sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Anna Vitória me entenderia

Lembro que era janeiro. Se não me engano, de 2009. Estreou a minissérie Maysa, e dentro dela, apareceu um rosto, que na história, atendia por Ronaldo Boscoli, ou algo parecido. Sei que eu corria pra frente da televisão só para esperar aparecer aquele rosto novamente, e todas as vezes que ele aparecia, eu tinha ataques de amor.

Algum tempo depois, estreou uma novela em que ele era do núcleo protagonista. Além disso, ele era 2! Podia ter algo melhor? Só se ele entrasse na minha casa né. A questão é que nessa novela eu afirmei minha paixão eterna por ele, que tem o sorriso mais lindo da ficção: Mateus. E vou chamar só de Mateus porque sobrenomes tornam a coisa impessoal.

Hoje o destino fez uma sacanagem comigo. Porque eu sonhei com Mateus. Pela primeira vez. E o sonho era MEU. Tinha que ser tudo lindo, romântico, eu e Mateus poderíamos ter nos casado, mas não. No meu pesadelo, Mateus era namorado da minha irmã. Repito: Mateus era namorado da minha irmã.

Eu lembro que eu estava tão revoltada, que me trancava no quarto pra chorar e chutar móveis. Tinham fotos de Helena e Mateus espalhadas por toda a minha casa, toalhas com o nome dos dois no meu banheiro, eles saíam para tomar milk shake juntos e eu mordia minhas mãos de tanta inveja dentro de casa. O sonho foi tão desesperadamente real, que eu juro que quando acordei, sentei na cama assustada e fiquei repassando mentalmente se minha irmã não era realmente namorada de Mateus. Não é, graças a Deus.

Já é difícil imaginar meu Mateusinho casado com outra, agora, esfregando seu amor pela minha irmã debaixo do meu nariz é sacanagem demais. Destino, providencie um sonho com Mateus onde EU case com ele. Ou não né. Porque aí corria o risco de eu não querer acordar nunca mais.


Mateus, vem ser SOL assim pra mim, vem. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Keep calm and find yourself a Ross Geller

rachelross

É porque eu recomecei a assistir Friends, sabe. Acabei de primeira temporada agora, e confesso que assisti até aqui pensando várias vezes sobre tudo o que a Anninha falou aqui. E me irritei um pouquinho com o Ross. Ele é mimado. De verdade. É mimado, se irrita muito fácil, é bem rancorosinho, e eu confesso que comecei a ficar com medo do que eu estava começando a pensar sobre o Ross. Porque eu AMO o Ross, e acho que ele e Rachel são o casal perfeito, e eu não devia recomeçar a assistir Friends se isso fosse acabar com a imagem imaculada que eu tenho dos dois juntos. OK, nem tão imaculada assim, porque né…

Mas aí os episódios vão passando, e a primeira temporada termina exatamente quando o Chandler deixa escapar que o Ross é apaixonado pela Rachel. E aí eu já senti aquela pontada no coração que eu acho que por mais que eu assista Friends 1000 vezes nunca vai passar. E aí sumiu todo o resto. O Ross pode ter milhões de defeitos, mas Ross will be Ross. Não tem jeito.

Ele vai ser pra sempre o Ross. Aquele que se apaixonou pela Rachel aos 15 anos e a amou a vida toda. Aquele que olha pra ela como se olhasse para um diamante. Aquele que declara para quem quiser ouvir que o defeito de todas as outras mulheres no mundo é que elas não são a Rachel. É aquele que olha nos olhos dela e diz que SEMPRE foi ela. E só.

É o Ross, cara. O Ross. Ele pode ter o defeito que for, mas ele vai ser sempre o Ross da Rachel. E meu coração sempre vai me dar pontadas quando vejo cenas dos dois. E eu sempre vou chorar quando olhar a carinha de Rachel esperando-o no aeroporto com aquele buquê de flores na mão. Sempre.

Afinal de contas, ele pode ser o que for. Mas acima de tudo, ele é a lagosta dela. E ponto final.

branco

He is her lobster.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Meeting Lucy

Faltam 28 dias para a estreia de “Submarino Amarelo”, a minha nova peça. Amantes dos meus posts sobre teatro, pululem! O texto foi escrito por uma ex-colega de turma nossa, a Ju, e ela se baseou no filme homônimo, que conta a história de uma cidade que vive de cor e alegria, até que chegam os azuis do mal, disseminam a tristeza, e então, o sargento da cidade tem que entrar no Submarino Amarelo para buscar os Beatles, os únicos capazes de salvar a cidade, com sua música. Amantes dos Beatles, pululem!

A Ju manda muito bem, fez uma adaptação super bacana, de acordo com o número de pessoas do elenco. O sargento, no filme, não tem uma assistente. Mas na nossa peça ele tem. É a “Lucy Nocéucomdiamantes”.

Quando eu bati o olho no texto, gostei de cara da Lucy, mas deixei baixo, porque também tem outras personagens super bacanas. Até que a Ju olhou com aqueles olhões expressivos dela pra cima de mim e falou: “Guria, você é total Lucy! Eu escrevi a Lucy pra você!”. Pronto. Juntou a fome com a vontade de comer.

