sexta-feira, 25 de maio de 2012

Porque.

Acordei às 8h da manhã, o que é bem inusitado e raro. Porque em dias de aula, eu acordo sempre às 6h30. E em dias de não-aula, eu nunca vou levantar antes das 11h. A menos que haja uma razão incrível para isso, como por exemplo a casa da vovó lotada de família. Mas mesmo assim, será depois das 9h. Mas hoje, hoje eu acordei as 8h. Acordei às 8h porque eu só tinha a segunda aula. Acordar às 8h tem um astral interessante! É uma manhã, que mesmo começando, já tem consistência. Não é aquela morrinha de acordar às 6h da manhã, com dia querendo amanhecer e você querendo vender o fígado pra poder dormir mais 5 minutos. Não que eu estivesse saltitante às 8h, porque eu não sou uma pessoa que funciona de manhã, anyway. Mas acordei com um astral diferente. Porque eu acordei às 8h da manhã.

Depois do almoço eu fui pra quinta aula prática da auto-escola. Estava chuviscando, mas ainda não foi dessa vez que eu precisei ligar o para-brisa. Andei bem! Deixei o carro morrer uma vez, mas de resto, foi tranquilo. Acho que cheguei aos 40km por hora, mas ainda não passei a terceira marcha. Mas eu estacionei macio! Consegui parar o carro sem dar tranco. Não, ainda não sei o que exatamente foi que eu fiz de certo pra isso acontecer. Ainda não consegui decorar se eu tenho que apertar primeiro a embreagem e depois o freio, ou se devem ser os dois ao mesmo tempo, ou o que que eu devo soltar antes. Mas saí feliz de lá. Porque eu estacionei macio.

Passei raiva de tarde, porque andei um montão à toa. Achava que tinha um compromisso, e andei, andei e andei até ele, só para descobrir que ele na verdade era no dia seguinte. Então eu andei, andei e andei de volta pra casa, na chuva, com as roupas me apertando, o cabelo na cara me irritando, e os pedreiros chatos espiando. Cheguei em casa relinchando, arranquei todas aquelas roupas e me dei ao luxo de tomar um banho de meia hora, com direito a muito creme hidratante no final. Continuava chovendo, e eu jajá teria que sair de novo. Mas estava calma. Porque eu tomei um banho quente de meia hora com direito a creme hidratante no final.

Comi um iogurte de morango cheio de Neston em cima, me estiquei na minha cama, e depois abri guarda-chuva e fui fazer unha. Bati os altos papos de sempre com a manicure ciumenta e todos os outros integrantes do cenário, como o cabelereiro lindo que faz dança com a minha professora de expressão corporal. Minha manicure manda em mim, então é ela quem escolhe o meu esmalte. Hoje ela me tacou um azul metálico. O cabelereiro, que já tinha me cobrado de marcar minha hidratação, aproveitou para zoar com a minha cara e dizer que na semana passada eu tinha dito que passaria qualquer coisa na minha unha, menos azul. Minha manicure vive fazendo com que tudo o que eu cuspa para cima caia direto no meio da minha testa. Depois do papo delicioso, da hidratação marcada, e do rímel super shock max comprado, só me restava sair na chuva de novo e caçar o rumo do ponto de ônibus pra ir ensaiar. Mas tudo bem. Eu saí dali me sentindo inovadora. Porque eu tinha acabado de passar esmalte azul metálico.

