quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Crianças: Aqueles que não precisavam de guardanapo pra tomar um sorvete de casquinha.


Não é novidade pra ninguém que me conhece que eu sou louquinha por essas criaturas com menos ou um pouco mais de 1m de altura. Porque são fofos, engraçadinhos, tem aquela vozinha engraçadinha e são puros (se algum adulto não estragar)...

Se você passar um dia com uma criança, com certeza vai aprender mais do que ensinar!
É tão bom ser criança.. E é por isso que elas DEVEM ser crianças!
E é por isso que me parte o coração ver menininhas de 2 anos desfilando com roupinhas de mini-vadias..
Crianças de 7 beijando na boca..
Crianças de 14, carregando outras na barriga..
É triste isso gente. Demais.
A infância é um pedaço da vida que não se deve desperdiçar de jeito nenhum.. Pra tudo tem um tempo, e hoje resolveram acelerar tudo!
Que mundo é esse onde crianças de 6 anos trabalham? Onde meninas de 12 anos namoram com caras de 20?
O mundo vai cobrar de todos que cresçam.. Mas não precisa ser tão cedo.
Outra dia, 2 amigas minhas de 14 anos, vieram perguntar pra mim se eram ETS porque não tinham beijado na boca ainda (!)
Pra mim, ETS são meninas de 12 que andam com preservativos na mochila, e se trancam no banheiro com carinhas de 15 numa festa..
Crianças NÃO SÃO adultos em miniaturas, e NÃO DEVEM SER. Crianças devem ser crianças. Uma hora vão crescer, pra que essa pressa?
Eu posso falar que eu tive infância.. Que eu usava roupas de brincar, e que eu ainda brincava de boneca com 11 anos..
Porque sempre o melhor, o mais esperto, o bonzão, é aquele que faz coisas de gente mais velha? Porque pensam assim? Toda fase tem seu doce, e pulando uma pula-se tudo.. Quem sempre bancou o adolescente rebelde quando devia ser criança, vai continuar sendo adolescente rebelde quando for adulto.. É isso mesmo, já reparou? Quem é obrigado a crescer cedo demais, acaba não crescendo mais.. E que futuro terá o mundo com gente assim?
Ai eu olho pra foto do meu digníssimo afilhadoo, que tá bem em cima desse post (podem babar, mas não muito que ele é meu) e espero de coração que ele brinque de carrinho até uns 12.. E que fiquei só no beijo até pelo menos os 18....

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O futuro bate na porta


Não sabia direito sobre o que eu ia postar hoje, mas já estava encucada que precisava postar sobre alguma coisa meio inteligente.. haha.. Aí, ela falou disso ontem.. Não que eu vá copiar, só tema.. haha.. E minha móviskis veio me dizer que amou o meu blog, que era pra eu postar e que.. eu tinha que ser jornalista. Ai eu decidi, e é disso que eu vou falar: Carreira.
Quando eu era uma pirralhinha de 4 anos, sonhava em ser professora, e falava isso pra todo mundo, com uma justificativa linda: Deve ser muito legal escrever com giz todos os dias.. Haha.. Quando eu já era um pouco menos pirralha, comecei a falar que ia ser médica, e isso pegou. Até a 8ª série, eu tinha certeza ABSOLUTA de que eu faria medicina.. E eu realmente amo biologia.. Acontece que eu desmaio vendo sangue, e me imaginar trancada dentro de um hospital por muito tempo não me faz nada feliz.. Depois disso, já pensei em tudo, e quando eu digo tudo, eu digo tudo mesmo. Desde nutrição, direito, publicidade, jornalismo, farmacia.. Caos total. E cada um vem com uma.. Mamãe vive falando que não era pra eu desistir de fazer medicina, porque é o meu sonho e tal.. Pra falar a verdade, eu acho que esse agora é o sonho dela.. haha.. Papai fica falando pra eu fazer direito, passar num concurso e ter a vida arrumada pra sempre.. E eu, aonde eu entro? Não, não sou boba de ficar escutando tudo o que eles falam. Já deixei bem claro que quem vai decidir isso sou eu, e eles afirmam que é realmente assim que isso tem que ser decidido.. Mas não dá nem 10 minutos, já vêm com algum pitaco novo.. Pais.. haha.. Eu gosto de escrever. Tanto que eu fiz um blog.. E minha prima não foi a primeira e nem vai ser a última a falar pra mim que eu devia fazer algo ligado a isso.. Umas 500 já falaram.. Minha professora de redação disse incansáveis vezes.. Mas.. será? Decidir é muito difícil, e eu odeio ficar em dúvida.. E numa decisão dessas, você não pode ficar em dúvida. É muito importante! Toda vez que eu penso nisso, me dá agonia.. Porque a água tá batendo na bunda. Ano que vem, ANO QUE VEM, eu tenho que prestar vestibular, e acho que tá mais difícil escolher do que fazer a prova, haha.. 17 anos é muito pouca idade pra decidir o que você vai fazer pro resto da vida..

