domingo, 9 de novembro de 2008

Escola


Eu entrei na escola com 4 anos ou quase isso.. Ao invés de chorar, dei tchau pra minha mãe, e fui, toda contente.. Já ganhei uma melhor amiga, uma professora maravilhosa (tia Sueli) e um monte de amiguinhos.. E lá naquela micro-escola, a gente se divertiu pra caramba.. Desenhando, pintando, correndo, balançando.. Ah, entrei com 3 mesmo, porque comemorei meu aniversário de 4 anos lá. Foi da Cinderela, tem a fita aqui em casa.. Uma coisa bem fofa! Estávamos no pré, e no meio das férias de julho, a escola faliu! Foi uma correria pra entrar em outra escola no meio do ano, mas conseguimos, salvamos minha melhor amiga de ficar uma série abaixo, e fomos pra lá. Mudança drástica, agora era uma escola enorme, cheinha de alunos.. Mas foi legal também. A professora era uma graça, tia Cláudia.. Tinha mania de nos chamar de docinho de batata doce.. Haha.. Super fofa. Nos formamos lá, foi uma gracinha.. Um monte de coisinhas vestidas de branco... A 1ª série foi lá também.. E então, eu me mudei pra SP, e fiquei da 2ª até a 5ª no mesmo colégio, e na 6ª, mudei de novo. E estou nessa até hoje, e terminarei no ano que vem.. Mas dessa vez não vai ser pra ir pra outra (pra faculdade de cara, se Deus quiser, mas aí já é outra coisa). Vai ser pra terminar de vez.. Vamos lá, escola é bom, mas enche o saco. Fazemos amigos, alguns professores são legais, a gente aprende coisa bacana.. Mas também aprende coisa chata, coisa que não serve pra nada, tem sempre aquele professor enjoado, e alunos encrenqueiros.. Mas é um tempo que não vai voltar nunca mais e me dá um aperto no peito pensar que ano que vem é o último! Passou tão devagar.. Passou tão rápido...

Vou sentir saudade de muita coisa..
Das provas de física, não... Eu espero!

Que bom que ainda falta 1 ano!!!
E que a faculdade deixe tanta saudade quanto, porque só as coisas boas deixam saudades.

sábado, 8 de novembro de 2008

O homem é inteligente porque tem irmãos


Do dia 7 pro dia 8 de novembro de 1995 eu dormi de noite em casa com vovó. Pedia insistentemente que ela me contasse uma história.. E ela me contou uma de boneca, ou algo parecido. Só que a boneca estava nascendo, e por isso eu estava dormindo com ela. E então, de manhã, me levaram pro hospital pra conhecer. Eu tinha 3 anos.. Quando cheguei, minha mãe me abraçou, eu pulei na cama, e fui ver aquela coisa cor de rosa, pequenininha, que ia tomar os meus pais de mim. Ela era tãoo minúscula, e tão bonitnha (!). Trouxe uma boneca pra mim, pra eu não ficar com ciúmes, mas eu gostava mesmo era da bonequinha que fazia barulho.. Com certeza apertei ela, amassei um pouquinho, beijei.. Mas ela sobreviveu. Eu também. Perdi a atenção exclusiva dos meus pais, mas ganhei uma irmã. A gente briga. A gente se ama. O que seria da minha vida sem ela? Com quem eu iria passar tardes brincando de Polly? De Barbie? Com quem eu iria passar horas rindo? Quem iria vir pro meu quarto clandestinamente quando mamãe mandava dormir? Na cama de quem eu ia dormir quando tava com medo e mamãe não deixava eu dormir na cama dela? Quem ia arrumar meu material de noite????

Me desculpem as filhas únicas, mas deve ser chatooo...

Tenho um monte de amigas e primas irmãs.. Mas nenhuma fica aqui em casa sempre, me enchendo o saco.

E quando ela não está, eu sinto falta.

Há exatos 13 anos, eu ganhei o melhor presente que podia ganhar dos meus pais.

A irritante da Helena. Parabéns pra você.

;D

Ao som de: Carry you home - James Blunt

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Da infância.. (2)


Já tinha alguém me ameaçando, e que ia me matar se eu não fizesse logo esse post, pq n lembrava dessa história, e estava curiosa, né Rafa? Enfim, não tinha o que postar hoje, resolvi contar essa, outra pérola de duas criaturas na infância
;D

