domingo, 22 de agosto de 2010

Sonhar ou não?

Pra falar a verdade essa é uma pergunta que nunca passou pela minha cabeça. Porque pra mim não existe o ato de não sonhar. E se eu não conhecesse uma pessoa que diz pra mim que prefere não sonhar, eu não acreditaria que isso existe. Mesmo. Porque sonhar é uma parte muito importante da minha vida. É o que eu faço antes de dormir, quando estou no carro, quando ouço música, quando estou no meio da aula chata e não consigo prestar atenção..

Acho que sem os sonhos a vida seria incompleta. Porque eu acho que só a realidade não é suficiente. Porque às vezes a realidade é simplesmente dura e chata, e os sonhos podem ser uma fuga gostosa. Lógico que não dá pra viver de sonhos. Mas eu acho também que não dá pra viver sem sonhos. Há que existir um meio termo.

Vi uma frase uma vez que diz: ‘Sobre sonhos, antes o desespero de não os ter realizados do que o enorme vazio de não tê-los.’ E eu concordo em gênero, número e grau. Posso ser radical nesse assunto, mas acho mesmo que uma pessoa que não tem sonhos tem um grande vazio por dentro. Algo que eu não quero experimentar nunca. Porque o dia que eu parar de sonhar, é com certeza porque parte de mim morreu.

sábado, 21 de agosto de 2010

Os 18 dela!

Não foi a tanto tempo atrás que nos conhecemos. Ah vai, talvez tenho sido, mas passou tão rápido que não deu pra perceber. Eu tinha 4 anos, ela tinha 3. Ela já era ‘veterana’ na escola, porque a mãe dela trabalhava. Eu, com a minha mordomia de poder ter mamãe em casa, só estava vivendo o meu primeiro dia de aula naquele momento. Não lembro de muita coisa que me aconteceu nesse dia. Mamãe diz que eu disse tchau pra ela, e prontoacabou. Fiquei ali na escola como se sempre tivesse feito aquilo. Bom, disso eu não lembro. Mas lembro que vi uma menininha. Morena. De cabelinhos cacheados. Eu consigo lembrar de uma cena. Da gente no parquinho da escola. Trocamos meia dúzias de palavras e então eu perguntei: Quer ser minha melhor amiga? Com a desenvoltura de quem fazia essa proposta milhões de vezes, quem vê pensa. E ela disse: Sim. E pronto, começou! Existem boatos de que já tinhamos nos visto na pracinha, e conversado, enquanto eu brincava com um baldinho lilás. Mas acho que o marco da nossa amizade na minha cabeça ficou na minha proposta de melhores amigas, e é só a partir daí que minha memória me permite contar. Enfim, depois disso, já descemos no escorregador muitas vezes. Já fomos flor e bruxinha na peça da festa de primavera da escolinha. Eu já me ‘apaixonei’ pelo irmão dela quando tinha 5 anos e ele 6 e ela tentou impedir ele de me dar um fora pelo telefone (hahah, imaginem! Eu lembro perfeitamente disso, acho que traumatizei, hahahaha). Já brincamos de barbie. Já espalhamos amoeba na varanda pra jogar água e escorregar em cima, quando minha mãe descobriu e quase nos matou. Tivemos que encarar uma mudança de cidade aos 7 anos, e choramos muito por isso. Escrevemos cartas de despedidas uma para outra. Ligávamos e jurávamos que apesar de conversarmos com outras meninas, elas sabiam claramente que a melhor amiga não era nenhuma delas (observem a fidelidade!). Hoje a casa já caiu tem tempo e já não somos aquelas menininhas que sentavam no computador pra pintar desenhos da barbie. Hoje nós duas já temos 18. Hoje eu faço o 2º período de jornalismo e ela o 1º de direito. Hoje a gente continua se falando e trocando confidências como era aos 4 anos. Porque por mais que nos falemos menos, nos vejamos menos, não brinquemos mais de barbie, eu sempre sei que tem alguém, em algum lugar, que sempre estará ali pra mim. E ela sabe que eu também sempre estarei aqui pra ela. Ou melhor. Ali com ela. E hoje eu peço que Deus a proteja sempre, e dê muitos, muitos anos de vida! Muitos amigos, mas só porque eu tenho certeza que nenhum nunca vai tomar o meu lugar, assim como ninguém nunca tomará o dela. E não desejo 1000 amores pra ela não. Mande 1 só que valha por 1000, porque ela merece!
Feliz aniversário Arianne, minha eterna-melhor-amiga-de-infância! Que sua vida seja recheada de coisas boas, e que esses 18 sejam só o começo!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O glamour dos estetoscópios