Um ônibus passou à toda bem do lado do ponto de ônibus e me molhou. Chegou um cara do além, BEM louco, com um cigarro na mão, e todo molhado. Ele vinha pela calçada, e como tudo nessa vida sobra pra mim, tinha mais umas 10 pessoas entupidas no ponto de ônibus, quando o cara de repente fala: “aquela loira ali”, e enquanto todo mundo no ponto de ônibus olha meio assustado, as mulheres se encolhem e os caras meio que fazem uma posição de: “se ele tocar nela a gente vai ter que dar um jeito”, o moço abaixou o cigarro, tirou o capuz, revelou um par de olhos azuis lindíssimos, abriu um sorriso, e me deu um beijo na bochecha enquanto eu andava pra trás tentando fugir. Aí ele olhou de volta e disse: “Prazer, Rafael”, e sumiu. Eu fiquei sem ação, enquanto todo o ponto de ônibus me encarava, provavelmente pensando o que eu tinha achado daquilo, enquanto eu pensava sobre o que todos eles tinham pensado sobre o assunto. O ônibus chegou e eu subi nele completamente inerte. Porque eu estava encharcada e tinha acabado de ganhar um beijo de um desconhecido maluco e lindo, chamado Rafael, que vinha pela calçada todo molhado e com um cigarro na mão.

Já no ensaio a gente anotou alterações de texto, aqueceu voz, cantou, e a diretora disse que a música está mais bonitinha! Depois teve exercícios de corpo, rolamos muito pelo chão, corremos, sentamos e levantamos, torcemos os músculos do abdome, fortalecemos as coxas e eu tenho certeza que tudo isso vai estar doendo amanhã, porque eu sou sedentária. Mas eu estou feliz, porque consegui fazer quase tudo bem direitinho.

Além disso, a gente fez exercícios de concentração e sintonia de grupo, com luz apagada e cada um em um canto. Eu me envolvi com o exercício, até esqueci que tinha um mundo lá fora. Chegou a hora de ir embora e a chuva continuava, e eu me molhei correndo do carro pra entrada do prédio. Cheguei ranhetando, tirando roupa molhada, bolsa molhada, limpando os pingos de água que caíram na Elizabeth, amaldiçoando essa chuva ininterrupta e coisa e tal, mas já estou no meio das almofadas bem tranquila. Porque eu, a dona da mente que não para, consegui me desligar do mundo na hora do exercício de sintonia.

E depois de tudo isso eu vou tratar de me esticar mais na cama, ler, pensar na vida, e dormir bem de boa. Porque amanhã não tem aula. E porque eu reparei que um dia tão comum quanto um simples 24 de maio pode ter uma porção de porquês que fazem as coisas saírem do comum.

domingo, 20 de maio de 2012

O diário de uma menina de vinte anos

Estava eu, nessa eletrizante madrugada de sábado pra domingo, na minha grande boemia do edredom enquanto a Taryne está numa balada de músicas antigas, ouvindo mamonas e Queen. Sem nada pra fazer e sem minha sagrada companhia para Skype no sábado de noite (Rafaela também evaporou), me restou curtir um tédio, abrindo e fechando páginas da internet sem absolutamente nada divertido para fazer. Tendo lido todos os blogs que deveria ler, reblogado tudo o que devia reblogar no Tumblr, stalkeado todos os perfis que deveria stalkear no facebook e conferido a monotonia do twitter, só me restava brincar com as estatísticas do blogspot. E lá fui eu.

Cheguei nas origens de tráfego e encontrei um blog novo lá, que supostamente teria trazido pessoas ao meu blog. Era um tal de: Oficina Blog na Educação. Cliquei, e parece ser um blog que ensina professores a usarem o blog de forma útil na educação. Até onde entendi, os posts são divididos em lições, e a primeira, bem básica, onde o autor explica bem sucintamente o que é um blog, e diz que ele pode servir para inúmeras funções. Aí de repente ele propõe a lição de os leitores classificarem os blogs que ele relacionar. E bem em primeiro da enorme lista de quatro blogs, lá estava o meu. E aí, pessoal? Qual a função do meu blog?

Corri rindo para ver as respostas do povo. E lá estavam, as poucas respostas, falando o que afinal meu blog seria. Segundo uma tal de Isabel, eu uso o meu blog como diário pessoal, onde conto meus medos, anseios, preguiças, e todo o cotidiano. Pausa para me atirar pela janela. A pessoa me resumiu em medrosa e preguiçosa. Sigamos. O próximo, assinando como Linhares, disse simplesmente que era um diário. Assis disse que fica marcante o meu desejo de compartilhar meus momentos vividos. Cassia disse que meu blog retrata a vida cotidiana de uma jovem de 20 anos, e Mara disse que eu falo da minha rotina.

