quarta-feira, 26 de agosto de 2015

10. O menino das mil facetas - 26/31

Livremente inspirado nesse blog genial aqui

Eu comentei rapidamente aqui nesse texto aqui sobre o semestre em que passei fazendo monitoria em uma turma das crianças pequenas na escola de teatro. Então, o meu xodó era a Mariana mesmo, mas uma coisa que você descobre convivendo semanalmente com o mesmo grupo de crianças é que você pode se apaixonar por várias delas diversas vezes porque se tem uma coisa que criança não faz é abraçar a monotonia da rotina, coisa que nos adultos fazemos muito bem e que não tem a menor graça. Crianças são cheias de histórias. Uma vez eu li alguém falando que crianças são aqueles seres que mudam as perguntas quando a gente pensa que encontrou as respostas, e eu achei essa definição genial.

Crianças, em suma, inventam moda. Se elas dão a sorte de ter pais que estimulam as invencionices, aí é um prato cheio. O Rodrigo é um desses.

Primeiro dia de aula e chega na sala um garotinho vestido de Capitão América. O corpo docente se derreteu no ato, mas ainda nem sonhávamos com o que encontraríamos sábado após sábado – e encontramos muita coisa.

Durante todo o semestre em que eu acompanhei de pertinho, Rodrigo apareceu de Jack Sparrow, de diretor de cinema com claquete e tudo, de “adulto” e, pasmem, de CUPIDO, com asas nas costas e carregando uma flecha na mão, só porque era a semana do dia dos namorados. Neste dia inclusive, coitado, ele teve que flechar metade da escola, porque não tinha um só adulto que não se derretesse ao olhar para aquela figura.

Rodrigo tinha 5 ou 6 anos na época e cada conversa que até Deus duvidava. Era nítido o quanto ele tinha acesso à cultura, ao cinema e aos livros desde pequenininho, e era a gente que ganhava com sua criatividade e as histórias que ele contava. O tempo passou.

Eu parei de ser monitora, Rodrigo passou para a turma dos “gigantes” de 7 a 9 anos e vez ou outra eu via o menininho passar fantasiado de alguma coisa, mas tinha tempo que eu não conversava com ele. Até o sábado retrasado.

Sábado retrasado era eu que estava responsável pela escola e sua mãe chegou para fazer sua matrícula. Ele estava de paletó e chapéu na cabeça e falava com um ar misterioso, algo que me soou como uma mistura de James Bond com Poderoso Chefão, sabe assim? Só faltou o bigode.

Enquanto a mãe fazia a matrícula na secretaria, me ofereci para levar o garotinho para a sala de aula e aproveitar para matar as saudades enquanto subíamos as escadas. “E aí cara, você cresceu hein? Tá tudo bem? Como foi de férias” e blablabla, seguia eu com meu papinho de tia chata enquanto ele concordava com a cabeça e dizia pouquíssimas palavras. Até que de repente ele me solta um: “Você lembra de mim?”.

Eu, chocada com o fato do menino cogitar que eu tivesse esquecido dele, soltei rapidamente um “Mas é claro, menino! Fui sua professora!”, ao que ele, abaixando levemente a cabeça, levantou uma das sobrancelhas e me veio com essa: “Mas mesmo com esse chapéu?”. BA DUM TS.

Eu estava subindo a escada lépida e faceira conversando com o Rodriguinho que eu achava que conhecia, enquanto ele estava, para variar, em outro plano existencial, provavelmente chefiando a máfia italiana e ficou incomodadíssimo que eu batia um papo aleatório com ele sem nem saber quem ele era. Enquanto eu perguntava das férias ele pensava “Vem cá, eu te conheço” e eu não entendia porque ele estava tão quieto. Era óbvio, eu tinha esquecido mesmo, Rodrigo nunca é apenas quem aparenta ser. Às vezes ele é o Dom Corleone e as pessoas é que tem que se adaptar ao babado.

Quando eu retornei à secretaria gargalhando e contando a história, a mãe dele gargalhou com aquela cara de “mais uma do Rodrigo” e rapidamente foi para a casa sem pensar mais uma vez no acontecido. Enquanto isso, eu e o meu colega da secretaria estamos trabalhando há 10 dias sem acidentes olhando um para a cara do outro toda hora e perguntando: “mas hein, MESMO com esse chapéu?”. Crianças. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

I couldn't care less - 25/31

Ontem a Anna definiu no twitter, de forma muito exata, o que estão sendo esses últimos dias de BEDA:

Está tanto parecendo o fim do ano que veio, inclusive, com todas as fases. A terceira semana estava mais ou menos como outubro: quando as decorações de natal começam a aparecer e você quer lutar contra elas, mais ou menos aqueles feelings de "COMO ASSIM JÁ TÁ NO FINAL AINDA TENHO MUITA COISA PRA FAZER" misturados com uma boa dose de nostalgia. Mas aí como todo outubro passa e novembro também, chegamos rapidamente àqueles últimos dias de dezembro antes das férias que ninguém aguenta mais e a gente não sabe nem que dia é hoje porque nem entende mais de calendário, de tão cansada, sabe? E foi mais ou menos esse mal que me assolou hoje, quando acordei às 9h30 da manhã e fui conferir se meu post estava no ar e... nothing.