Quando, sexta-feira, a professora olhou pra mim e disse: “Ana, você vai fazer a Lucy”, eu não hesitei em pular da cadeira, e voar em cima dela para abraçá-la, de tão feliz que fiquei.

Até agora, sei que a “menina com olhos de caleidoscópio”, ao contrário da Clarinha, fala mais que uma condenada. Sério. Comecei a grifar as minhas falas com meu marca-texto roxo, e tenho a sensação de que caiu um balde de tinta roxa naquelas páginas. Minha amiga apontou o dedo pra minha cara e riu da minha situação, quando resolveu folhear meu texto. A Lucy fala o tempo todo. Ela usa uma roupa rosa, meias listradas de branco e preto, peruca cor-de-rosa, coturnos e meias verde-água que mais parecem polainas. Fashion que só ela.

Lucy é meiga como a Clara, mas ao invés de comer margaridas, ela se alimenta de cor, música e amor. Gente, ela vive de amor! Olha que gracinha! Além disso ela é enérgica, vai atrás do que quer, ensina ao sargento como se salva uma cidade, e não hesita em sentar dentro de um submarino amarelo e guiá-lo para o lugar onde ela quer que ele chegue. Seu sonho é que todas as pessoas se unam e o mundo se torne um só. E ela diz que não se importa se os outros dizerem que ela é uma sonhadora, porque ela sabe que não é a única. Enquanto Clara segurava seu desespero e falava de forma tranquila e doce, Lucy atropela as próprias palavras e às vezes até esquece de respirar. Todos sabem o lugar que a Clara ocupa na minha vida. A Lucy tá aqui, prontinha para conquistar o dela!

Hoje passei uma parte (deliciosa, por sinal) do meu fim de tarde às voltas com meu mais novo projeto: conhecer, amar, e ser Lucy Nocéucomdiamantes. Está sendo divertido e delicioso. Vamos ver o que vem pela frente!

lucy

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seis coisas que gostaria de fazer e ainda não fiz

Sei que alguém indicou esse meme pra Isa, ela postou, não indicou ninguém, mas falou que quem quisesse podia fazer. Eu, arroz-de-festa que sou, já falei na hora que ia fazer se conseguisse pensar nas seis coisas. Comecei a pensar no caminho de casa para o estágio, e é claro que cheguei a uma lista com mais de seis itens. Para não abusar da boa vontade de ninguém, vou fazer só seis mesmo. Juntei alguns que acho que podem ficar juntos, e os que restaram, vou decidindo agora, enquanto escrevo, o que entra no post e o que sai. 

Não preciso nem dizer que vou colocar aqui as coisas SIMPLES, que podem ser resolvidas a curto prazo, porque né. Tem muita coisa que eu quero fazer nessa vida ainda, mas não adianta colocar aqui coisas como fazer um city tour na Europa, casar, ter um filho ou ganhar um Oscar... Porque eu ainda não tenho condição monetária para ir pra Europa, não tenho sequer um namorado pra falar que quero casar, e muito menos ter um filho. Ganhar um Oscar eu já absorvi que vai ficar pra próxima encarnação, porque se nem Fernanda Montenegro levou, não serei eu. Mas chega de devanear, isso foi pra explicar que as seis coisas que eu vou colocar aqui são coisas que dependem de não muito esforço, e que basta eu (ou meus pais) estalar o dedo que a coisa anda.

Seis coisas que gostaria de fazer e ainda não fiz:

Fazer uma tatuagem (e um piercing!)

Prevejo minha tia se contorcendo na cadeira e desistindo de continuar lendo esse post com medo de cair de cadeira até o fim.

Oi, tia! Eu prometo que você pode continuar lendo sem correr risco de ter um enfarte. Se você já tiver infartado, me desculpe. A questão é que eu quero fazer uma tatuagem (e um piercing!), mas juro que não é nada assim. Juro de coração. Eu só quero fazer um símbolo do infinito ali entre a nuca e as costas, onde está escrita a frase da menina. Ou eu desista do símbolo do infitino e escrevo AMOR ali. Ou LOVE, ou faço um coraçãozinho vazado, ou as duas máscaras de teatro. Ou escrevo: All you need is love, bem pequenininho, entre meu ombro esquerdo e meu pescoço. Ou eu faço qualquer uma dessas coisas no pulso. Ou no cóccix. Ou escrevo "equilíbrio" ou "paixão" com letras de máquina de escrever na minha panturrilha direita. Mas prometo que não vou fazer todas essas coisas, não tenho pretensão de virar uma tela. Só queria uma ou duas dessas. No máximo três, eu juro. Mas são bem pequenininhas! (Ainda está viva, tia? Podemos passar para a próxima etapa?)

Além da tatuagem eu queria um piercing no nariz. Aquela bolinha minúscula, que parece só um pontinho de brilho, sabe? Na narina direita. Bem sutil. Prometo.

