quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Apaixonante.

Eu já cansei de falar nesse blog sobre as coisas que amo. Fico pensando que um dia todos vão acabar enjoando de mim. Principalmente quando-eu-invoco-de-falar-do-mesmo-assunto-posts-a-fio. Eu penso mesmo, acreditem. Mas eu nunca consigo me conter. Porque quando eu estou apaixonada por alguma coisa, eu falo disso. E falo disso. E falo, e falo, sem cansar! E escrevo. Escrevo e deixo as palavras fluírem, sem pensar muito à respeito. Os posts saem muitas vezes enormes e mega empolgados, ou contidos e claramente encantados. O que não muda é o brilho que eu tenho nos olhos enquanto os escrevo. E o brilho ainda maior quando chego aqui e vejo o que as pessoas têm para dizer de volta.

Outro dia sintetizei tudo o que eu penso sobre paixão. E ultimamente ando lendo as pessoas falando que a minha paixão ao escrever sobre as coisas que amo transborda. E que isso as contagia. E eu fico encantada. Quer dizer, eu gosto muito de escrever sobre o que eu amo. E as pessoas ainda por cima gostam de ler essas coisas! Impressionante!

E isso, o que é? Apaixonante. No mínimo.

Hoje é dia 31 de agosto, e eu estou fazendo um post de #BlogDay completamente torto. Não vou fazer indicações. Vou fazer uma declaração. E um agradecimento. A tudo. A todos. A nós.

Quando eu cliquei em criar um blog eu não tinha noção do universo que eu ia conhecer. Muito menos que tinham tantos universos particulares dentro de algo tão grande. Por causa do blog eu conheci pessoas, conheci histórias, conheci dores, e paixões. Conheci ainda mais algumas pessoas que eu já conhecia pessoalmente. Já chorei enquanto escrevia. Já chorei enquanto lia posts dos outros blogs. Já chorei enquanto escrevia comentários neles. Já chorei quando li comentários deixados no meu. Mas já sorri MUITO fazendo tudo  isso também.

Então a essa hora, nesse finalzinho de #BlogDay, eu estou tentando colocar em palavras a felicidade que eu sinto em ter motivos para comemorar esse dia. Em ter tantas pessoas para cumprimentar pela data que tive que dividir em vários tweets, e ainda assim, tenho certeza que esqueci de alguém. Fico feliz por ter quem abraçar mentalmente nesse dia, enquanto torço para que um dia consiga abraçar todas pessoalmente. Fico feliz por ter pessoas com quem contar a qualquer momento. Pessoas pra quem eu posso escrever cartas, mandar mensagens, DM’s, e-mails, ou simplesmente escrever um post e saber que elas vão ler e vão sentir um pouquinho do que eu sinto, seja quando estou radiante ou quando estou chateada. Pessoas que, ao invés de cansar de mim, entram em sintonia comigo quando eu resolvo mergulhar em algo e falar só sobre isso. Não sei se deveria tocar nesse assunto de novo, mas é que ele foi um marco pra mim! Os posts que eu fiz sobre o teatro mexeram comigo. Porque eu estava completamente mexida com aquilo. E consegui mexer com vocês. E quando eu achava que ninguém mais ia ler o próximo, mais pessoas apareciam pra dizer que estavam esperando ansiosas por mais relatos, fotos, histórias. Ter tanta gente sonhando junto com um momento tão especial foi incrível pra mim. E é incrível poder sonhar junto com tantos momentos tão especiais de tantas pessoas queridas!

Fiquei maravilhada também com a quantidade de gente que comentou no post sobre a Florbela Espanca, dizendo que não a conhece, ou que não gosta muito de poesia, mas ficou com vontade de ler pela empolgação com a qual eu falei. E a intenção era mesmo só dizer que eu estava apaixonada, e não fazer propaganda. Afinal, quem sou eu pra me achar digna de fazer propaganda de Florbela, alguém que é tão, tão maior. Fiquei feliz de perceber que as pessoas vem aqui, param para ler o que eu escrevo, e ainda me levam a sério, cogitando a hipótese de ler poesia sem gostar disso só pelo fato de eu ter falado com tanta empolgação da minha poetisa preferida.

