez.

Ah, essas chatices da vida. Grey's Anatomy acertou mais uma vez. São sempre por elas que imploramos quando algo realmente chato acontece. Essas cotidianices chatas não deixam de fazer parte dos melhores momentos de nossas vidas. 

domingo, 5 de maio de 2013

Quatro de maio de dois mil e treze

Partindo do princípio de que um dia começa à meia noite, e não na hora que você acorda, meu dia começou num fim de sexta feira animado. Quero dizer, animado para os meus padrões, e não para o dos baladeiros, até porque, eu estava em casa. E apenas digo que foi animado porque há algumas horas tínhamos saído da aula com a primeira coreografia de nosso musical marcada. Anyway, quando deu meia noite eu estava na cama com o computador, e assim fiquei até mais de 3h, por motivos de “estava com preguiça de desligar tudo, virar para o lado e dormir”. Quando resolvi desligar tudo, virar para o lado e dormir, a insônia resolveu se vingar e essa se tornou uma tarefa intempestiva, onde eu virava de um lado pro outro, acendia e apagava as luzes, lia, jogava candy crush, e todas as coisas do tipo, menos conseguir dormir.

Já eram quase 5 quando eu resolvi levantar, vestir a roupa que usaria na manhã seguinte, e voltar para a cama, para pelo menos um cochilo rápido. Me vesti, deitei, e mais ou menos meia hora depois eu consegui dormir. Quando eu acordei com o despertador às 8h queria chorar. Pra completar, vi que meu pai não tinha saído da cama, o que significava que eu não ganharia minha carona. Liguei para o táxi bem mau-humorada enquanto tomava um toddinho.

Quando entrei no Taxi e falei o endereço ele não sabia onde era. Todo mundo sempre sabe onde é, então eu nunca me preocupei. Pra completar, ele já tinha começado um caminho diferente do que a minha mãe faz no carro, e não dava mais pra entrar na rua onde eu saberia guiá-lo, o que o deixou bravo quando eu disse que não sabia o que fazer. Perguntei se ele sabia ir para o shopping, que fica bem perto, e ele disse que sim. Quando chegamos perto, eu fui ditar as ruas para as quais ele deveria entrar e ele foi grosso (!) soltando umas ironias ridículas.

Cheguei ao destino, entrei na escola com óculos escuros e bem mau-humorada, mas a manhã foi produtiva. A maioria das crianças estava de bom humor e afim de ensaiar a peça direitinho. Quando acabou, fui fazer o ensaio de fotos de dois colegas para a peça deles, e voltei pra caçar assunto. Acabei indo almoçar com 4 amigos, e foi bem gostoso. Depois meus pais me pegaram, eu ainda enrolei um pouco em casa e tomei um longo banho ao som de Taylor Swift antes de irmos para o aniversário de 7 anos do meu priminho.

O aniversário do Gu incluiu no pacote, logicamente, Anninha, Nina e Rico, o que faz tudo ficar lindo. O Gu estava feliz da vida, com as bochechas cor-de-rosa, correndo de um lado para o outro. Anna chegou vestida de onça e me deu aquele abraço que é sempre o melhor do mundo. Nina pediu meu colo e ficou comendo bolinhas de queijo. Rico chegou um tempo depois e passou 90% do tempo dormindo, mas com uma camisa xadrez incrível e um tênis da Ralph Lauren, porque ele é um cara fino!

Aniversário de criança, além das crianças, significou muitas bolinhas de queijo, batata frita e brigadeiro. No fim da história, voltei pra casa rolando, por volta das 21h, e lembro da minha amiga estar agitando um skype no whatsapp. Lembro que respondi que queria, enquanto colocava o pijama e escovava os dentes. Deitei na cama, coloquei o computador no chão, apaguei e só acordei hoje às 11 da manhã. É. Dificilmente eu apronto uma dessas de dia de semana, mas no sábado, o dia em que eu posso dormir tarde sem culpa, eu morri de cansaço e dormi antes das 21h30. A vida tem dessas coisas.

*Texto postado para o meme “Um dia”, que começou no dia 4/05 do ano passado. Acho que percebi que esse meme não me dá muita sorte. Ano passado eu narrei o dia bem mau humorada e hoje estou no mesmo clima. Sai, uruca!