sábado, 9 de outubro de 2010

Quando se luta pelo direito de ser dona de sua própria vida.

Ontem eu fui à locadora despretenciosamente. Não tinha muita coisa em mente, mas fiquei animada com a ideia de ficar olhando as prateleiras tentando buscar algo que me chamasse a atenção. Como eu não sou nem um pouco cinéfila, tinha tempo que não fazia isso. Chegamos lá, e enquanto meu pai procurava os filmes que ele queria, eu dei de cara com “Uma prova de amor". Li a sinopse e me agarrei àquele DVD. Mas confesso que não esperava tanto quando coloquei ele no aparelho hoje.

Pra começar, quando eu levei o Dvd até o balcão, o moço me disse que era o filme mais-feito-para-chorar ever. Eu disse que imaginava, mas fiquei na minha porque dificilmente eu choro em filme. Chorei em Ponte para Terabítia e Marley e Eu, mas ao assistir o famoso Um amor pra recordar, em que todos dizem nadar nas próprias lágrimas, eu, apesar de ter gostado muito do filme, não derramei uma gota se quer. Portanto, não levei muito em conta a questão do choro e trouxe o filme pra casa.

Quando eu acordei hoje, meus pais não estavam em casa e minha irmã estava dormindo. Eu fui então pra sala, me enrolei no meu edredon, minha cachorrinha deito do lado, e eu liguei o filme.

Qual foi a minha surpresa quando, com no máximo 10 minutos de filme, eu já tinha começado a chorar. E então, depois de algumas horas que eu já terminei de vê-lo, só de lembrar eu já quase choro.

Não sabia direito o que escrever nesse post, mas sabia que precisava fazê-lo, porque o filme me deixou realmente marcada. Então fui procurar uma foto dele, e vi uma foto da capa com essa frase que eu botei no título em cima. Frase esta que expressa direitinho o tom do filme. Um filme que retrata Kate,uma menina que tem leucemia desde os 2 anos, e hoje tem 15. Ela quer ser a dona da própria vida se entregando à morte, porque ela não aguenta mais. Mas a sua mãe não deixa. Do outro lado, existe Anna, a irmã de Kate, que foi ‘produzida’ para ser 100% compatível com Kate para poder salvar sua vida. Desde que nasceu, então, Anna é obrigada a doar tudo para Kate, sempre que ela precisa. Ela não quer mais isso, quer ser a dona da própria vida. E a mãe a obriga.

Enfim, mostrando cenas de Kate querendo ser livre, e de Anna lembrando dela aos 4 anos sendo colocada a força numa mesa de cirurgia me deixava aos prantos no sofá.

Ao final, o filme se revela ainda mais encantador, com um fato lindo que eu não vou escrever pois é muito spoiler, mas que faz a gente pensar em tudo o que acontece com essas irmãs. No meio disso ainda tem o pai e o irmão do meio, Jesse. E a capa do filme ainda pergunta: Até onde você iria para salvar sua família?

É algo que me fez pensar bastante. Uma história onde todos tem razão. Kate, que não aguenta mais sofrer. Anna, que não é um mero corpo. E a mãe, que quer desesperadamente salvar a vida da filha.

14 comentários:

  1. Esse filme é lindíssimo.
    Me emocionei muito, a ponto de terem que dar pause até eu conseguir me recompor. Fico imaginando como deve ser pra quem tem irmãos...
    Marley & Eu é uma grande decepção cinematográfica, aquele velho problema das adaptações livro-filme.
    E Um Amor Para Recordar é a coisa mais brega de todos os tempos (apesar de eu amar a parte que o carinha realiza os sonhos da menina, levando na divisa da cidade para estar em dois lugares ao mesmo tempo...). Mas eu sempre me comovo.

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  2. Olha, hoje eu peço perdão do fundo do coração, mas só vim mesmo avisar que como o meu blog http://lenjob.blogspot.com está completando CINCO ANOS eu postei lá DEZ POEMAS novinhos de presente e aguardo sua visita prometendo voltar aqui para degustar do seu.

    João Lenjob.

    Terremoto
    João Lenjob

    Porque na natureza de seus olhos
    Tem o infinito que nenhuma outra tem
    E tem amor como ninguém
    O sonho que maior, que tudo pode ser
    A alegria de corresponder ao meu olhar
    E apreciar o feitiço que provoca
    Invoca, convoca.....
    Que clama no sorriso que acompanha
    Que irradia a atenção
    Trepida o coração como terremoto
    Sem noção de calma ou existência
    De causa ou consequência
    Que faz dançar o sangue como bailarino
    E não cansar a retina paralisada
    Solitária no tremer sem fim de todo corpo
    Num intenso brilho seu e todo constante
    E na eternidade de seu olhar.