Casa de vovó, sempre tinhamos nossos meios locomotores de diversão.. Já teve fase de patins, de patinete de bicicleta.. Ai, a bicicleta. Se pudéssemos, andávamos o dia inteiro.. Quando chovia, ficávamos com as carinhas anciosas nas grades da janela, reclamando, pq queríamos sair pra andar de bicicleta, na calçada de vovó.. Odiaava chuva.. haha.. Perguntava pq a chuva existia, se era só pra atrapalhar a piscina ou a bicicleta.. Sempre vinham com a desculpa de molhar as plantinhas.. Pq todo adulto tem a mesma desculpa?? Haha... Eu sei que quando alguém me perguntar vou responder isso.. E olha que nem sou adulta.. Já tomamos tombo pequenas, depois de grande, eu sempre fui a sonsa, criada em apartamento, sabia andar, mas era a mais tontinha, todos eles podiam rodar o quarteirão, eu ficava com raiva, pq mamãe não deixava eu sair da calçada pq não era acostumada (¬¬) e não consigo até hoje carregar alguém na bagajeira.. Já Rafa, vai comigo na bagajeira, e com PH na cadeirinha, invejinha boaa... hahaha.. Mas não é essa história que vem ao caso, mesmo porque, a que vou contar, PH nem sonhava em nascer (isso me faz lembrar que to ficando velha).
Se n me falha a memória, tinhamos no mínimo 5 anos, no máximo 8.
Estávamos nos revezando na minha bicicleta roxa (!).. Até que, passam do lado de Rafa, enquanto ela andava, uma mãe e seu filho, de uns 6-7 anos também.. Passaram tão perto, o menino acabou relando a lateral da testa no guidom de Rafa. Mas cortou a testa do menino! Céus, lembro da cena até hoje. Um pouquinho de sangue saindo, ele gritando, a mãe abraçada com ele, que passou rápido. Rafa soltou a minha bicicleta (!!) e sentou no chão, tadinha, desesperada! Eu também estava! Ela chorava de medo de ser presa, eu tremiaa. Nos enfiamos em casa, não contamos pra ninguém, e acho que ficamos uns 2 dias sem tirar a bicicleta de casa, pra nenhum policial ver a gente com a bicicleta, reconhecer e mandar prender (!!!).
-Prima, se ele passar aqui, nós não temos bicicleta!
- Isso, a gente pode esconder debaixo da cama!
;D
É, eu vou ter o que contar pros meus filhos.. Espero que esse menininho esteja bem.. Claro que está, só um band-aid resolvia!
E não fomos presas, uffa!


Ao som de: Tied Down - Colbie Caillat

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um livro é mudo, mas conta tudo...


Você gosta de ler? Eu amo. Desde pequenininha, quando eu tinha uns 4 anos, já queria aprender.. Pegava meus livrinhos e ficava inventando as histórias.. Depois, fui aprendendo a ler.. Sei que quando tinha 6, já lia muito bem.. E aí já podia ler a história do jeito que era.. E eu sempre lia, tudo o que eu via. Letreiros nas ruas, outdoors, placas.. Lembro que quando fiz 7 anos ganhei de uma tia-avó um monte de livrinhos, e arrisco dizer que dei mais atenção pra eles do que pro patins que ganhei, poxa, com eles eu podia brincar dentro do apartamento, rsrs.. Enfim, eu não sei como isso começou, mas eu gosto muito de ler.. Pra mim, o livro é uma coisa que ninguém vai conseguir superar, como o CD que já era depois que chegaram esses programas de baixar músicas, MP3, essas coisas.. Livro é diferente.. Não é a mesma coisa ler na internet, baixar, o mesmo imprimir em folhas sulfites.. Tem que ler na mão.. Pegar, sentir, virar as páginas, folhear.. Me sinto tão bom com um livro na mão.. Detesto ficar sem ler.. Quando eu era mais nova, não entendia porque o pessoal não gostava de ler os livros da escola, sempre reclamavam.. Eu devorava.. Infelizmente, hoje em dia não é assim, mas também, Machado de Assis ninguém merece (que me perdoem os seus fãs).
O estilo de livrarias hoje em dia está maravilhoso.. Quem gosta de ler, fica com certeza maravilhado na livraria Cultura do conjunto nacional.. Eu fiquei de queixo. Um lugar enorme, lindo, com puffes, pra vc se jogar e ler.. Ler os milhares de livros que tem naquele lugar. Se pudesse, passava um dia inteirinho.. Já li um livro inteiro lá.. Já fui com professora, com amigas.. Sempre pegando livros diferentes, pra rir, pra chorar, pra desestressar. Livro, pra mim, é um dos objetos mais preciosos que a gente tem.. Empresto sim, aliás, AMO emprestar meus livros, pras pessoas lerem, compartilharem.. Mas ele tem que voltar bonitinho pra minha mão! Pegar livro emprestado é bom também.. Livros indicados, que amigas leram, o que sentiram lendo.. É realmente mágico. As vezes leio até 2 de uma vez.. Fazer o que, o da escola, é chato.
;D