Saudade do tempo que eu podia escolher uma profissão porque devia ser legal escrever com giz todos os dias... O que foi que eu perdi? Aquela menininha cresceu.. E não tem nem um pouco da certeza de antes

*entrando em pânico*
para o mundo que eu quero descer...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uma história de penas


A casa de vovó sempre foi o paraíso dos netos.. Aquele lugar enorme, onde poderiamos fazer de tudo.. Ainda mais pra mim, que sempre morei em apartamento.. Era ir pra Baixo Guandu, que inventávamos alguma.. No quarteirão da frente, tem tipo um petshop, e sempre tinha uma gaiola lotada de pintinhos.. Amarelinhos, bonitinhos e irritantes.. haha.. isso os adultos achavam, lógico.. Sempre queríamos um pintinho e ninguém deixava.. Até que minha prima pediu 1 real pro vovô, e disse que era pra comprar chiclete.. Haha.. chegamos em casa com o pintinho. Eram 4 meninas em cima do pobre do bichinho, e eu nem lembro que fim ele teve.. sei que fez cocô na perna de Bia, e a gente tinha que trancar na dispensa escura pra ele parar de piar a noite.. credo.. E essa não foi a última não.. Perdi as contas de quantos pintinhos compramos.. E quando cada uma comprava um, fazíamos um verdadeiro clube de pintinhos, casinhas de caixa de sapato.. haha.. Os nomes eram os melhores, os adultos sempre falavam que eram machos.. Mas eles acabavam sempre chamando Bella, Nina, Pluminha, e coisas do gênero.. Um eu lembro do fim: Estava na mão da minha irmã, e a cocker do meu primo comeu a cabeça

hahaha..

os outros, quem sabe viraram galos??

domingo, 2 de novembro de 2008

2 de novembro

Esse dia nunca teve um significado muito grande pra mim.. Aliás, não continua tendo muito.. Por isso eu não vou falar dele em si, vou falar de uma coisa que tem relação com ele..
Eu nunca tinha perdido alguém próximo, alguém que eu amasse muito.. Até ano passado, pra ser mais precisa, dia 3 de outubro. E posso dizer que foi a pior sensação de todas.. A hora que o telefone tocou, minha mãe começou a chorar, e eu, sem saber porque, já comecei a chorar.. Tendo uma pequena idéia do que poderia ser, mas no fundo, querendo acreditar que era qualquer outra coisa.. Mas não era. Então, ela falou: A vovó morreu, e aquilo era um fato. Eu me joguei na cama, e chorava alto, desesperada. Depois, vai parando, e voltando, e parando, e voltando... Na hora, você chora porque a pessoa morreu.. Mas depois você para pra pensar no sentido disso.. E ai você chora mais.. Mas é um choro diferente.. já não é de desespero, é de dor.. Pensar naquela pessoa, e que ela se foi pra sempre.. Eu nunca mais vou escutar ela me chamar, não vou mais escutar ela reclamar que eu não ficava muito na casa dela, não vou mais comer as batatas fritas que só ela sabia fazer.. Não vou mais deitar no colo dela.. É horrível. E, eu nunca tinha visto o meu pai chorando na vida.. Aquele dia ele sentou com tudo no chão, e chorou. Lógico, a mãe dele.. Quando eu imagino essa cena, eu só penso que eu nunca mais quero perder nenhum avô.. Primeiro porque eu vou sofrer.. Segundo porque eu não quero ver meus pais sofrendo daquele jeito nunca mais. O pior foi ir pra Vitória do nada assim.. Eu sempre amo ir pra Vitória, mas dessa vez, não foi feliz.. Eu não queria ter que ir pra Vitória em outubro.. Poxa, dezembro já tava pertinho.. Foi duro ir.. Até hoje eu sinto um aperto no peito quando eu entro na casa dela, e sei que ela não vai estar sentada na cadeira dela, assistindo novela, como ela sempre fazia.. E no meu aniversário? Acho que foi um dos dias que eu mais senti.. Porque era o aniversário dela também, e eu esperava ainda que ela me ligasse, e nós cantássemos parabéns juntas, uma para a outra.. Não aconteceu.. Bom, eu não ouvi ela cantar do outro lado da linha, mas exatamente à meia noite do dia 14 de abril, foi com ela que eu conversei, e nós cantamos parabéns juntas.. Eu só consegui ouví-la no coração.. Mas sei que ela tá cuidando de mim, falando comigo, e que um dia, a gente vai se ver de novo..
As pessoas falam que o tempo cura o sofrimento.. Na verdade, não acho.. Ele transforma. No começo, a gente chora de tristeza.. Agora, quando chora, chora de saudade.. Chora sorrindo, lembrando de tudo que passamos juntas.. Chora feliz, por ter tido aquela pessoa, e triste, porque ela se foi. Mas, fazer o que.. Essa é a única certeza que temos na vida..