sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Anna Vitória me entenderia
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Keep calm and find yourself a Ross Geller
É porque eu recomecei a assistir Friends, sabe. Acabei de primeira temporada agora, e confesso que assisti até aqui pensando várias vezes sobre tudo o que a Anninha falou aqui. E me irritei um pouquinho com o Ross. Ele é mimado. De verdade. É mimado, se irrita muito fácil, é bem rancorosinho, e eu confesso que comecei a ficar com medo do que eu estava começando a pensar sobre o Ross. Porque eu AMO o Ross, e acho que ele e Rachel são o casal perfeito, e eu não devia recomeçar a assistir Friends se isso fosse acabar com a imagem imaculada que eu tenho dos dois juntos. OK, nem tão imaculada assim, porque né…
Mas aí os episódios vão passando, e a primeira temporada termina exatamente quando o Chandler deixa escapar que o Ross é apaixonado pela Rachel. E aí eu já senti aquela pontada no coração que eu acho que por mais que eu assista Friends 1000 vezes nunca vai passar. E aí sumiu todo o resto. O Ross pode ter milhões de defeitos, mas Ross will be Ross. Não tem jeito.
Ele vai ser pra sempre o Ross. Aquele que se apaixonou pela Rachel aos 15 anos e a amou a vida toda. Aquele que olha pra ela como se olhasse para um diamante. Aquele que declara para quem quiser ouvir que o defeito de todas as outras mulheres no mundo é que elas não são a Rachel. É aquele que olha nos olhos dela e diz que SEMPRE foi ela. E só.
É o Ross, cara. O Ross. Ele pode ter o defeito que for, mas ele vai ser sempre o Ross da Rachel. E meu coração sempre vai me dar pontadas quando vejo cenas dos dois. E eu sempre vou chorar quando olhar a carinha de Rachel esperando-o no aeroporto com aquele buquê de flores na mão. Sempre.
Afinal de contas, ele pode ser o que for. Mas acima de tudo, ele é a lagosta dela. E ponto final.
He is her lobster.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Meeting Lucy
Faltam 28 dias para a estreia de “Submarino Amarelo”, a minha nova peça. Amantes dos meus posts sobre teatro, pululem! O texto foi escrito por uma ex-colega de turma nossa, a Ju, e ela se baseou no filme homônimo, que conta a história de uma cidade que vive de cor e alegria, até que chegam os azuis do mal, disseminam a tristeza, e então, o sargento da cidade tem que entrar no Submarino Amarelo para buscar os Beatles, os únicos capazes de salvar a cidade, com sua música. Amantes dos Beatles, pululem!
A Ju manda muito bem, fez uma adaptação super bacana, de acordo com o número de pessoas do elenco. O sargento, no filme, não tem uma assistente. Mas na nossa peça ele tem. É a “Lucy Nocéucomdiamantes”.
Quando eu bati o olho no texto, gostei de cara da Lucy, mas deixei baixo, porque também tem outras personagens super bacanas. Até que a Ju olhou com aqueles olhões expressivos dela pra cima de mim e falou: “Guria, você é total Lucy! Eu escrevi a Lucy pra você!”. Pronto. Juntou a fome com a vontade de comer.
Quando, sexta-feira, a professora olhou pra mim e disse: “Ana, você vai fazer a Lucy”, eu não hesitei em pular da cadeira, e voar em cima dela para abraçá-la, de tão feliz que fiquei.
Até agora, sei que a “menina com olhos de caleidoscópio”, ao contrário da Clarinha, fala mais que uma condenada. Sério. Comecei a grifar as minhas falas com meu marca-texto roxo, e tenho a sensação de que caiu um balde de tinta roxa naquelas páginas. Minha amiga apontou o dedo pra minha cara e riu da minha situação, quando resolveu folhear meu texto. A Lucy fala o tempo todo. Ela usa uma roupa rosa, meias listradas de branco e preto, peruca cor-de-rosa, coturnos e meias verde-água que mais parecem polainas. Fashion que só ela.
Lucy é meiga como a Clara, mas ao invés de comer margaridas, ela se alimenta de cor, música e amor. Gente, ela vive de amor! Olha que gracinha! Além disso ela é enérgica, vai atrás do que quer, ensina ao sargento como se salva uma cidade, e não hesita em sentar dentro de um submarino amarelo e guiá-lo para o lugar onde ela quer que ele chegue. Seu sonho é que todas as pessoas se unam e o mundo se torne um só. E ela diz que não se importa se os outros dizerem que ela é uma sonhadora, porque ela sabe que não é a única. Enquanto Clara segurava seu desespero e falava de forma tranquila e doce, Lucy atropela as próprias palavras e às vezes até esquece de respirar. Todos sabem o lugar que a Clara ocupa na minha vida. A Lucy tá aqui, prontinha para conquistar o dela!
Hoje passei uma parte (deliciosa, por sinal) do meu fim de tarde às voltas com meu mais novo projeto: conhecer, amar, e ser Lucy Nocéucomdiamantes. Está sendo divertido e delicioso. Vamos ver o que vem pela frente!






