quinta-feira, 12 de abril de 2012

O amor nos tempos do N.B.S.

Ah, vai, ninguém sabe o que é isso? Pelo menos em São Paulo eu sei que existia. Era por volta dos meus 12/14 anos. Orkut estava no auge do auge de sua modinha né. Naquela antiquada época onde ainda só cabiam 12 fotos no álbum, e todo mundo fazia depoimentos fofinhos um pro outro, cheio de declarações de amor. E lá no final, vinha ele. O tal do No Bom Sentido, N.B.S. para os íntimos. Porque né. Deus o livre sair amando seus amigos por aí e alguém que for ler decidir que é amor de casar.

Era um sarro. Eu lembro. Estavam lá os depoimentos, que podiam ser compridos, curtinhos, pretos, coloridos, com florezinhas ou sem, mas invariavelmente, depois do Eu te amo lá estava o N.B.S. Até nas cartinhas que eu tenho das minhas amigas o tal do N.B.S. aparece, o que é hilário, afinal de contas, as cartinhas só eu ia ler, Jesus. E eu nunca ia pensar que um Eu te amo da Mari estaria significando algo além de amizade, venhamos e convenhamos.

Minha professora meio astróloga estava falando um dia que essa história de mundo acabar em 2012 nada mais será que uma mudança na humanidade. Uma prova disso é o capitalismo, que está aí em voga há um tempão, e de repente, a Europa e os Estados Unidos estão falidos. Ela disse que a humanidade, por mais difícil que pareça de enxergar, está aprendendo a valorizar o SER. E se não está, vai aprender na marra. Não, eu não mudei de assunto. O que eu estou querendo dizer é que outro dia, filosofando de madrugada, eu percebi que a geração N.B.S. acabou, gente!

Não existem mais depoimentos de Orkut, mas hoje em dia todo mundo se ama sem precisar explicar nada! Eu amo meus amigos em todas as conversas de msn. Amo meus primos em cada um dos abraços. E não tenho medo nenhum de falar Eu te amo. Afinal de contas, né, gente, amor é amor! Não precisa significar mais nada! Os tempos do N.B.S acabaram porque, tendo isso a ver com 2012 ou não, as pessoas finalmente entenderam que não precisam frisar que estão amando no bom sentido. Simplesmente porque: Não existe mau sentido para o amor. Não é lindo?

anigif4

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Adoro ser do contra

Aí que o caboclo postador baixou em mim em abril e eu passo o dia inteiro pensando no post do dia. Milagrosamente, já tinha até título do que eu queria postar hoje, mas ele vai ficar pra amanhã, porque a dona Rafinha inventou o meme das 4 coisas que todo mundo gosta menos você, e depois de 15 anos tentando decidir entre o texto no qual eu pensei o dia todo e o meme, acabei decidindo postar logo o meme.

4 coisas que todo mundo gosta. Menos eu.

1 – Comida Japonesa

Gente. Comida Japonesa, gente. Aquele amontoado de peixe cru envolto em arroz, com Shoyo junto e uma tal de raiz forte. Blargh. Ta aí uma coisa que virou modinha, que todo mundo ama, que todo mundo quer marcar de sair pra comer eu fico na escória social porque me excluo automaticamente da programação. Confesso que o Sashimi de salmão que meu primo fez uma vez eu até comi e gostei. Assim, óbvio que preferia um cachorro quente esperto, mas até que era gostosinho. Agora. SUSHI, gente. Com aquele troço preto enrolado em volta, mais parecendo uma fita isolante. Mas de jeito nenhum.

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2 – Teatro Mágico

Já senti a chibatada nas costas. Eu sei. Eu sei que todo mundo ama. E eu não odeio. Eu só não gosto. Mas nem é que não gosto, é que nunca experimentei! Acho que nunca nem ouvi uma música. Morro de preguiça de experimentar. Um monte de gente já sugeriu, mas sabe aquela coisa que eu tenho preguiça? Então. Acho a proposta da banda legal, essa coisa meio música, meio circo, com Teatro no nome. Acho digno. Más além disso, só sei que “Borboleta é flor que o vento tirou pra dançar”. E apesar de achar essa frase maravilhosa, nunca nem procurei a música de onde ela saiu.

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3 – Séries

Sabe aquele domingo que você passa debaixo do edredom colocando em dia todas as milhões de séries que você assiste? Então. Eu não faço a menor ideia do que é isso. Porque, tirando Friends, que está acima de todas as coisas, eu tenho a maior preguiça de séries. Gente. Tentei assistir Glee e Gossip Girl e nenhuma das duas passou da segunda temporada. Não que eu odeie, mas eu enjoo. E aí fico com preguiça de assistir mais um episódio, até porque, são longos 45 minutos, no geral. Tenho mais o que fazer. Tipo ler ou jogar Bubble Witch Saga no facebook.