Levei o maior susto quando vi, corri para ver o que tinha programado e descobri que fazia todo o sentido do mundo não ter nem post hoje, simplesmente porque eu não tinha escrito. Salvem a blogueira doida, eu fui engolida pelo calendário. Tenho posts programados para amanhã e quarta (amém) mas não tinha nada para hoje porque fiquei um mês inteirinho pensando nesse meme e, adivinhem, não consegui as respostas, de modo que estou começando o texto de forma totalmente randômica e enrolando todo mundo na cara dura, hehe.

Olha só, a proposta bedística coletiva que eu e minhas amigas tínhamos para o dia 25/08 era aquele meme de elencar 5 coisas para as quais não damos a mínima. Só que eu acho que eu tanto não dou a mínima que não consigo nem lembrar que coisas são essas para que possa elencar de verdade, de modo que vou tentar pensar aqui, agora, ao mesmo tempo que faço a lista, e ver no que dá.

1. Filmes
Não é que eu não goste de filmes, eu gosto. Meu filme favorito da vida tem mais de 3 horas e eu já assisti umas 20 vezes. Fui em todas as estreias de Harry Potter que pude e fico esperando ansiosa cada vez que sei que está para sair um filme que eu estou louca para assistir. Mas de um modo geral eu não ligo muito para o assunto. Sei que é uma falha de caráter, ainda mais para alguém formado em comunicação, mas não tenho muito repertório cinematográfico e não é raro que eu fique boiando enquanto minhas amigas falam de filmes antigos e/ou fazem suas previsões para o Oscar. Não ligo.

2. Álcool
Mais uma vez, não vou falar que eu não bebo - mas quase não bebo. Sempre fui muito fresca pra comer e não gosto do gosto da maioria (para não dizer de todas) as bebidas alcoólicas possíveis. Meu sonho é encontrar um vinho bem doce que toque fundo no meu coração, mas por enquanto a regra geral é que prefiro mil vezes um suco de uva fraquinho, sabe assim? Acontece que eu acho divertido beber de vez em quando numa festa, mas se eu não beber está tudo bem também. Me divirto muito bem sem esses artefatos, nunca serei o tipo de pessoa que vai fazer bico porque acabou a cerveja, sabe? Em reuniões de amigas eu acabo sendo a chata do rolé que pede pelo amor de Deus para não estragarem o brigadeiro colocando vodca na sua composição. Desculpa, miga, mas brigadeiro já é perfeito sendo chocolate com leite condensado, sabe? Me ama mesmo assim?

3. Que me vejam de lingerie (?)
Calma. Isso não significa que vou sair andando de lingerie por aí para que as pessoas assistam, nem que vou tirar foto e colocar na internet. É só que não me importo se alguém, por ventura, me ver trocando de roupa ou algo do gênero. Acho quem dos paradoxos mais bizarros que existem na sociedade é essa diferenciação que as pessoas insistem em fazer entre os biquinis e as lingeries. Não consigo enfiar na cabeça que está tudo bem desfilar de roupa de banho por aí e que é o fim do mundo se alguém te vê de calcinha e sutiã. Na época que eu fazia teatro tinha vezes que a gente tinha que trocar tão rápido de roupa que todo mundo se ajudava e de repente, quando eu parei para pensar, eu tinha um colega abotoando o vestido e outro ajudando a subir a meia calça, sabe? E nesse entre-meio, sim, eu estava de calcinha e sutiã na frente de dois seres do sexo masculino (JULGUEM). Sou do tipo que tanto não se importa com o babado que nunca lembro de fechar a janela na hora de trocar de roupa e se por acaso eu tiver um vizinho curioso ele está feito na vida. Outro dia meu primo entrou no meu quarto para guardar o edredom e esqueceu de bater na porta. Eu estava me vestindo. Ele se assustou e ficou todo sem graça enquanto eu segui parada, olhando pra cara dele com o semblante mais plácido que poderia fazer. Era só calcinha e sutiã, gente. Meus biquinis cobrem menos que aquilo, sabe? Desse susto eu não morro.

Sério mesmo que vocês acham esses robozinhos amarelos TÃO sensacionais assim? Me contem mais sobre isso. 

5. Calorias
Pode ser porque eu nunca tive problemas com peso, mas a verdade é que eu nunca fui dessas que olha número de calorias nos rótulos das coisas ou deixa de pedir uma sobremesa no restaurante por medo de engordar. Nunca fiz dieta na vida e acho que a vida é muito curta para a gente não comer algo que está com vontade só para porque é gordice. O apelo de ser saudável é totalmente justificável, inclusive tenho que melhorar muito nisso, mas fico consternada com gente que tem corpão e, para mantê-lo, nunca sai da salada e malha até se estiver em um hotel fora do país em um feriadão, sabe? Vamos abraçar o equilíbrio e a sanidade, pessoal. Faz bem de vez em quando. 

