terça-feira, 17 de setembro de 2013

Meio ano

Sempre acho engraçado quando alguém usa expressões do tipo: “Acaba o mundo mas não acaba o expediente”;  ou “Chega o Natal mas não chega sexta-feira”. Sabe dessas? Então.  Acho a relatividade do tempo um fato meio irritante, é claro. Como pode a manhã passar tão rápido se você pode dormir, e tão devagar se você tem aula de psicologia? Divagações a parte, a tal da teoria da relatividade é realmente um fato incontestável na vivência do tempo-espaço. E hoje eu lembrei que, há mais ou menos 6 meses e 2 semanas atrás, no início de março, eu olhava para a minha prima super barriguda e dizia: “Meu Deus! Esse menino faz 6 meses, mas não nasce!”. E como isso foi real.

Rico não nascia. Os dias se arrastavam e toda noite eu pensava que, meu Deus, quando será que meu menininho ia nascer. Foram anos de espera, e eu já não aguentava mais não poder pegar meu afilhado no colo e morder seus pezinhos. Os dias do início de março se arrastaram um a um, até que, no dia 17, o bichinho resolveu sair do casulo e mostrar suas bochechas para todos os que o esperavam tão ansiosos. Não mais que de repente, hoje é dia 17 de setembro e ele está fazendo SEIS meses. Dá pra acreditar?

Consigo lembrar nitidamente da minha agonia com o não-nascimento de Ricardo. E meu Deus, como aqueles dias demoraram pra passar. Demoraram tanto que eu ainda sinto a angústia deles. Minha frase estava corretíssima: Rico não nasce, mas faz 6 meses. Eu até hoje não acredito que ele realmente chegou. E ele já está aqui, com uma porção de quilos, duas bochechas maravilhosas, um par de pezinhos indescritíveis e muito, muito amor.

Em 6 meses, Ricolino, que já tinha meu coração desde antes de sonhar em existir, tomou-o por completo. Eu daria minha vida pela dele. Vivo querendo beijá-lo, esmaga-lo, amassá-lo. Não vejo a hora dele andar e me chamar de dinda, mas, ao mesmo tempo, choro de saudades de quando peguei ele tão miudinho no colo, naquela primeira vez que nos vimos. Em 6 meses ele perdeu os cabelinhos, arregalou cada vez mais os olhões, segurou um livro do Antônio Prata junto comigo, adora babar na minha bochecha, ama assistir a Galinha Pintadinha, me troca por automóveis e... continua sendo o neném mais lindo que eu já vi na minha vida.


Feliz meio ano de vida, meu amor! O mundo é um lugar melhor depois que você chegou.

P.S.: Interrompi a programação da "Jornada Rock in Rio" por esse motivo mais do que especial. Amanhã retornamos com as "atividades normais"! 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O infinito de um fim de semana

Meu último final de semana foi incrível e pra começo de conversa ele tem muita história. Vou aproveitar que esse blog tá se divertindo em meio às teias de aranha para cansar a paciência dos leitores e narrar em várias partes, olha que genial. Não, vai. Na verdade eu quero narrar tudo detalhadamente pra poder ler daqui a 1 ano ou 2 e viver de novo cada segundo. Chega de trelelé e vamos ao início.

É preciso que fique claro que esse final de semana começou há 2 anos. Na madrugada do dia 23 pro dia 24 de setembro, primeiro dia do Rock in Rio 2011, onde eu estava sentada no sofá com notebook no colo, gritando em caps lock com minhas amigas sobre o show, e escrevi esse post aqui, jurando que no próximo eu iria.

É clichê dizer que o tempo anda passando de uma maneira esdruxulamente rápida, e que esses 2 anos chegaram em 2 segundos. Nesse meio tempo, a praticamente 1 ano atrás, rolou uma venda the flash, que durou menos de 1 hora, do “Rock in Rio Card”, que equivaleria à entrada para um dia de show. Não tinha line up. Não tinha bandas confirmadas. Não existia informação nenhuma. E eu, a maria planejamento, abri o site em 10 minutos e comprei. Eu comprei no escuro, sem ter noção do que aconteceria lá. Mas comprei. Era o primeiro, singelo e impulsivo passo, para cumprir a promessa registrada a 2 anos atrás.