Enfim. Além de me declarar e agradecer a tudo isso, eu queria só dizer que se tem gente que ainda acha que a internet é um perigo gigante, e que as pessoas do outro lado da tela não existem e são sempre uma roubada, não sabe o que está perdendo.

E é com um sorriso no rosto, e pensando em mais uma das minhas grandes paixões, a blogosfera, que eu desejo um feliz #BlogDay para todos nós, declaro a alegria que eu sinto em acompanhar tanta gente apaixonante, e agradeço por me permitirem fazer parte de tanta coisa especial.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sobre lendas e Curitiba.

Semestre passado tinha aula de psicologia no teatro. E aí eu lembro de uma vez que comentamos em sala de uma lenda mitológica. Eu NÃO lembro direitinho da lenda, e muito menos dos nomes dos personagens (e a minha professora de psicologia lê esse blog às vezes, olha que beleza. Beijo pra você, tia Airen! Eu não lembro de tudo, mas eu te amo, HAHAH) mas eu lembro da conversa na aula sobre a lenda. Então vou tentar explicar aqui.

Se não me engano é a história da filha de um deus, que o deus das profundezas vivia sequestrando. Sei que quando a menina estava sequestrada lá embaixo, aqui em cima faz frio e é nublado. E quando a menina está solta, é calor e sol. Essa lenda seria a explicação das estações do ano. E a equação seria simples: Outono e Inverno? A menina está presta. Verão e Primavera? Solta. Na hora alguém falou na sala: – Aé. Aqui em Curitiba é assim: PRENDE A MENINA! SOLTA A MENINA! PRENDE! SOLTA!

E eu SEMPRE dou risada quando lembro disso. E eu sou obrigada a viver lembrando disso, porque vejam se isso faz sentido: Semana retrasada fez frio e chuva a semana toda. Era ver a previsão do tempo e querer se jogar pela janela. Observem:

DSC05572

Sim. Era desse nível. Só água caindo na previsão. Ai tá. Essa semana acabou, e de repente, um dia, acordou sem chuva. Mas ficou ainda mais frio. Sei que segunda feira passada eu morri de frio na faculdade, e terça feira fiquei quicando na carteira, pois estava com 3 blusas de frio, um casaco em cima, e não conseguia parar de tremer. Aí foi ficando mais tranquilo durante a semana, e ontem, segunda feira, foi de sol o dia todo, e minha irmã jura que deu 32 graus. Eu não vi isso, mas tudo bem. Fez sol e calor, e eu estava muito feliz, radiante, andando pela cidade do ônibus até o trabalho com meu óculos de sol roxo e UMA blusa só, além dela NÃO ter gola e eu poder exibir o colar de lacinhos que ganhei dos meus padrinhos no natal. Aí hoje o que aconteceu? Adivinhem! Não é que choveu não. É que foi quase um dilúvio. Choveu o dia INTEIRO. Mas a minha previsão era um pouco pior, pensei que por causa da chuva fosse GELAR de novo. Mas são 23h13, e eu ainda estou conseguindo usar o pijama de calor que ressuscitei do armário ontem. Vamos ver amanhã como o dia acorda. Me recuso a ver a previsão do tempo, prefiro continuar iludida com esse veranico gostoso. Só espero que amanhã faça SOL!

Deixem a menina solta um pouco, por favor.

domingo, 28 de agosto de 2011

Florbela Espanca

Pensei em outros títulos para esse post. Talvez algo que se parecesse mais com uma ode ou coisas do tipo, mas desisti. Desisti porque esse nome diz muita coisa, e é melhor ele ficar ali, quietinho, no título. Porque foi mesmo pelo nome que “tudo” começou.