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4 – Clipes

Pronto, agora vocês vão esgotar o que restou do estoque de pedras. Não gosto. Adivinhem por que? Não tenho paciência! Viva! Eu sou ligada no 220V, gente. Quando eu era criança eu não tinha paciência de escutar música. Ficava torcendo pro CD acabar. Depois de grande eu tomei vergonha na cara, viciei em IPod e posso passar um grande tempo jogada na minha cama ouvindo 20 músicas, ou a mesma, ligada no Repeat em looping infinito. Agora. Clipes são demais pra mim. Parar tudo o que eu estiver fazendo para ASSISTIR uma música, ah, não. Ah. Não.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Sobre auras.

Eu acredito nelas, sabe? Nas auras? Nas auras e nas pessoas que as carregam. Acredito. Não que eu saia por aí enxergando as auras de todo mundo. Mas algumas pessoas simplesmente são envoltas pelas delas. E por isso, têm um brilho diferente. Aliás, AURA é quase AURORA, né?

Acho até que existem auras irmãs. São aquelas pessoas que te fazem bem, sem precisar de maiores explicações pra isso. Aquelas pessoas com as quais você se dá bem desde a primeira troca de palavras, e então, curiosamente, depois de poucas e incríveis conversas, você descobre que, parecendo mágica, vocês tem tanto, tanto em comum. Aquelas pessoas que, quando falam, colocam uma energia tão forte nas palavras que a gente, além de ouvir, sente. E acredita. E acima disso, você sabe que a pessoa está ali de bem, sabe assim?  Não precisa ser aquela que sorri o tempo todo. Mas é aquela que sorri com a alma. E é tão bom quando a gente consegue sentir isso. Eu sinto.

Eu esbarro em pessoas que eu tenho vontade de abraçar muito, pra poder compartilhar daquela aura brilhante. Esbarro em pessoas que tenho vontade de ter na minha vida pra sempre. De ficar uma tarde inteira sentada batendo papo sobre tudo ou sobre nada. Esbarro em pessoas que se tornam especiais logo de cara. Pessoas com uma aura tão alva e brilhante, irradiando tanta coisa boa, que eu sorrio só de vê-las por perto. Pessoas que fazem tudo ficar infinitamente mais leve.
Parafraseando Clarice Lispector, são aquelas pessoas que sabemos que são amigas. Sem nunca precisarmos chamar de nada. São pessoas LUZ. Que bom que elas existem.

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domingo, 8 de abril de 2012

De samba, pra gente sambar!

Na verdade esse texto completamente abstrato que essa que vos fala acaba de tentar começar a escrever à 1h30 da manhã de um domingo de páscoa depois de ficar em pé o sábado todo, só tem esse título porque eu achava que a letra da música era diferente.

É. Porque eu juro que eu já parei de pensar por volta das 22h, e desde então eu estou filosofando, apenas. E eu estava lembrando de como me perguntaram a minha idade e eu respondi: “Quase 20”, feliz da vida. É, eu estou feliz. E isso é engraçado, e por isso estou filosofando a respeito.

Quando a gente faz 18, a gente quer ser adulto né. 18 é uma idade meio radical. Pedi velas vermelhas, usei decote, e só não pintei as unhas de vermelhão porque elas estavam roídas. Estava me sentindo a tal, querendo tirar carteira e me meter à besta por aí. Os 18 vieram e não tiveram nada de radical, comecei a tirar carteira só agora, e poucas foram as vezes em que usei um esmalte vermelho. Mas que era uma delícia falar que eu tinha 18, ah, era. Depois eu fiz 19 e perdeu a graça. Virou comum. Mas é preciso registrar que desde antes dos 19 eu já tinha entrado na crise dos 20.

Crise dos 20. Sim, porque a pessoa vai completar 2 décadas de vida e começa a se sentir a idosa do pedaço. Eu. Eu, que escrevi até sobre o tempo nesse começo de ano, tamanho nervoso que eu andava em relação à passagem dele. Aí é que está.

Hoje, não sei se pelo cansaço, pelo horário, ou pela momentânea maturidade que me tomou conta, eu estou leve. Estou achando que enquanto os 18 ficam com a radicalidade, os 20 podem ficar com as florezinhas. Sim. Ontem foi meu último sábado aos 19, e eu estou feliz. Passou o medo. Passou o medo e agora eu estou alegre pra passar essa semana esperando os 20 chegarem. Nem pensei no vermelhão. Pintei as unhas de francesinha. E se tiver velas no bolo, ah, serão cor de rosa! Porque se na espera dos 18 a gente acha que ser adulto é radical, aos quase 20 eu já estou ciente que nunca somos completamente adultos, e que seremos mais felizes se vivermos com doçura, seja aos 5 ou aos 90.

E eu comecei contando do título do post, né. Ele só está ali porque eu estava bem feliz cantarolando a música com a letra errada. Ela diz: “O morro foi feito de samba, de samba pra gente sambar”, e eu cantava: “O MUNDO foi feito de samba, de samba pra gente sambar". No que isso difere? Só no fato e que eu, pensando nessa música e na chegada dos 20 anos com tranquilidade só consegui pensar que a gente tem é que viver, ser feliz e sambar, sem se importar com o tempo ou com a idade. Afinal, o mundo foi feito de samba! E querem saber de uma coisa? Vou continuar cantando errado. Alcione que me perdoe, me dei uma licença poética!

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“O MUNDO foi feito de samba! De samba, pra gente sambar!"