O que me fez rir. Ah, fez. Porque quando eu criei esse blog eu devo ter pensado num diário mesmo, afinal de contas, francamente, olha o nome disso! Minha vida como ela é. É óbvio que eu vou relatar a minha vida. E eu adoro. Adoro contar meus casos e acasos, quem sabe medos, e até preguiças, como disse a Isabel. Só que isso aqui é tão, tão maior! Cabe o que me der na telha! Isso aqui, apesar de ser ‘público’ e ‘do mundo’, é tão meu, que nem dá pra explicar! Nunca consegui criar uma linha editorial para o blog, e um belo dia, vi que não queria isso! Porque adoro a linha editorial ‘não tenho linha editorial nenhuma!’ porque se aqui eu posso ser livre, porque diabos eu vou me prender? Pra isso servem os marcadores, que tentam organizar um pouco da bagunça.

Tentando facilitar a vida dos leitores do tal blog que resolveu me propor como objeto de estudos, talvez esse blog não seja exatamente o diário de uma menina de 20 anos. Mas pode até ser o diário do cérebro dessa menina. E do coração também. Eles dois juntos é que mandam na verborragia que aparece por aqui desde 2008.

F 006

Tudo que passa pela minha cabeça e eu gosto, eu digo que é MARA nesse blog.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Da minha saudade.

Eu acho que lembrança é diferente de memória. Pra mim, lembrança é uma palavra tão mais doce. É aquilo que a gente guarda no coração. Memória é o que fica na cabeça.

A lembrança, pra mim, é a do sentimento. É a da emoção. Quem memoriza, decora. Quem lembra, sente. Minha memória é muito boa. Mas eu prefiro mil vezes as lembranças. Se eu tiver memorizado uma conversa, não vou esquecer do que a pessoa falou. Mas se eu lembrar de uma conversa, não vou esquecer do tom de voz que a pessoa usou quando disse aquilo. Lembrar é sentir de novo. Aquece o coração. Gosto de lembrar dos abraços. Especificamente, dos abraços…

Eu gosto de lembrar das coisas. E sou daquelas que adora uma relíquia. E que adora sentar no chão, pegar as coisas na mão, e sentir tudo de novo. Quando fui pra Disney, recolhi uma porção de tranqueirinhas pra trazer de volta, e tenho na minha caixinha desde a chave do quarto até o cartãozinho de alimentação, incluindo aí um aviso de papelão que ficava no banheiro do quarto mandando a gente economizar água, ou coisa do gênero. Gosto de guardar minhas revistas, porque eu vou olhar e vou lembrar de quando eu li. Das Atrevidas, tenho todas. Desde os meus 12 anos. A minha primeira tinha a capa da Sthefany Brito, e, se não me engano, em letras amarelas, tinha a chamada na capa: “O guia da ficada na balada”, e eu deitava de bruços na cama, com as pernas cruzadas pra cima, e lia feliz da vida a minha revista adolescente. Ah sim, tenho uma caixa de gibis também. Lembro de quando o vovô nos levava na banquinha e deixava comprar todos os que ainda não tínhamos.

Tenho um conjunto de lembranças que é mais especial que os outros. É o meu xodó. Um dos que mais aquece o coração. É tudo o que guardei, materialmente falando, de Vamos Falar de Amor sem dizer Eu Te Amo. Eu tenho o véu de renda preta, usado na cena da viúva. Tenho também a vela usada na cena da viúva. Tenho a faixa branca que enrolava o vestido da Clara. Tenho a caixinha vermelha que eu guardava a aliança dela. Tenho o texto que usei pra ensaiar, todo rabiscadinho e amassado. Tenho também um texto que imprimi depois, encadernadinho e limpinho. Tenho o coraçãozinho vermelho que ganhei da Airen em um ensaio. Tenho as manchas e arranhados que os tijolos causaram nos meus sapatos vermelhos. Tenho o DVD, tenho as fotos, tenho algumas músicas.. Tenho meu Orgulho e Preconceito, que a Clara lia em cena. Na primeira folha dele, não tem meu nome. Tem o de Clara. Por mais que eu ame o livro, ele sempre foi muito mais dela que meu. Ele se sujou de tijolos, e tem a lateral meio cor-de-telha. Eu amo.

