quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Aniversário da melhor amiga…

… tem data reservada nesse blog, não tem jeito. Por mais que eu ache que já falei tudo o que podia, e que mais um post só vai tornar tudo bem repetitivo, o dia 8 de dezembro é da Juliana e pronto. E eu não posso nem reclamar, afinal de contas, ela que teve a ideia de criar blog, e por isso, tem grande participação nos 3 anos desse aqui. Vamos lá.

Ju, esse é o 4º aniversário seu que eu comemoro. Parece mentira. Parece mentira porque mostra que o tempo passou rápido, mas porque me mostra também que, meu Deus, é só o 4º? Como assim eu passei 15 anos sem você? Espera, eu já sei. Nós duas precisávamos de maturidade para nos encontrarmos.

Eu e você não temos nada a ver uma com a outra. Nada. E acho que essa é a magia. A gente acaba se equilibrando, e tudo dá certo. Você é minha amiga que menos tem a ver comigo, e uma das que mais me ensinou nessa vida. Você é aquela que me dá tapa na cara quando eu estou chorando demais por algo que não tem jeito. É aquela que xinga quem apronta comigo antes mesmo de eu xingar.

Ano que vem ela vai morar 1 mês aqui em casa, vai ser tipo a nossa prova de fogo: Será que vamos brigar pela primeira vez? Arrisco dizer que não. A gente sempre se entende antes de ir às vias de fato.

Enfim. Falei demais e não falei o que a data pede que eu fale: Parabéns, Juliana! Muitas felicidades, muito amor, muita paz, muita saúde, e muitos, muitos anos de amizade pra nós, porque eu não sei o que eu faria sem você, minha BFF.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Onde andará Desirée?

Cabaret Brasilis.

Cabaret

Essa peça já tinha me ganhado antes mesmo de ganhar vida. Eu lembro. Era setembro, e eu estava sentada na escada que fica na frente da minha sala no Cena, esperando minha vez de entrar para fazer o exercício. Estava conversando com a Airen, e perguntei se ela já tinha decidido o que faria com o musical que estava dirigindo. Ela deu seu tradicional sorriso enigmático, e respondeu: Um Cabaret. Eu lembro que falei,  meio que tremendo: Tia Airen!

E aí a porta abriu e minha professora foi me buscar. Pronto. O “Cabaret da tia Airen” tinha me ganhado ali. Não ia precisar de muito. Passou setembro, outubro, novembro, e eu sempre ouvindo de cá e de lá sobre essa peça, conversando com minha amiga que é dessa turma, morrendo de ansiedade só de pensar.

E estreou. Estreou, e eu estava com um frio gigante na barriga quando segurei aquele ingresso da melhor cadeira do teatro. Estava com a barriga gelada quando entreguei para o bilheteiro. Me senti aos 5 anos indo ao circo, tamanha ansiedade. Quando senti o clima que estava no teatro, subi a escada e me deparei com o palco, minha vontade era sair correndo pra subir lá junto. Cenário LINDO, com luzes amarelas e tecidos vermelhos brilhantes. Meninas de meia arrastão, sapatos pretos e corseletes, dançando em cima de cadeiras. Um bar ao fundo, cheio de garrafas.

Se o espetáculo já tinha me ganhado há muito tempo, ali eu me embriaguei. Eu fui descendo a escadas até o meu lugar sem conseguir tirar o olho do palco, sentei na cadeira e não consegui tirar o olho dali nunca mais. Foi tão bem montado, tão lindo, tão, tão! Quando a peça acabou eu tomei um susto, afinal de contas, era hora de voltar pra realidade, e eu estava tão ali, que parecia que era real. Eu fui totalmente sugada por aquele mundo, e agora estou aqui, deprimidíssima: – Como assim a Airen já montou um Cabaret perfeito? O que eu farei da minha vida quando chegar meu musical?

