quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Owwn!

Quando eu entrei no teatro da escola, no começo de 2008, não acreditei quando o professor falou que quando o bichinho do teatro nos morde não conseguimos nos livrar nunca mais. Paguei a língua. Acho que foi uma coisa que me fez apaixonar desde a primeira aula, e desde então eu me tornei viciada naquilo. Contava os dias pra chegar as sextas-feiras. Claro, porque é quase fim de semana, mas também porque era o dia que eu ficava a tarde toda respirando teatro. Fiz em 2008, fiz em 2009, ri, me desesperei pra decorar falas, chorei de desespero antes de apresentação, entrei no palco confiante, sai com um sorriso de orelha a orelha. Acabou a escola, acabou teatro. Acabou passar a tarde inteira com meus amigos, acabou subir no palco, acabou. Vim pra Curitiba, entrei na faculdade, e desde então, todo mundo me cobrava: Ana Luísa, e o teatro? Você já procurou um lugar pra fazer? Eu queria, mas não tinha corrido atrás.

Minha colega da facul então falou que ela fazia, e fazia de formação. Eu cheguei em casa falando que queria fazer no mesmo lugar que ela, só que me contentava com a oficina mesmo. Foi quando papai falou: Não, você é ótima, eu vou pagar o de formação. Oi? Papai já tá me vendo a próxima Helena de Manoel Carlos. Enfim, me matriculei e as aulas começaram na terça.

8 pessoas legais (incluindo eu, que sou a mais legal de todas, claro, hahaha) e uma professora fantástica. A primeira aula já foi incrível, a segunda então, que foi hoje, nem comento. Ri a tarde TODINHA. Foi empatia instantânea, de todo mundo com todo mundo. E como dizia meu primeiro professor de teatro, aquele na escola, que fez tudo isso começar: Minha obrigação é transformar esse aglomerado de pessoas num grupo. Puxa, nem precisamos de esforço, sabe? Tenho certeza que já somos um grande grupo, e que ainda vamos passar muita coisa boa juntos nesses 3 anos de curso. E tenho dito!

Ah, preciso explicar o título né. É que assim, a professora tá tão apaixonada por nós que resolveu fazer uma rodinha no fim da aula, pra todos darem as mãos. Aí cada um deveria dizer uma palavra pra sintetizar o que foi a aula. O Jefferson então disse: Alegria. O Lucas então disse: Amizade. Ai eu, que nem tava de vez, disse: OWWN! Sabem, Owwn, de: Que fofinho? Pois é, eu soltei essa. Aí todo mundo riu. Depois disso, cada pessoa que falava, alguém falava: OWWN. No fim das palavras, a Gab (prof) disse: Agora escolheremos uma dessas palavras, nos abraçaremos e gritaremos ela bem alto. Qual vocês escolhem? Nem precisamos nos olhar pra responder. Foi meu OWWN, claro! E todos ensaiaram um OWWN bem bobo alegre, que nem foi o meu, e gritamos juntos e abraçados. Alguém tem dúvida de que seremos um belo grupo?

PS: Quando eu tiver uma foto eu posto.

PS2: Meu grupo do teatro da escola rendeu uns 90% dos melhores amigos que eu tenho na vida. Desconfio de que o teatro seja uma boa forma de unir as pessoas. =]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Existe um cara..

Dia_dos_pais 

Foto retirada do site Getty Images

… que talvez nunca tivesse a ideia de ser pai no topo de sua lista de prioridades. Mas a gente tem que dar um desconto, ele não devia saber como era bom. Acontece que esse cara deu de casar com uma moça que amava essa idéia desde pequenininha. E ele também até que se animou pra ter um bebê. Já sonhava em dar uma netinha pra sua mãe, que teve 2 meninos, e perdeu 2 meninas. Nasceu a guria, e ele queria fechar a fábrica. Acontece que a moça, aquela que é casada com ele, veio de uma família de 13 irmãos. Jamais que ela ia deixar sua princesinha crescer como filha única. Decidiram ter outro filho, e dessa vez ele sonhou foi com o garotão. Já pensava nos autoramas, nos jogos de futebol. Um belo dia, no meio de uma ultrasson, a médica diz: É menina. E ele teve que se acostumar com a ideia. Depois dessa outra menina, a moça ainda perguntou se ele queria tentar um menino. Ele disse que não, pois já estava em desvantagem. – Se for outra menina, estou ferrado! E então eles fecharam de vez a fábrica.

Ele não teve o Caio que tanto queria, mas tem 2 meninas pra chamar de suas. 2 meninas que já passaram altas tardes brincando de ferrorama com ele. E também, 2 meninas que já o fizeram segurar bonecas dizendo: – Segura ai a sua netinha, pai.

E ele aprendeu a ser feliz. Entre trenzinhos e barbies, hoje eu tenho certeza de que ele é realizado. Mesmo quando eu e minha irmã tagarelamos sem parar na hora do jantar e ele manda a gente calar a boca porque quer ouvir o jornal nacional. Mas a gente fala mesmo, porque no fundo, temos certeza de que ter a gente em casa tagarelando todas as noites é que faz ele ser feliz. E se nós somos as princesas dele, é porque ele é com certeza o nosso super-herói.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Já deu de inverno

Porque no verão tudo fica melhor. Eu não preciso sair de casa parecendo um astronauta de tanta roupa. Aliás, no verão eu realmente tenho vontade de sair de casa! No verão, minhas bochechas ficam com aquele rosa vivo, de sol. No inverno, fica somente com aquele rosa de.. queimado de frio. No verão tudo fica mais colorido, as pessoas ficam mais alegres, a roupa que temos que colocar se resume a um short e uma blusinha. Isso quando não é somente o biquini. Dá vontade de ficar o dia todo na água, conversando de baixo do sol. Ou mesmo de deitar no chão só pra esperar uma brisinha de vento. Brisa essa que é maravilhosa quando chega. Ao contrário do inverno, onde eu tenho que ficar xingando esse vento insuportável de Curitiba, que praticamente me leva até o meu bloco quando chego naquela filial do pólo norte que os meros mortais costumam chamar de PUC. Não gente, eu amo a minha faculdade, mas que é particularmente frio lá, isso é. Quando vemos um raiozinho de sol, procuramos logo um espacinho para largartear ali. Mas hoje nem isso tinha. Frio e nublado. É por isso que eu digo: Chega de inverno. Cansei de criar mofo e de ligar aquecedor no banheiro pra tomar um simples banho. Cansei de acordar com vontade de chorar só de pensar em tirar o pijama. Sério, cansei. Quero sol, quero 35º graus no mínimo, quero ventilador ligado, quero mais vida. Quero fazer um post sem estar com os dedos congelados.

Vou colocar essa foto de consolo, só pra saber que o verão ainda existe, e que por mais que o inverno pareça durar para frente, eu sei que ele volta!

DSC00480

“Do verão viemos, ao verão voltaremos'”

E tenho dito.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ricordare è vivere

DSC01341

Porque eu disse num post aí pra trás que quando eu comprasse um scanner eu colocava uma foto minha de bebê. Mas a dona Mari aqui disse que isso era desculpa, e que eu devia tirar uma foto da foto. Não achei que fosse ficar bom, mas tenho que admitir que não ficou ruim.

Essa sou eu com 7 meses. Com os olhinhos apertados, e uma boca sem nenhum dente. Roupinha cheia de desenhinhos e um lacinho bem maior do que o que a quantidade de cabelo necessitava. Mas vai falar que eu não era uma bebê fofinha?