Ok, tatuagem e piercing de uma vez só, apelei. Até a minha mãe que vive falando que é bonitinho vai querer me deserdar. Acho melhor fazer uma coisa em cada ano. Isso é, depois que eu convencer meu pai, porque se eu simplesmente chegar em casa com "uma novidade dessas" é capaz dele me colocar porta a fora em questão de minutos. 

O outro empecilho SUTIL, (alem do meu pai me expulsando de casa, minha tia infartando, e meu avô parando de puxar o meu saco) seria o PAVOR que eu tenho de agulhas. Vejam só, familiares preocupados, como meu pânico de agulhas não é assim tão prejudicial aos interesses de vocês quanto à minha pessoa?

Aprender a dançar (tango).

Na verdade eu deixei o tango entre parêntesis, porque eu quero aprender a dançar mesmo. De forró a lambada, e se eu quiser pedir por um milagre, até samba. Lá em casa, toda a habilidade pra dança caiu em cima da minha irmã. Ela tem um pezinho na África e samba igual a uma neguinha do morro, juro. Já eu? Certeza que passei direto por essa fila. 

Forró é necessário. Quer coisa mais irritante do que aquele povo que sai por aí humilhando a galera quando começa a tocar sertanejo/forró? Então. Quero ser dessas. Lambada, segundo minhas fontes, é um forró cheio de invenções de moda, confere? Também quero. Samba é Sapucaí, gente. Eu ainda desfilo na Sapucaí antes de morrer. 

Agora o tango... Tango é tango, né, gente? Nada mais lindo e classudo que sair dançando tango. O dia que eu casar eu não vou dançar valsa. Eu vou dançar tango, e sou tão clichê que vou de "Por una cabeza" mesmo. E não, eu não gosto desse filme, eu só gosto dessa cena, que já assisti 102831083 vezes.

Aprender a dirigir

Esse item dispensa maiores explicações não? Sempre fui daquelas que falava que mal faria 18 e já estaria na porta da auto-escola. Acontece que meus pais passaram o ano de 2010 me enrolando, e em 2011, com estágio de tarde e teatro de noite, foi-se toda a minha cota de tempo livre. Mas chega de brincar disso, eu preciso dirigir pra ontem. Não que eu vá ganhar um carro, mas antes saber dirigir e não ter um carro, do que não ganhar um carro por não saber dirigir, não é não? 

Fazer cupcakes

Nada mais fofo que dar uma festa de aniversário com cup cakes. Ou mesmo chamar os amigos para um café da tarde e servir esses bolinhos, que, de tão fofos, dá até peninha de comer. Estou super querendo me aventurar nos cup cakes para o meu aniversário de 20 anos. Que tal, hein, mãe? Quero encher a mesa com essas belezinhas! 

Passar um dia inteiro na Avenida Paulista, passeando e fotografando
Agora que eu já tenho câmera, só falta viajar pra São Paulo e arranjar uma companhia bem animada! Eu sei, companhia em São Paulo é o que não falta, mas acho que esse é o tipo de coisa que não dá pra fazer em galera, sabe assim? Tem que ser coisa de 4 ou 5 meninas, que tenham paciência pra passear, tirar fotos, entrar em cafeterias, livrarias, metrôs e coisas do gênero. Eu coloquei só Avenida Paulista, mas a proposta inclui a Oscar Freire, porque minha cafeteria preferida fica lá, e tem pessoas que eu PRECISO levar lá, porque se EU, que sou EU, e não gosto de café, adoro tomar o Calvin Klein (lá as bebidas tem nomes de grifes), fico imaginando as minhas 3 amigas cafeicólatras, lê-se: Isadora, Renata e Juju. Enfim, fica o convite para as que gostam de perambular com câmera na mão, pra bater um bom papo, fuçar livrarias e beslicar cafeterias!

Levar a Anninha no "Mundo Mágico das Bolinhas"
Vocês tem noção que na rua da minha casa tem um parque indoor chamado "Mundo Mágico das Bolinhas"? Gente, é o máximo! Tem a maior piscina de bolinhas que já vi, com vários escorregadores, e cama elástica DENTRO das bolinhas, e mais piscinas de bolinhas separadas, e tobogãs, e eu já estou quase confessando que vou levar a Anna como desculpa. Mentira. O lugar é o máximo, eu morro de vontade de mergulhar naquelas bolinhas, mas eu quero levar a Anna lá! A gente já levou, mas ela tinha 11 meses. Agora ela tem quase 3 anos, e todo dia que eu passo na frente desse lugar (ou seja, todo dia), eu olho a fachada e prometo que vou levar a Anna. Porque ela vai ficar alucinada! Eu quero que ela dê aquele sorrisão enquanto pula na cama elástica, que ela arremesse bolinhas pra cima e caia na gargalhada, e que mergulhe no meio das bolinhas por mim! Quero comprar pipoca e algodão doce, encher ela de beijos e tirar um montão de fotos. Quero que ela saia de lá com o cabelinho molhado e bochechas rosas, com os pezinhos sujos, e aquela cara de que brincou o dia inteiro mas ainda aguentava mais 1 hora, sabe? Então! (Cinthia, eu PROMETO que dou banho nela antes de devolver, deixa, vai!)