Falei pra minha amiga que vamos ter que pegar a Airen no musical, e ela vai ter que montar “Cabaret 2: O retorno de Desirée”. Senão eu vou ficar muito frustrada. Como isso é bem improvável, melhor eu utilizar esse 1 ano e meio que falta até a estreia do meu musical de formatura pra me conformar.

O Cabaret foi montado, e foi perfeito. E se eu tive uma vontade louca de também estar no palco de arrastão e sapatos pretos, em cima de cadeiras, procurando por Desirée, eu preciso dizer que estar na plateia foi mágico também. Porque foi como se eu tivesse saído das cadeiras do meu conhecido e amado teatro e realmente me transportado para dentro de um Cabaret.

Airen, você arrasou mais uma vez. Elenco inteiro, vocês mandaram bem demais. Fecharam com chave de ouro. Obrigada pela pouco mais de 1h incrível que passei ali.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre o que eu aprendi no infantil.

Posso começar dizendo que aprendi que o tempo passa rápido demais, mas isso eu já aprendi faz tempo. Mas é que eu estou me assustando ao começar a fazer esse post, visto que me lembrei do meu primeiro post sobre “Vamos Falar de Amor sem dizer Eu Te Amo”, e não mais que de repente, aqui estou eu fazendo o último sobre “O Submarino Amarelo”. O tempo não passa. Corre. Mas nesse meio tempo, deu pra aprender muita coisa. Vou tentar enumerar.

Nesse módulo de teatro infantil, eu aprendi que o segundo semestre tem quatro meses. Aprendi que uma peça pode ser montada em 1 mês. Aprendi que eu tenho coragem de cantar em público, e que tive capacidade pra cantar 2 solos.

Aprendi que cola quente realmente queima, e estou com uma bolha roxa no indicador da mão esquerda. Aprendi que coturnos machucam muito o pé, e tenho um calo enorme no meu calcanhar direito, que dói muito, mas no palco, eu nem sinto. Aprendi que cola de cílios é bem potente, e que se a professora usar para colar brilhos no seu rosto, você vai precisar jogar álcool gel pra tirar. Sim. Álcool gel no rosto.

Aprendi que enfiar a cabeça dentro da pia do banheiro do camarim pra lavar o cabelo com o sabonete líquido que fica lá pode ser bem interessante, ao invés de ir almoçar no shopping com a cabeça cheia de grampos e laquê. Aprendi que, mesmo com o cabelo armado de sabonete líquido e o rosto cheio de gliter, é só colocar meu óculos roxo e sair com um ar blasé do camarim que todo mundo vai me chamar de Lindsay Lohan.

No dia da banca, eu confirmei que a Airen lê pensamentos: Ela foi banca da nossa turma, e quando eu pisei no palco eu já sabia o que ela ia falar de mim. Quando eu contei pra ela, ela me abraçou, beijou minha galharufa, e disse que mães sempre sabem. É. Mães sempre sabem.

No infantil, eu aprendi que Beatles é uma delícia, e que dançar com peruca cor de rosa e figurino fofinho pode ser muito gostoso. Aprendi que não é sempre que você vai ter uma conexão transcendental com a peça com a qual você está fazendo e com o seu personagem. Aprendi que a paixão é pelo teatro, pela arte, por cada pedacinho dela, e que isso está acima de qualquer peça. Aprendi que fazer uma peça infantil, colorida e cheia de dancinhas pode ser bem mágico, gostoso, e ter um resultado bem bacana.

Sub 175

E esse está sendo o processo de O Submarino Amarelo, que termina sua temporada amanhã. Foi uma delícia, mas posso falar? Aprendi também que prefiro os dramas. Não é atoa que estou saindo tranquila desse processo, com uma sensação deliciosa de dever cumprido, enquanto não me recuperei até hoje do fim de Vamos Falar de Amor, hahaha.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aquele do Woodstock na calçada