Ano passado a Airen dirigiu uma peça chamada Espanca-me. Sei que foi o maior sucesso, e as pessoas falam dessa peça até hoje. Eu era inocente. Não sabia o que era uma “peça de Airen” e nem quem era Florbela Espanca. Aliás, não sabia nem que a peça falava sobre uma pessoa chamada Florbela Espanca, porque eu era muito desligada, ainda não estava completamente (e irrevogavelmente) apaixonada por teatro e por tudo o que o envolvia e não prestava atenção nos cartazes das peças. Essa foi a minha primeira mostra do Cena Hum, eu assisti quase todas as peças das turmas de formação menos duas. E Espanca-me (tenho vontade de me espancar sempre que lembro disso) foi uma delas. Não que eu não quisesse, ou tenha deixado essa de fora especificamente, e isso, eu sei, é uma desculpa esfarrapadíssima, mas os horários não eram dos mais “fáceis” pra mim, e eu ainda (já disse que era inocente) não estava na vibe maluca de me desdobrar em 200 pra dar conta de assistir tudo, como eu fiz nessa mostra. Perdi completamente o fio da meada né? Voltemos a falar de Florbela. Então. A mostra acabou e eu saí de besta dela, sem assistir. Algum tempo depois eu vi no facebook de alguém um cartaz dessa peça. E embaixo do título Espanca-me estava escrito: Uma ode à Florbela Espanca. E eu parei. Reli aquilo várias vezes e pensei: Meu Deus do céu, o nome da pessoa é Florbela Espanca! Que coisa incrível!

Sim. Eu me apaixonei pelo nome da moça. Joguei no google e descobri que ela era uma poetisa, e fiquei ainda mais encantada. Pensei: É claro. Com um nome poético desses, ela tinha que ser uma poetisa!

Esqueci a história. Até que um dia desses, mexendo no skoob alheio, vi que uma menina tinha colocado na sua estante um livro da Florbela. Fui e coloquei na minha estante também, ora essa! E resolvi que ia ler aquilo logo. Arrastei minha amiga para a biblioteca da PUC e ficamos mais de 20 minutos procurando Florbela. Quando achamos, tinha um único livro, que na verdade, nem é dela. É um estudo sobre a obra dela, com algumas poesias perdidas no meio. Eu coloquei o livro  na bolsa com a maior cara de: Não tem tu, vai tu mesmo. Mas não sem antes reclamar no facebook que não tinha achado um livro de Florbela na biblioteca da faculdade.

Fomos pra sala de aula escrever redação sobre PLANEJAMENTO EMPRESARIAL. Eu terminei a minha, Rhaíssa terminou a dela, entregamos, e sentamos na escada para esperar a Náthalie. Rhaíssa tirou seu Nicholas Sparks da bolsa, e eu resolvi tirar Florbela Espanca. Folheei o livro atrás de uma poesia e dei de cara com “As quadras d’ele I”. Comecei a ler e não aguentei. Chamei a Rhaíssa e comecei a ler em voz alta. Ela largou o Nicholas Sparks e pediu que fossemos xerocar o poema pra ela. Xerocamos pra Nathy também, e no fim das contas, fomos da faculdade até em casa lendo Florbela em voz alta no carro.

Cheguei em casa e sentei no computador. Já parti pra ignorância, eu precisava ter aquilo em casa. Comprei o volume 1 da poesia de Florbela, que tem 3 livros dela. Ainda estou esperando chegar aqui em casa, mas, eu tinha reclamado no facebook que não tinha achado o livro e a Airen disse que podia me emprestar os dela. E ela chegou no cena hum com esses 2 livrinhos pequenos, cujo eu comprei o volume 1. Esses 2 livros juntos têm todos os livros da Florbela. Eu estou me fartando, gente. E isso é importantíssimo falar: Eu não sou apaixonada por poesia! Tenho 3 livros de poesia aqui em casa, 1 deles intocado, e 2 praticamente intocados. Com Florbela, é diferente. Eu abro o livro pensando que “só vou ler mais uma” antes de dormir e quando vejo li 10. Tem umas que são tão encantadoras que não dá pra virar a página. “Os teus olhos”, por exemplo, eu devo ter lido umas 10 vezes.