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  3. Sabe que ando sem coragem pra ver estes filmes em que se chora desde a primeira cena? A vida já é tão difícil.... rs.... eu choro por tão pouco! Juro. Tem um filme que tem tudo pra ser super leve - e é - chama-se: "quatro amigas e um jeans viajante". Eu choro à beça, neste filme. Enfim. Daí eu pego este, da sua resenha, e entro em depressão! rs
    beijos, Ana.

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  4. Ana, li essa sua sinopse do filme pro meu marido agora. Precisamos alugá-lo. Vira e mexe pegamos um filme pra assistir comendo pipoca. Ainda mais nesses dias frios que anda fazendo por aqui! E esse parece realmente lindo! E sim, eu vou me acabar de chorar, desidratar mesmo! rs

    Um beijo, querida!

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  5. Nunca tinha ouvido falar deste filme, vou ver algum dia...
    Ponte para Terabítia foi um dos filmes em que eu mais chorei, mas não chorei nem um pouco em Marley e Eu. Um Amor pra Recordar é MUITO bom e emocionante, mas não a ponto de nos fazer debulhar em lágrimas, meu olho lacrimeja no final, porque tenho pena do carinha.
    No fim, adoro filmes românticos/dramáticos, sempre trazem algo para eu refletir e tanto em teatro quanto em cinema, o que eu acho mais legal é voltar para casa com algo para pensar sobre!
    Bom feriado para você, Ana!

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  6. nossa, me acabei de chorar vendo esse filme!

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  7. Viajeiro das perdidas madrugadas
    Navegante de barcos de papel
    Preso aos brandais desta Nau da esperança
    Afugento a fome com pão e mel

    Mato a sede na saliva das tuas palavras
    Tempero o sentir com o sal das tuas lágrimas
    Recolho uma flor que eclodiu do basalto
    Gerado num vulcão de sete chamas


    Doce beijo

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  8. Adorei o texto. Acho que já ouvi falar dele, mas nunca assisti. Agora estou querendo muito ver, parece maravilhoso. Também não chorei com Um amor para recordar. Beijos.

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  9. Nossa Ana...só de ler já dá vontade de chorar...confesso que não gosto de dramas, mas esse deve ser show....vc é bem corajosa..rs
    Bjks

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  10. Lindo, lindo, lindo! Também não sou de chorar em filme, mas esse me fez chorar muito! Aliás, quero assistir de novo. Assisti quando saiu no cinema. E já entrou pra minha lista de fimes preferidos. Fez uma bela escolha e eu amei o post.

    Beijos!

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  11. Menina, chorei HOR-RO-RES com esse filme! Até hoje tenho medo de assistir de novo e não me aguentar de chororô! E meu marido? Super durão, não chora com nada, derramou lagriminhas! hehehe.. Mas é lindo mesmo, todo mundo devia assistir...

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  12. Eu li My Sister's Keeper, o livro no qual o filme foi baseado e, putz, é de chorar demais! Por isso nem tive coragem de assisti-lo... =P

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  13. A historia é forte mesmo e parabéns pela breve e boa dissertação.
    Adorei!!! Bom, atualizei meu blog http://lenjob.blogspot.com com cinco poemas novos novamente e peço que visite http://castelodopoeta.blogspot.com porque é um Projeto Cultural bom pra todo mundo e quero a opinião de todo mundo. Abaixo poema. Se possível divulgue por gentileza.

    João Lenjob.

    Meu Amor
    João Lenjob

    Violei meu peito
    Com violência
    Estanquei meu jeito
    Com inconsciência
    Fui cortada ao meio
    Com facadas nas costas
    Fui inconsistente no sentir
    Não amei meu coração
    Sofrendo por dedicação
    Sem orientação
    E nada aceito
    A vontade é de morrer
    Quero amar o meu amor
    Ser amada, meu amor
    Sem desculpas, perdão, meu amor
    Como é, meu amor,
    Volte.

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  14. Nunca tive coragem de ver esse filme, e nem aquele do Richard Gere e um Akita (qual é o nome?), porque eu sei que eu me acabaria de chorar. Outro filme que toda vida que eu choro, choro só de pensar, é UP... Amar alguém intensamente e pensar em perdê-lo é horrível.

    Mas acho que vou assistir o filme... Um dia, quando estiver sozinha e apta a vê-lo!

    Beiiijo!

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