Na verdade, acho que tudo começou segunda-feira passada, quando começou a maratona pré-estreia de “O Submarino Amarelo”. Se eu dava risada semestre passado de ir todas as noites da mesma semana ensaiar Vamos Falar de Amor (e ia completamente apaixonada, por sinal), dessa vez a coisa foi ainda mais… reflitam vocês mesmos. Foi uma semana indo DIRETO da faculdade pro teatro e saindo de lá às 22h20 da noite. Teve um dia que ficamos a tarde toda pintado cenário, e quando percebemos, era 18h e ainda não tínhamos almoçado. Esse dia eu estava tão pirada, que chorava e ria ao mesmo tempo. Estrutura emocional a gente vê por aqui. Mas enfim. Foi uma semana de maratona TOTAL, os professores todos riam da nossa cara, porque nossa turma realmente tomou conta da escola nessa semana que passou. Tinha pedaço da nossa turma nas salas de aula, na cantina, no pátio, no cenário, na varanda dos professores… era engraçado.

Sexta-feira de noite estávamos uma pilha de tão nervosos. Cheguei em casa, tomei banho, lavei cabelo, sequei, coloquei meu roupão cor-de-rosa (porque o Jr. diz que toda atriz PRECISA de um roupão cor-de-rosa), tomei um chá de camomila pra ver se limpava a minha voz e se eu acalmava um pouco. Detesto chá. Mas tomei. E fui dormir com o coração na boca.

No outro dia, 8h30 da manhã estávamos juntos no teatro. Um com dor de barriga, a outra com vontade de vomitar, uns mais quietos e tremendo… Enquanto isso, colávamos cenário, nos abraçávamos, e a professora chamava um a um pra maquiar.

11h15 eu estava encolhidinha na coxia, tonta de nervoso, apertando a galharufa com o espírito, e segurando a mão dos meus amigos, até que começou a tocar o trompete de All you need is love e eles me deram impulso pra subir marchando no palco.

A primeira cena passou, eu consegui cantar sozinha em público e dançar ao mesmo tempo. Quando voltei pra coxia, encostei na parede e deslizei até o chão. A primeira cena tinha ido. Agora o resto aconteceria feito mágica.

A estreia não foi brilhante como foi a de Vamos Falar de Amor. Na verdade, a estreia de O Submarino Amarelo foi quase um ensaio geral. Mas tudo bem. Melhoramos na apresentação de ontem, e acredito que consigamos melhorar para as duas faltantes. Quarta-feira é a banca, e eu acho que nunca tive tanto medo de uma banca na minha vida, porque já ouvi tantas coisas adversas que tenho dúvidas de a que devo me ater.

Sei que apresentamos sábado de manhã, domingo de manhã, e depois fomos almoçar no shopping. Comemos e demos muita risada, depois voltamos pra escola para ver outras peças. Eu ainda estava cor-de-rosa, com o cabelo armado e brilhos no nariz. Mas tudo bem, faz parte.

Entre uma peça e outra, fomos tomar sorvete, e depois sentamos na calçada da escola pra bater papo. Eu e a Elo, as mais caras-de-pau, deitamos na calçada. E o papo fluía que era uma beleza. Girava sempre em torno do mesmo assunto, mas não acabava nunca. E ficamos lá. Sentados/Deitados no chão. Juntos, embaixo do sol, conversando e “vivendo de amor e arte”. A Airen, diva que só ela, saiu do portão com sua saia xadrez e meia calça preta, óculos escuros, olhou e falou: “Woodstock na calçada, é isso? Ah, esses nossos alunos CenaHúnicos”!

Isso é único mesmo. Estar batendo papo na calçada, debaixo de sol, como se a amizade e a arte fossem as únicas coisas importantes no mundo. E naquele momento, aquilo realmente era a única coisa que importava. Porque o bom mesmo é ser apaixonada pela arte, mesmo que ela te dê vertigens de nervoso antes de pisar no palco com peruca rosa pra cantar sozinha. É ser apaixonada por cada medo que a arte faz você passar. É ter medo, muito medo, de não conseguir dar menos que o seu melhor. É amar. Acima de tudo. E bom mesmo é ter com quem compartilhar cada segundo: Do medo, do nervoso, e do amor. Do amor.