No fim ainda fiquei feliz que não achei livro na biblioteca e que o meu ainda não chegou, porque o da Airen veio com “surpresa dentro”. Ela fez asteriscos em algumas estrofes, e dentro de uma das partes do poema “As quadras d’ele” (que é perfeito), ela chegou a fazer um colchete abrangendo 3 estrofes, e colocou vários pontos de exclamação do lado. Se eu fosse cara-de-pau eu tinha puxado uma seta, bem de levinho, só pra escrever: Concordo plenamente com suas exclamações!

Florbela Espanca se transformou rapidamente um marco para mim. Já juntei ela naquele meu hall de queridinhos, que antes abrangia somente Cazuza, Caio F. e Clarice. Agora tem também Florbela.

Porque ela tem o nome mais doce que eu já escutei. Ela tem uma sensibilidade impressionante. E ela teve o poder de me fazer ficar apaixonada por um livro de poesias.

florbela

Que diferença!…

        Quando passas a meu lado,

        E que olhas para mim,

       Tornas-te da cor da rosa,

       E eu da cor do jasmim.

       Vê tu que expressões dif’rentes

       Da nossa mesma ansiedade:

       A cor rosa é despeito,

       A palidez é saudade!

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Paixão, Paixão, Paixão!

Desde que eu comecei a ler “Querido John” que estou com a ideia desse post na cabeça. Não tem nada de spoiller, isso é sempre bom de avisar, mesmo eu tendo noção de que sou a única que nunca viu o filme e só começou a ler o livro agora. Enfim. Pensei nesse post mas acabei não tendo tempo de sentar para desenvolver a ideia, mas já que é de paixão que eu quero falar, vou deixar minha paixão por escrever tomar conta agora e ir escrevendo sem pensar no assunto.

A questão é que mais ou menos no começo do livro, a personagem Savannah fala a seguinte frase: "Paixão é paixão. É o entusiasmo intercalando o espaço do tédio, e não importa a que se dirige.”

E aí? Me apaixonei pela frase! Eu concordo muito com ela. Eu acho que paixão é muito importante. E nem estou falando de paixão no sentido de encontrar aquela pessoa que se torna a razão da sua vida. Estou falando do mesmo que ela disse, da paixão ser simplesmente paixão, independe de a que ela se dirija.

Adoro conversar com pessoas apaixonadas. O assunto, por mais que bata mil vezes na mesma tecla, sempre acaba sendo interessante, porque a pessoa te contagia. Se você se deixar entrar no mundo dela, você quase se apaixona junto. Seja por um filme, por um seriado, pelos seus amigos, ou, sou suspeitíssima para falar, por uma peça de teatro, hahaha.

Tudo se torna mais divertido e mágico quando se está apaixonado por algo. Foi o que Savannah disse: o entusiasmo intercala o tédio! Eu acho que é porque quando há entrega total a algo, não sobra tempo para existir o tédio. Quando estamos apaixonados, pensamos e fazemos o que é relacionado àquilo com alegria e tanto afinco, que nem nos damos conta disso. É uma energia que simplesmente aparece.

Sendo assim, apaixone-se. Apaixone-se pelas pessoas, pelo trabalho, por um livro, por uma música, por uma coleção, por um dia de sol, por pãezinhos de queijo saindo do forno, seja pelo que for. Mas apaixone-se. Apaixone-se e deixe-se transbordar por isso. Fale sobre, e divida com o mundo o brilho que só a paixão pode trazer a alguém.