No dia da estreia, eu deixei cair na primeira folha uma margarida. Deixei ela lá, sem preocupação nenhuma… Durante todas as apresentações o livro continuou na escola, jogado dentro da nossa caixa de acessórios. Eu tirava o livro de lá, fazia a peça, e arremessava lá de novo. E qual não foi sendo a minha surpresa quando, dia após dia, eu abria o livro e lá estava minha margaridinha. Acabou a peça, eu trouxe pra casa, e lá estava minha margarida. Ainda branca. O tempo foi passando, e a margarida continuava lá, e eu comecei a achar aquilo tão lindo, que nunca mais ela poderia sair de lá. O livro foi emprestado, passeou por aí, voltou pras minhas mãos, e a margarida? Lá. Perdi o livro no meio dos outros e quando achei, a margarida estava lá. Resolvi tirar os meus livros do meio da bagunça da estante do corredor de casa. Trouxe pro meu quarto, e arrumei milimetricamente na estante. Coloquei Orgulho e Preconceito na frente de todos. A Margarida? Lá. Agora que o livro tinha lugar fixo e arrumadinho, na frente de todos, minha margarida estaria a salvo.

Não sei o que aconteceu. Sei que hoje eu fui fazer minha conferência mensal de margaridinha. Subi na cadeira, abri o livro, e minha margarida não estava lá. Já pedi pra São Longuinho, já segurei o choro, já aumentei a oferta pra São Longuinho, já vasculhei a estante.. Minha Margarida. Que estava tão impregnadinha no livro que já era marrom, ao invés de ser branca. Minha margaridinha linda, tão parte do livro, que no dia 24 de junho eu ia tirar uma foto pra marcar 1 ano da estreia. 1 ano da emoção mais linda que eu já senti na vida (e olha que já senti MUITAS). Mas hoje, faltando quase 1 mezinho só, eu abri o livro e a minha margaridinha não estava lá. Provavelmente, escorregou, contrariando todas as minhas expectativas, já que a florzinha já tinha sobrevivido a tantos programas mais radicais que ficar simplesmente paradinha na minha estante. Imagino que minha faxineira deve ter achado a florzinha, marrom, tão frágil, em cima da estante, perto do livro. E imagino com muita dor no coração que ela deve ter achado que era sujeira e trucidado a minha florzinha. A florzinha que, escolhida ao acaso, não foi despedaçada no eterno bem-me-quer/mal-me-quer da dona Clara. A Margarida que foi parar inteirinha dentro do livro, e eu nem sei como. Minha florzinha sobrevivente. A única que tinha sobrado, dentre os 4 vasos que eu usei entre ensaios e apresentações.

Desisti de segurar as lágrimas. A imagem da minha faxineira trucidando a flor da Clara foi forte demais pro meu coração cheio de lembranças. Sei que eu não vou esquecer. Antes, quando eu lembrava, meu coração ficava quentinho, e eu corria abrir o livro e matar as saudades dela. Agora, toda vez que eu lembrar, vou ter que abrir o livro e encarar o buraco de página em branco onde por quase 1 ano ficou guardada a minha margaridinha. A Margaridinha de Clara. A florzinha mais linda que eu já vi na minha vida.

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Sobrou uma pétala. Meu consolo.

No meu Pequeno Dicionário da Saudade guardei uma expressão que alguém disse uma vez, sobre “saudade ser o amor que fica”. Que saudade daquela peça! Que saudade da minha flor.

sábado, 12 de maio de 2012

Sempre achei que Legião fosse o coletivo de anjos.

