Despedida. Apenas uma palavra. Que carrega uma enorme carga. Já me pego imaginando abraços, lágrimas, promessas. Pior é pensar qual é realmente o seu maior sentido. Quando a gente sabe que vai embora, ou que alguém vai fazer isso, queremos nos despedir. Seja para morar longe, para viajar, para ir apenas ao cabelereiro… Talvez essa vontade de ter esse último momento seja para dizer que ficou junto com aquela pessoa até o último segundo antes dela ir fazer sei lá o que. Só que na realidade, não aproveitamos esses possíveis últimos momentos como deveríamos. Pelo menos não na maioria das vezes. As vezes as pessoas fazem festas! As vezes elas simplesmente se reunem para chorar juntas. Mas na realidade, a maior das despedidas nunca somos capazes de fazer de fato. Aquela despedida de quando a pessoa se vai, pra sempre. Porque nunca temos certeza de quando esse momento vai ser, e por mais que falemos que não, sempre temos a esperança de ver aquela pessoa novamente. O último momento que você passou com uma pessoa, foi sempre uma despedida. Porque você nunca pode saber se vai vê-la de novo. Se todas as grandes despedidas fossem triviais, haveria bem menos choro. Mas com certeza, arrepedimento. Sempre haverá a vontade de mais um abraço. Mas isso acontece também quando houve a despedida. Quando a gente ama, sempre cabe mais um abraço. Sempre. Despedidas são difíceis, mas conviver com a falta da pessoa é bem pior. Seja essa falta temporária ou eterna. A despedida marca o ponto que separa o tempo que se esteve com a pessoa do tempo em que simplesmente não mais estará. E por isso machucam. Mas talvez seria uma ideia inteligente tratar esses momentos com um pouco mais de alegria. Afinal, neste momento, você está com a pessoa. E isso é um motivo pra sorrir. Pena que a prática é tão diferente..
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Sobre Modigliani, amor, alma e olhos.
Eu sempre achei que os olhos dizem muito sobre as pessoas. E eles são os órgãos mais sinceros que temos. Porque se a boca quer mentir, ele vai lá e desmente. Não adianta dizer que você não está apaixonado se seus olhos brilham à simples mensão do nome daquela pessoa. Não adianta dizer que está feliz da vida se a falta da alegria pode ser vista nos seus olhos. E hoje lembrei muito daquela frase que diz que os olhos são as janelas da alma. Eles, então, têm muita resposabilidade, e por isso, Amedeo Modigliani, autor da obra àcima, não pintava os olhos da amada, e sim, deixava esses buracos no lugar deles. Uma vez ela perguntou o porque, e ele disse: ‘Quando eu conhecer sua alma, pintarei seus olhos’. Essa frase me marcou demais, e me fez pensar em como são realmente complexos os “tais dos olhos”. Que nos fazem ver, e permitem que os outros vejam o que realmente acontece em nosso interior. Ah, antes de morrer, Modigliani venceu um concurso de pintores. O quadro vencedor era também um retrato da amada. Dessa vez, com os dois olhos perfeitamente desenhados. Quase chorei. Só o verdadeiro amor consegue compreender tão bem a alma. E os olhos.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Die Welle
Foi um dos filmes que minha professora de português mandou assistir nas férias. Eu vi nas férias mesmo, mas hoje, conversando sobre o filme na aula, resolvi comentar algo sobre ele aqui. Nem vou fazer uma sinopse, só vou contar o básico pra poder comentar em cima disso, hehe.
Bom, pra quem não assistiu, o filme conta a história real de um professor que, dando aula sobre ditadura, pergunta aos alunos se eles acham ser possível um reestabelecimento da mesma. O filme se passa na Alemanha, mas a história real foi nos EUA. Enfim, a classe diz ao professor que é claro que não. E então o ele resolve fazer uma ‘brincadeira’ de simular uma ditadura. Só que essa simulação passa a fugir do seu controle.
O filme é interessante, pois mostra como a união, seja para o bem ou para o mal, fortalece as pessoas. Me lembrou o filme Vida de Inseto, onde os gafanhotos sempre ameçam as formigas porque são maiores, e então, as formigas, que são muitas, resolvem se unir, e enfim, conseguem vencer. É aquela velha história do: Você é grande, mas não é dois. A união realmente é capaz de muitas coisas, e muitas pessoas são capazes de loucuras para manter a força de um grupo. E as pessoas mais carentes (de afeto mesmo), são as que mais perdem a razão ao lutar pelo seu grupo. Fiquei pensando em como realmente não é difícil uma ditadura acontecer, e confesso que me assustou um pouco, haha, mas acredito que se, um dia, realmente conseguissem reestabelecer um regime autoritário, haveriam mais pessoas do outro lado. Pessoas conscientes de lutar contra a ditadura, mas unidas igualmente ao ‘outro lado da força’.
Acho que viajei legal no post, mas tentei passar o que andou passando pela minha cabeça desde que vi o filme…
domingo, 8 de agosto de 2010
Paiavô
Fiz um texto pro meu pai essa semana, então, sem saber exatamente o que escrever aqui no dia dos pais, resolvi homenagear meu avô. Porque pra ser meu avô, antes ele teve que ser pai. E não foi de poucos filhos não. E acho justo escrever pra ele, porque se não fosse ele eu não teria a família enorme que eu tanto amo.
Se foi por falta de televisão ou não, eu não sei. Sei que vovô fez 14 filhos. Um pai e tanto. Numa época em que os pais não eram tão carinhosos com os filhos, devo admitir. Vovó diz que só viu o vovô carregando um filho no colo uma vez: Era tio João Carlos com o pé quebrado. Em compensação, mamãe disse que vovô nunca levantava a mão pros filhos dele. Do jeito dele, a gente sabe que ele sempre soube amar. E esse carinho todo que ele tinha reservado, ele foi aos poucos aprendendo a demonstrar. E seus 29 netos e 8 bisnetos sabem bem disso. Pois é, prestem atenção no legado. Que nunca para de crescer. Na minha família ninguém dura muito no posto de caçula não. Sempre tá chegando mais um! E vovô ali, o patriarca, firme e forte pra receber. E mesmo todo quietinho e invocadinho (tem que ser tudo no diminutivo mesmo, brinco que ele é um avô de bolso, de tão pequenininho) a gente sabe que ele tem loucura por essa família. Quando ele dá os sutis tapas no meu ombro e diz: Ei menina! Eu tenho certeza que ele tá querendo dizer: Ah, como eu te amo! E com certeza é assim com todos. Os 14, os 29, os 8. E vai ser com todos os que ainda vão chegar.
Joãozinho Bussular, feliz dia dos pais! Tenha certeza de que todo esse seu legado te admira demais!