medicina

Teve um projeto lá na faculdade que se chamou: Doador Universitário. Durante 3 dias, um stand foi montado, e ficavam ali enfermeiras. O barato da coisa era alunos se cadastrando para ser doador de medula óssea. A LINK, agência de relações públicas, que na real virou agência de comunicação, é uma agência escola lá da minha facul, que é bem bacana, toda formada e coordenada por alunos e tal. Foi uma das diretoras da link que trouxe esse projeto pra PUC, e os outros participantes ajudavam a coordenar na hora. Eu fiquei na quarta de tarde, dia em que o stand estava no bloco verde. Para os que não estudam lá (haha), o bloco verde é o bloco de Ciências biológicas e da saúde. E no meio daquele cheiro de hospital e daquelas pessoas andando de lá pra cá com pelo menos um pedaço da roupa branco, me deu uma saudadezinha do sonho que eu tinha de criança de fazer medicina. Aí já vem aquela cisma de universitário: Ai, porque eu não to fazendo medicina mesmo? Sim, porque cisma de universitário é algo engraçado. Eu amo meu curso, mas sempre que vejo algo legal de outro penso: Porque não to fazendo isso? Hahaha. Continuando, ali naquele bloco tinha também uma lojinha onde vende livros de medicina e estetoscópios! Cara, uma menina foi ali, de jaleco branco, e comprou um estetocópio vermelho! Me deu muita vontade vestir um jaleco branco, chegar ali e falar: Oi moço, quanto é o estetoscópio? Muuito glamour! Ai eu fiquei megadepressiva pensando aonde foi que eu errei, e porque diabos não estava fazendo medicina. Ai resolvi espiar pra trás da parede do stand das doações né. Aí vi uma menina estendendo o braço em cima da uma almofadinha. E as mãos de uma moça de jaleco branco amarrando o braço dela com uma ‘borrachinha’. E depois passando um algodão. E vindo com aquele monstro chamado agulha. Ai eu pensei: Thanks God, estou bem longe disso aí! O glamour do estetoscópio pra mim acaba com certeza na hora que aparecem algodões com álcool seguido de agulhas pavororas. Fico tranquilamente mais feliz com o papel e as palavras. Relatar os acontecimentos de forma legal também pode ter glamour se for bem feito. E nem precisa de furar alguém. =]

terça-feira, 17 de agosto de 2010

I love the way you lie

Mentiras são terríveis. Essa frase é comum, e todo mundo costuma afirmar que sempre prefere a mais terrível das verdades do que uma mentira. Acho não hein? Hoje ouvindo a música da Rihanna com o Eminem, cujo nome foi parar no meu título, fiquei pensando nessa frase, e de como as vezes, mentiras e o jeitinhos que as pessoas as contam são necessárias. E não são de fatos mentiras mentirosas. Podem ser sinceras, como dizia Cazuza. Ou vai dizer que quando você está mal prefere que alguém venha e diga: Olha, essa situação é terrível mesmo viu? Not. Por mais que você saiba que está na lama, só você pode achar isso. O melhor é que os outros nos abracem forte, digam aquela mentirinha de que não pode ser tão ruim, e te dizem que tudo vai passar. Prometem que tudo vai passar. Mesmo sem poder prometer. Eu amo o jeito como essas pessoas mentem. Amo o jeito como meus amigos me disseram que fariam de tudo para que eu não me mudasse. Eu sabia que não podiam fazer absolutamente nada. Eles também. Mas o fato deles dizerem isso preenchia seus corações e o meu com um pouco mais de calma. Amo também o jeito que minha avó dizia que nunca ia morrer, só porque eu pedia desesperadamente pra que ela dissesse isso. Amo o jeito dos meus amigos de me dizerem que eu era a garota mais linda da festa, quando eu bem sei que na verdade eles olharam pra 500 outras e nem lembraram de olhar pra mim. E nem reclamo, lógico, eles tem mais é que olhar pras novas, tão cansados de me ver, haha. Enfim, mentirinha pode ser carinho também. And I really love the way they lie.