Hoje faz 8 anos que me mudei pra o apê que eu morava em São Paulo. É estranho ainda chamar ele de apê que eu morava. Porque por muito tempo eu pensei que só sairia de lá quando não fosse mais morar com meus pais. Sempre imaginei meus filhos correndo naquele apartamento, chamando de casa da vovó. É estranho pensar nessa data sem estar morando lá. Porque tanta coisa ficou lá.. Foram quase 8 anos. No dia que fui fazer meu título de eleitor, a moça perguntou: Há quantos anos mora nessa residência? E eu respondi, sorrindo: 7 anos e 2 meses! Pensando em como era legal morar ali, e que eu ainda ia morar por muito tempo. Irônico pensar que foi exatamente nesse dia, algumas horas depois, que descobri que vinha morar em Curitiba. E de repente, no dia em que faz 8 anos que cheguei naquela casa, eu não estou mais ali. E pra falar a verdade, por mais que eu goste da minha casa nova, eu sinto falta daquela sala, daquela parede, daquele chão. Da minha escrivaninha azul, da janela atrás do computador. Não gosto de pensar que tem alguém morando no meu lar. Sim, porque aquilo foi muito mais que uma casa. Foi um lar. Nesse atual, engraçado… Talvez seja até uma forma de defesa, mas não consigo me imaginar muito tempo aqui. Não estou falando da cidade não, tô falando da casa. Ele tá super fofo, lindo, decoradíssimo. Mas não me entra na cabeça comemorar os 8 anos desse aqui. Pra falar a verdade, nem lembro do dia exato da primeira noite aqui. Repito: Não que seja ruim, porque não é MESMO. Mas aquele lá foi mágico.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Uma família de gente bacana!
Impressionante como tem gente que simplesmente aparece nas nossas vidas e as transforma em algo muito mais legal..
Quando comecei o teatro, em 2008, a turma era grande e eu só ficava pendurada nos meus amigos. Mas aí a coisa foi começando a rolar, e a gente começou a introsar com a galera. Vou falar sério. Eu não lembro mesmo qual foi o ponto onde as coisas mudaram. Mas de repente 2 ‘conhecidas’ viraram parte integrante do meu coração. Foi tudo tão rápido, que eu não sei quando aconteceu essa mudança. Só sei que quando caí em mim elas já estavam no meu ‘seleto hall’ de melhores amigos. Logo depois vieram a Má e a Bia, mas hoje o post fala de outra coisa.
Enfim, a Rafa e a Rê se tornaram tudo o que elas são pra mim hoje bem rápido, mas não é só isso. Pouco tempo depois fui na casa delas e conheci os pais, e eu também não sei dizer quando foi que de pais de amigas eles viraram melhores amigos também. E tem o Rô também, mais conhecido como o irmão mais velho, que implica comigo até, mas que eu amo também. E a Aline, namorada dele, que é um amor! Fora isso, ainda tem a tia Vera, o tio Cris, e olha só a intimidade da pessoa que escreve.
E eu falo assim mesmo pra justificar o título: Uma família de gente bacana. Porque é começar a conhecer um por um, pra ver que ali só tem gente legal. Uma energia boa!
Eu nem sei porque to escrevendo isso, tá até meio confuso, mas era só pra dizer que eu sinto muita saudade de todos eles! Pra dizer que a tia Sol, o tio Renato, a Rê e a Rafa estão em São Paulo, e aqui em Curitiba também, pois não saem do meu coração. E realmente pra dizer que os amigos são a família que nos permitem escolher. E que amo ter esbarrado em vocês no meio do caminho!
sábado, 28 de agosto de 2010
Ah, como valia!
Tinha feito sol o dia inteiro. Na hora que eles resolveram fazer um piquenique no parque, começou a chover. Ela ficou furiosa com a mudança de tempo. Pegou a cesta e correu para o primeiro lugar aberto. Ele chegou correndo logo atrás, largou a cesta. Levou-a pelos braços e fez ela perceber que nunca uma chuva repentina num dia de sol havia sido tão gostosa! Ele conseguiu fazer ela perceber em 10 segundos o que não havia percebido em anos: Que um abraço encharcado valia muito mais à pena que um vestido seco. Ah, como valia!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
O dia em que eu (quase) virei Monroe.
E aí que no teatro temos aula de maquiagem né. Na última terça, havíamos tido aula de maquiagem cotidiana, e eu maqueei minha colega. Ontem, ela deveria me maquear. Só não sabíamos que ia ser algo diferente, hahaha. O professor deu uma aula sobre maquiagem através das épocas, e citou várias maquiagens conhecidas e características. Então, ele disse: Pronto, estão livres. Criem.
Num momento de loucura, eu virei pra minha colega, devia ser umas 17h e pouco.. Falei: Rafa, você tem até 18h30min pra me transformar na Marilyn Monroe! Ela riu, eu ri, eu sentei, ela pegou a bolsinha de maquiagem, e começou. O professor descobriu que tinha alguém na sala que deveriam virar Marilyn, e achou o máximo. Quis tomar conta da maquiagem da Rafa, e quando eu vi, já tinha pintado minha sombrancelha de marrom, meu olho de preto, minha boca de vermelho, e tava me ameaçando com o delineador no meio do rosto, só porque eu não queria fazer a pintinha.
- Marilyn tem pintinha, pare de fazer drama. Foi o que ele disse.
Quem sou eu pra negar, então.
Ele deu então com a esponjinha do delineador no meu rosto e disse: Pronto, Marilyn está pronta. Foi aí que me deixaram olhar no espelho.
Quase caí pra trás.
E ele ainda fez questão de me arrastar pra cantina e falar: Gente, olha quem veio! Eu já tava ROXA de vergonha. Uma menina ainda gritou: É MARILYN MONROE! E eu só queria fugir.
Mas tive que me render, chegar em casa e tirar umas fotos. Depois de enfrentar a cantina, enfrento a internet.
E aí, deem o veredicto: Ficou um pouquinho parecida ou não?