Depois disso muita água rolou e meu Rock in Rio Card continuava lindo na minha cabeceira, dentro de uma caixa vermelha acompanhada de livrinho e tudo. Chegou a hora de escolher o show, muito debate com as amigas e no fim das contas eu acabei sozinha com ingresso na mão e nehuma companhia, porque ninguém conseguiu comprar pro mesmo dia que eu. Cada vez mais desesperada, e, ao mesmo tempo, acomodando com a ideia ridícula de que tinha comprado lindamente meu ingresso no escuro para acabar não indo no show (porque sozinha desbravando Festival de Música no Rio de Janeiro é demais pra mim), a organização do Rock in Rio, aquela linda, manda e-mail avisando que muitos ingressos foram comprados com boleto bancário e simplesmente não foram pagos. Resumo da história: Iam abrir uma nova sessão de vendas, com prioridade pra quem já tinha ingresso. 

Milena, que já tinha comprado pro dia do John Mayer e estava tentando loucamente conseguir um ingresso para o meu dia para irmos juntas, finalmente conseguiu. 2 fins de semana antes do evento eu tinha a passagem em mãos, e no dia 13 de setembro, a melhor sexta-feira 13 da minha vida aconteceu. Era pouco mais de 6 horas da manhã quando eu entrei em um avião para o Rio de Janeiro, imaginando parcamente as mais ou menos 54 lindas e intensas horas que me aguardavam. Foram tão incríveis que se eu me dispusesse a tal maluquice, esse evento me renderia uns 50 posts. Um por hora seria um bom balanço, excluindo da brincadeira as pouquíssimas horas que passamos dormindo. Mas tudo bem, serei mais sucinta que isso. Mas não tanto. Aguardem os próximos capítulos.

Eu fui

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sim, Harry Potter de novo

Eu já desisti de tentar superar Harry Potter, sabe. Esse é um assunto de eterno looping da minha vida, uma paixão eterna, e não adianta. Além disso, eu não nego fervo online, e a Tary propôs na máfia que respondêssemos em vídeo um meme que se chama “50 dias de Harry Potter”, onde na verdade você responderia 1 pergunta por dia. Mas aqui estou eu, falando por quase 25 minutos e pagando muito mico para responder 50 questões sobre o assunto. Me aguente se quiser.

domingo, 1 de setembro de 2013

São coisas que ninguém sabe

Acho que uma coisa que ninguém sabe é falar algo de útil e coerente sobre o que ama demais. Eu pelo menos não sei fazer isso. Tento ser séria, coerente, expor argumentos, mas só consigo é falar de amor.

Coisas que ninguém sabe entrou na minha vida quando eu vi que a Tary estava lendo, e me encantei. Pela capa, pelo título, pelo nome do autor. Tenho um fraco por italianos, e acho que nunca tinha lido um livro de um italiano. Heresia, já entendi.

Não consegui devorar esse livro porque foi ele que me devorou. Demorei pra ler porque ficava exausta de tanto ter motivos pra gritar, motivos pra reler o trecho e sofrer de amor mais uma vez, motivos pra ficar estática olhando reto antes de virar a página. Terminei hoje de tarde, no meio de lágrimas e de um segundo pacote de flags vazio. Cheguei a usar 3 por página.

Portanto, não vou saber resenhar esse livro, e nem vou tentar. Só sei que uma coisa que ninguém sabe é contar até para sempre. Sei que às vezes não precisamos fazer nada errado para que as coisas não deem certo. Sei que nossas mãos às vezes falham, e sei que as vacas não sabem descer as escadas, mas sabem subí-las. Sei que o importante é ensinarmos quem a gente ama a se encontrar dentro de si mesmo. Que o amor e a paixão são coisas diferentes que as pessoas tem mania de misturar nos momentos errados. E sei também que o inferno é a terra onde os corações são gelados por preferirem se preservar do sofrimento. E afirmo que se é assim, eu vou preferir sofrer, sempre.

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