Sei lá porque. Acho isso desde criança. Acho que perguntei alguma vez o que significa, pra quem, não lembro. E me responderam anjos. Fui jogar no google antes de vir postar, e o dicionário diz que pode significar tropa de comando, ou até mesmo, um conjunto de voluntários. Aí, vai, talvez voluntários sejam meio anjos. Não? Ah, sei lá, são quase 3h da manhã, gente. Me dêem um desconto.

Sempre achei que Legião fosse o coletivo de anjos. Sempre achei que Legião Urbana eram os anjos da cidade. Sei lá se era isso que o nome pretendia ou não, sei que pra mim, são. E isso talvez explique eu estar a mais de 2 horas deitada no tapete roxo do meu quarto, no meio de um almofadão roxo, duas almofadinhas roxas, e um edredom lilás, com legião no fone de ouvido. Duas músicas estão tocando na playlist. Há 2 horas. Quase 3, posso arriscar.

Sei que de “Quase sem querer” a “Tempo perdido”, eu já estou tão embriagada que demoro a saber qual das duas começou a tocar. Elas já se emendaram uma na outra e viraram uma coisa só. E eu virei uma coisa só junto com elas, o tapete, as almofadas, e meu cabelo, que hoje tomou chuva e está brilhantemente cacheado, se é que minha modéstia me permite dizer.

Peguei meu caderninho de trechos, as canetas, e ia ficar horas em cima dele, anotando as frases dessas músicas. Então fiquei com preguiça e vim direto pra cá. Gente. Não tem como não, é demais. E dessa vez não é só minha filosofia da madrugada hein. Os meus anjos da cidade estão falando a horas no meu ouvido sobre um sol numa manhã cinza. Sobre lembrar e esquecer como foi o dia, antes de dormir. Numa tempestade chegando da cor dos olhos de alguém. De alguém sendo abraçado e ficando distante de tudo. De gente que tem seu próprio tempo. É, acho que o que está tocando agora é tempo perdido. E ele acabou de dizer que não tem medo do escuro, mas que as luzes devem ser deixadas acesas agora.

Sempre existe um sol, mesmo lá no fundo de uma manhã cinza. Acho impossível dormir sem aquele momento de lembrar e esquecer como foi a vida o dia. Não existem tempestades maiores que as dos olhos de alguém que te balança. Aliás, acho que tsunami poderia entrar bem no lugar da tempestade. Abraços nos fazem ficar distantes de tudo. Todo mundo tem seu próprio tempo. E gente! Poucas coisas são tão sinceras nesse mundo como nós não termos medo do escuro, mas precisarmos sim que as luzes estejam acesas em alguns momentos de nossas vidas. Agora, nesse instante… parece aquela necessidade arrebatadora de alguma coisa. Que precisa ser agora, mesmo que não tenha precisado em nenhum dos outros momentos. Sabe assim?

Começou a tocar “Quase sem querer agora”. O cara tá andando distraído, impaciente e indeciso. Confuso, mas diferente, tá tranquilo e contente. Quem nunca? Eu sempre. Distraída, impaciente, indecisa, confusa, tranquila e contente. Sempre. Agora lá veio ele gritar no meu ouvido que tudo o que ele mais queria era provar pra todo mundo que não precisava provar nada pra ninguém. Passamos a vida lutando por isso, não? Isso sem falar no fato  de que vivemos esquecendo que mentir pra nós mesmos é SEMPRE a pior mentira. Que não somos mais crianças a ponto de sabermos tudo. E que, sempre tão correto e bonito, o infinito é REALMENTE um dos deuses mais lindos. Agora ele disse que vivemos usando palavras repetidas, mas, quais, Cristo, não foram ditas ainda? Talvez as mais importantes…

Já sei. Já sei. Esse texto não tem nem pé, nem cabeça, nem membros, e eu nem vou ler de novo antes de postar, senão vou correr o risco de deixar pra lá. Acho que vou ali soprar umas bolhas de sabão pra completar o cenário. Beijo.

Shine 012

Já não me preocupo se não sei porquê.
Às vezes o que eu vejo, quase ninguém vê.