domingo, 30 de dezembro de 2012

A estante de 2012

Depois da Anna e da Tary, chegou a minha vez de contar o que foi que eu andei lendo durante esse ano. Fui olhando minha lista e fazendo comentários gerais sobre os livros, muito mais emocionais do que técnicos, portanto, se tiverem paciência, aí está! Embaixo do vídeo, copiarei descaradamente o formato de post criado pela Anna, elencando os livros e eventualmente fazendo algum comentário sobre. Até 2013!

1. Alta Tensão – Harlan Coben
- O pior que li dele, não me pegou não. :(
2. A Guardiã da minha irmã – Jodi Picoult
- Dolorido e muito amado.
3. Diário de uma paixão – Nicholas Sparks
- Terrível. Troféu abacaxi do ano.
4. Água para elefantes – Sara Gruen
5. Emma – Jane Austen
6. Cena Hum Dramaturgia – George, Airen e Hum.
- Uma coletânea de peças de 3 professores meus! Amo a primeira página dele..
7. Leite Derramado – Chico Buarque
- Grata surpresa!
8. Morangos Mofados – Caio F.
- O título diz tudo!
9. A Cabana – William P. Young
10. A Preparação do ator – Constantin Stanislavski
11. Clarice, – Benjamin Moser
- A Felicidade Clandestina do ano.
12. Memórias de uma gueixa – Arthur Golden
13. Contos de fada – Irmãos Grinn et. al
- Um presente de aniversário delicioso e desenhadinho!
14. Para uma menina com uma flor – Vinícius de Moraes
- Outro encantador presente de aniversário!
15. Jogos Vorazes – Suzanne Collins
16. Em chamas – Suzanne Collins
17. A Esperança – Suzanne Collins
18. Quarto – Emma Donoghue
19. Felicidade Clandestina – Clarice Lispector
20. Feios – Scott Westerfeld
- Esperava mais.
21. A vida secreta de Marilyn Monroe – J. R. Taraborrelli
22. Pedras de Calcutá – Caio F.
23. Preciso dizer que te amo – Cazuza
- Maravilhosamente poético…
24. Meu pé de laranja lima – José Mauro de Vasconcelos
- Facada no coração do começo ao fim. Presente lindo de aniversário!
25. Ao sul de lugar nenhum – Charles Bukowski
26. Ciranda de Pedra – Lígia Fagundes Telles
27. A Culpa é das Estrelas
- Okay.
28. O ator invisível – Yoshi Oida
29. Bela Maldade – Rebeca James
30. Resposta Certa – David Nicholls
- Decepção do ano.
31. Precisamos falar sobre o Kevin – Lionel Shriver
- Incrível.
32. Fazendo meu filme 1: A estreia de Fani – Paula Pimenta
33. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector
- Pessoalmente dolorido e calmante pra alma!
34. Por isso a gente acabou – Daniel Handler
- Tão mal escrito…
35. 49 contos de Tennessee Williams
- Outro presente liiiindo de aniversário!
36. Cotoco – John Van de Ruit
37. Linhas – Sophia Bennet
38. A Idade dos milagres – Karen Thompson Walker
39. Grace – Robert Lacey
40. As vantagens de ser invisível – Stephen Chbosky
41. Por favor cuide da mamãe – Kyung-Sook Shin
42. Persuasão – Jane Austen
43. Aos meus amigos – Maria Adelaide Amaral
- Maravilhoso e dolorido.
44. Renato Russo, o filho da revolução – Carlos Marcelo
- Polêmica pessoal.
45. Para sempre – Kim e Krickitt Carpenter
- Fiquei irritadíssima com a auto-ajuda disfarçada

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Quem tem as flores também precisa.

Quando eu estava no colegial, fomos estudar Fernando Pessoa em literatura. A professora dividiu os pseudônimos do moço entre a turma, e pra mim, sobrou Alberto Caeiro. Eu comprei o livro, e abri no meio dele pra ver o que encontraria lá dentro. E me dei de cara com um “poema” de uma linha, solto, no meio de uma página amareladinha. E lá estava escrito: Quem tem as flores não precisa de Deus.

Achei um absurdo. Peguei raiva de Fernando Pessoa, li o livro emburrada, e apaguei da memória tudo o que sabia a respeito dele. Não lembro de quase nada, só que ele tinha pseudônimos. Nunca mais quis ler nada da criatura. Falta de maturidade.

Hoje minha tia resolveu sair tirando livros dele pelo armário, e eu fiquei pensando na tal frase que tinha lido anos atrás e conclui que eu tive um ataque de rebeldia desnecessária, porque ele pode ter tido vontade de dizer que as pessoas geralmente são assim, e que deviam acordar pra vida. Pode ter sido uma crítica. E uma carapuça muito bem servida, porque quando a gente está feliz demais, geralmente, a gente esquece.

Eu confesso que rezo muito mais quando estou num momento difícil. Mas aprendi, inconscientemente, a rezar quietinha, no meio dos momentos felizes, pra agradecer. Assim, silenciosamente, e com um sorriso no rosto. Os momentos onde isso mais acontece é quando estou com a minha família inteira.

Eu geralmente paro, quietinha, no meio daquela bagunça deliciosa, pra analisar e agradecer pela família em que eu fui nascer. Descobri que minhas primas faziam a mesma coisa, e agora, geralmente, no meio da bagunça, a gente só encontra olhares, pisca, e sabe que estamos agradecendo juntas. De coração.

