terça-feira, 28 de setembro de 2010

Há 19 anos…

… nasceu uma menina que me jurou de morte disse que me seguraria pelas pernas e sacudiria de cabeça para baixo até eu arranjar inspiração para fazer um post de aniversário para ela. Acabou que ela nem vai precisar de tamanho esforço, porque falar dela não é difícil. Bem, 19 anos atrás, quando a Rafa saia da barriga da minha tia, eu continuava dando os meus chutes no quentinho da barriga da minha. E gritava, de lá de dentro: Me espera prima, eu to chegando! Aí eu nasci e a gente já era irmã. Irmã com todos os significados que a palavra traz, como milhões de brigas. Hoje acho até que a gente briga pouco, talvez seja a maturidade, hahaha. O que eu sei é que eu amo muito essa menina, e que o que existe entre a gente ninguém nunca pode destruir. Como ela mesma costuma dizer, é desde sempre e para sempre. É uma relação daquelas que já é tão sólida que a gente não precisa se falar uma vez por dia, nem uma vez por semana, nem uma vez por mês. Tudo vai continuar sempre igual. E cada vez que a gente se fala, é impressionante, a gente tem ainda mais conversa. Seja no sofá da casa da vovó, seja no chão do quarto dela, ou mesmo dentro da piscina (Tio João Carlos que o diga!).

Rafaela, Rafa, Fá, Fé, Peagué, Pumfael, Rapunzeli, Dungadum. Vamos pular os clichês de aniversário queridinha, porque a gente também não precisa disso né? Você tá cansada de saber que eu te desejo tudo de melhor nesse mundo, e principalmente, que isso não é só no dia 28 de setembro, mas sim em todos os dias. E seus 19 anos significam muito mais que 19 anos de amizade pra gente. Porque eu tenho certeza que ainda antes de nascer, a gente já brincava e brigava lá em cima. E eu te amo mesmo você tendo feito escova progressiva naquele seu cabelo cacheado maravilhoso.

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Feliz aniversário minha linda!

domingo, 26 de setembro de 2010

Gregor Mendel, I love you.

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Sim, eu faço jornalismo, mas isso não define que meus ídolos devam ser Ricardo Kotcho e Willian Bonner gente. Tá, eu amo o Bonner,  mas o Mendel tem o lugar dele. Como eu já falei de Darwin em algum post beeem lá pra trás, achei que Mendel merecia um lugar considerado, visto que ele está na frente de Darwin quando falo de meus ídolos da biologia.

Dentro de biologia, minha matéria preferida é genética. Sim, o pesadelo de muitos era o meu doce sonho. Enquanto a galera ficava irritada com as aulas eu estava na primeira cadeira, com os olhões concentradíssimos escutando qual era a nova lei que Gregor tinha inventado. Me matava de estudar nas provas e fazia mihões de exercícios. Porque tirar um 3 em física eu aceitava. Agora, em biologia não dava não. Eu amava aquilo, e tinha que fazer jus. Lembro de uma prova de genética que a questão perguntava uma coisa dentro de uma das leis. Eu fiquei indgniada com tão simples pergunta, e expliquei tudo sobre o assunto. Deu quase uma folha de resposta. Avisei pra professora: Pri, você vai me matar! Ai quando ela corrigiu ela disse pra mim que amava corrigir minhas provas, porque sabia que alguém estava fazendo valer a pena tudo o que ela falava lá na frente. Enfim, é só pra deixar marcado que entre as contas de oxidação de química, os malditos logaritmos da matemática e as insuportáveis leis de Newton, as ervilhas de Mendel são algo que com certeza eu nunca vou esquecer. E toda vez que eu vejo a foto dele eu dou um sorrisinho de felicidade. Porque ele arrasou demais. Mendel, you rocks!

sábado, 25 de setembro de 2010

A maior obrigação

Às vezes eu desmonto, sabe? Sim. Parece que eu faço desse blog algo no estilo óculos-cor-de-rosa, mas é porque geralmente minhas tristezas passam antes de eu vim postar. E foi justamente pensando nisso que eu vim postar sobre o assunto.

Eu choro. Eu grito. Eu mordo travesseiros, penso que o mundo pode acabar porque eu já cansei, penso que a minha vida é a pior de todas. E aí eu liberto todas as lágrimas que querem sair. Porque gente, quando eu choro, eu choro mesmo. E aí eu lembro que estou chorando, e que minha cara vai estar inchada para ir pra faculdade, e aí eu choro por causa disso também. E quando ainda tem lágrima pra sair, eu lembro de mais algo que me faça chorar, e choro mais. Mas uma hora eu paro. Lavo o rosto. E olho para o espelho, com ele ainda vermelho. Não gosto da meu rosto triste. Dou um sorriso. E já me sinto melhor. Porque eu prometi pra mim mesma que eu nunca posso me entregar. Minha obrigação comigo e com Deus é ser feliz! E por mais que eu às vezes tenha motivos pra chorar, sempre há também um motivo pra sorrir. E eu também gosto mais do meu rosto sorrindo, e fico mais feliz quando eu olho pra ele sorrindo! Existem pessoas que me dizem que meus olhos ficam lindos quando eu choro, porque brilham. Uma vez, no meio de um choro inconsolável lembrei disso e fui olhar no espelho. Sim, eles estavam bonitos, estavam brilhando. Mas cá entre nós? Acho eles muito mais bonitos quando não precisam das lágrimas pra brilhar. E o brilho da felicidade é muito mais bonito.

Eu tenho a obrigação de ser feliz, e prometi pra mim mesma que eu vou cumprir. E não somente porque preciso, mas porque eu quero! Afinal, já dizia o poetinha:

“É melhor ser alegre que ser triste.

Alegria é a melhor coisa que existe.”

E como, Vinícius. E como.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Nem tão democrático assim.

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Brasil. Exemplo de modernidade nas eleições. Propagandas tratando as urnas como uma máquina maravilhosa onde você pode escolher o futuro. E veja só, todos podem ir usar essa máquina e decidir o futuro. Espera. Verbo errado. Todos DEVEM ir usar essa máquina e decidir o futuro. Temos aí uma grande falha da ‘democracia’ brasileira. O verbo.
Numa verdadeira democracia, as pessoas não são obrigadas a votar. Sendo assim, só vota quem quer. E pode virar bagunça? Pode. E dane-se! Porque é um direito da população não querer votar. Está abrindo mão de seus direitos como cidadão? O problema é da pessoa, foi porque ela quis que fosse assim. A obrigatoriedade do voto é um sistema que já deveria ter caído. Para uma utopia democrática essa seria a primeira lei a sumir. E nem estou falando por mim, porque, nessa eleições por exemplo, eu votaria mesmo que não fosse obrigatório. Ah, esqueci de comentar que eu não posso votar. Simplesmente porque me mudei pra Curitiba e não posso transferir o título porque tenho ele há menos de 1 ano. Claro que isso só me foi comunicado depois de mais de 3h que perdi em filas no TRE para fazer a transferência. Aí outra coisa atrasando a democracia. Sua amiga burocracia! Ê Brasil. Sentiram o drama? Gente que não quer votar é obrigada pela lei. Gente que quer, não pode. #Mereço.