Dia 24 de dezembro meu avô fez 90 anos! Nosso baixinho com cabelos ainda pretos. Nosso maior presente. Comemoramos deliciosamente juntos. Nós temos as flores. Nossa família, nossos momentos, a vida do vovô. E quanto mais eu reparo nessas flores, mais eu preciso de Deus. Preciso que Deus abençoe esse presente, pra que ele continue acontecendo. Preciso contar, feliz e segura, com mais muitos anos de vida pro meu avô. Pra que a gente consiga realizar nossos sonhados planos de comemorar seu centenário. Pra que nunca percamos nossa união. Pra que os abraços continuem sendo verdadeiros, e continuemos chorando e agradecendo juntos por termos nascido na família em que nascemos. Pra que tenhamos muito, muito mais o que comemorar, a cada dia que passa.

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90 anos é um infinito, e tudo que eu quero é um infinito ainda maior de números na vida do meu avô e na de todos nós! São 90 anos, e tudo o que eu peço é mais tempo! E peço agradecendo, porque há 90 anos, muito antes de nós nascermos, nasceu o maior presente que poderíamos ganhar na vida. E a gente nunca vai cansar de comemorar.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Eu perco tempo com essa gente

Teve um dia na minha vida que eu abri um blog que ainda não conhecia. Aposto que foi em algum #BlogDay da Bavis expondo as intimidades em público. Era um blog de fundo branco, escrito com letra simples, preta, e os posts eram enormes. Prato cheio. Adoro fundos simples com textos enormes e bem escritos. Li o blog de cabo a rabo. Foi assim que eu conheci a Renata.

Renata. Tão autossuficiente e adulta, que eu comecei a comentar em todos os posts dela na certeza de que ela nunca me responderia. Até o dia que ela me respondeu. E seguiu me respondendo, e um dia me citou no seu post fim de maratona de posts sobre o Bon Jovi.

Um dia a gente se adicionou no MSN (sim, isso ainda existia. Tempos remotos) e começou a conversar bem de leve. Não mais que de repente, a gente conversava todos os dias e ela já tinha se tornado meu porto seguro. Renata. Aquela amiga adulta. Adulta e braba, que sabe de todos os seus pontos fracos, sabe dos seus dramas, vive te dando bronca e te mandando acordar pra vida. Renata aquela amiga que eu rapidinho aprendi que não tinha como viver sem.

Renata hoje faz aniversário! É #ReDay, gente! É dia de comemorar Renata! E eu não canso de comemorar o fato de ter resolvido perder tempo comentando no blog daquela pessoa que jamais me responderia… Adoro perder tempo com essa gente!

Rê, amiga, feliz aniversário! Tudo de melhor na sua vida, muita luz, saúde e paz! Continue com essa autossuficiência e divisse incrível, mas sabendo que tem muita gente com quem você pode contar! Obrigada por nos dar a chance de comemorar essa data com você. Guarda um pedaço de bolo que em janeiro eu tô aí.

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sábado, 22 de dezembro de 2012

As águas de 2012

22 de dezembro. O dia 21 passou inteirinho me olhando com cara de quem estava super afim de acabar, só que não. Um céu azul. Um sol. Um calor. Do jeitinho que eu gosto. Já estou no meu Espírito Santo, na sala da vovó, embaixo do ventilador e olhando pra árvore de Natal. E claro, já comi alguns pedaços de pão e já tomei um belo banho de piscina. Faltam 8 dias pra 2012 acabar.

O que dizer desse ano? Foi doce! Pedi um ano doce, e acredito que consegui. Já comentei aqui antes sobre como pra 2013 eu pedirei leveza, porque preciso aprender a ser leve pra aproveitar melhor a doçura, mas tudo bem. Fora os pesos desnecessários que eu coloquei sobre mim esse ano e que me atrapalharam de enxergar a doçura de forma clara como deveria ter sido enxergada, foi tudo muito bom, tudo muito bem.

Passei um janeiro delicioso curtindo minhas últimas férias com minha prima estando solteira, passei o ano aproveitando uma Curitiba onde quase não fez frio, apresentei 5 peças, sendo que uma ganhou 6 troféus lindos, incluindo o de melhor espetáculo do ano. Comecei a estagiar na minha escola de teatro, que é um lugar que eu amo de paixão. Minha prima engravidou e me chamou pra ser madrinha do bebê!

Fiquei mais próxima de pessoas que eu já amava, vivi pérolas, abracei pessoalmente minhas amigas que eu tantas vezes já tinha abraçado através da tela do computador. Li quase 50 livros e passei o ano de mãos dadas com personagens incríveis. Grudei pra sempre em “A Culpa é das Estrelas”, que dificilmente sai do meu pescoço. Passei vários momentos dando risada com Friends, e derrubei algumas lágrimas ao lado de Grey’s Anatomy, uma das maiores paixões de 2012.

É. Acho que foi bom. Acho que estou terminando essa brincadeira com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. E isso é o que a gente sempre procura, no fim das contas, né? A tal da serenidade… Vamos ver o que 2013 anda reservando. Espero do fundo do coração que sejam sorrisos. E as lágrimas, quando vierem, que sejam apenas na quantidade necessária pra nos fazer lembrar de como os sorrisos devem ser melhor aproveitados.