I'll just gonna shake shake shake shake shake

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Uma filosofia de botequim inesperada ou quase - 24/31

Deixa eu contar uma coisa para vocês: eu fui uma criança e tanto. Nem tanto na minha visão, vejam só. Eu era meio besta, não tinha quase nenhuma inteligência emocional não que agora eu tenha rs e vivia sofrendo bullying, mas aos olhos dos adultos eu era a menininha simpática e educada que sabia conversar quase feito gente grande e só tirava nota alta. Meus pais nunca precisaram esquentar a cabeça com meu boletim e eu rapidamente descobri que, se eu tinha um charme nessa vida, era esse. Eu era inteligente. Eu conseguia fazer as coisas. Eu era aprovada em tudo o que eu me predispunha a fazer... até que eu fui reprovada pela primeira vez.

Era um teste da universidade de Cambridge que a maioria dos alunos da Cultura Inglesa, hora ou outra, acabavam fazendo. Eu devia ter uns 16 anos quando tentei o meu - e eu não passei. Vamos contextualizar aqui rapidinho: eu não reprovei por 10 pontos, nem por 5. Eu reprovei por 1. Uma questão a mais que eu tivesse acertado e eu teria um certificado de proficiência em língua inglesa nas minhas mãos. Por 1 ponto. Foi nesse dia que eu descobri que o "quase" não existe.

O "quase" não existe de fato, mas se a gente pensar a fundo no conceito dá para concluir que ele é uma ótima invenção de linguagem para nos servir de consolo quando algo que tentamos não deu certo ou, também até quando escapamos por pouco de alguma desventura: QUASE caí de bicicleta mas consegui frear a tempo, ufa.

Quando eu paro para analisar a humanidade (!) e suas particularidades penso que talvez tudo o que alguém se preocupou em criar em algum momento seja para nos amenizar de alguma forma; para facilitar. A roda facilita a locomoção que, por sua vez, faz de tudo para amenizar as distâncias que devemos percorrer. Não seria diferente com as criações mais metafóricas e linguísticas. O ser humano precisava de um conceito que ajudasse a definir essa sensação de "não conseguir" ou "conseguir" por pouco. Mas é só consolo mesmo. É um afago mentiroso. O "quase" não existe.

Uma bola que bate na cesta e não entra não conta ponto. A que bate na trave não é gol se não balançar a rede e os quase gols não valem décimos de pontuação no placar da Copa do Mundo. Quando a gente quase beija alguém que ama a gente infelizmente não guarda o gosto dela na boca - e quanto a gente tira 59 numa prova cuja média era 60 a gente quase garante o certificado de inglês, mas não dá para colocar no currículo.

É duro encarar a realidade, mas às vezes é necessário receber uma epifania ou outra, mesmo que seja só para pensar sobre o assunto e depois guardar na gaveta de novo. O "quase conseguir", na verdade, apesar de nos parecer mais perto do "conseguir" do que do "não conseguir" sempre foi a mesma coisa que o segundo, sem tirar nem por. Quem quase consegue não consegue. Quem quase cai de bicicleta não cai. Quem começa a divagar sobre um advérbio de intensidade no meio de uma tarde de sexta-feira quase consegue escrever um texto decente - mas, vocês sabem, quem quase escreve um texto decente não escreve de fato, e então vou postar isso aqui mesmo porque foi o que deu para fazer. 

domingo, 23 de agosto de 2015

A maternidade por aí - 23/31

Confesso: fui eu mesma que dei a sugestão dessa “postagem temática coletiva” quando eu e minhas minas estávamos debatendo possíveis ideias para o BEDA. E fiz essa confissão antecipadamente só para falar que, assim que a dei me arrependi amargamente porque todas as meninas se empolgaram e eu passei os 25 dias desde que a sugestão foi dada de cabelo em pé tentando pensar em algum tema que surgisse do óbvio.

Vou parar de elucubrar internamente aqui sozinha enquanto vocês assistem com cara de tacho e contextualizá-los de uma vez. A ideia dessa postagem é escolher um tema que te agrade e sugerir mídias que tratem do assunto de forma interessante, sejam essas mídias livros, canais no Youtube, filmes, reportagens, o que for. E nos 25 dias que eu passei matutando tema eu não consegui pensar em nada que não fosse, tcharam, maternidade & filhos. Me internem.

Eu juro que não sou louca, mas é que eu gosto desse tema desde que sou pequena e a gente acaba querendo sempre descobrir mais sobre os assuntos que gosta, de forma que a Analu de 13 anos ligava a televisão para assistir “Maternidade” e “História de um bebê” no finado Discovery Health que hoje virou Discovery Home & Helf e fala mais de culinária, moda e reforma que qualquer outra coisa enquanto a galera falava sobre a MTV. Aliás, um segredinho, eu meio que entrei no universo dos blogs por causa disso. Quando eu tinha 12 anos e meu primeiro afilhadinho nasceu, minha prima criou um blog para falar dele. Foi futucando nesse blog que eu descobri um maravilhoso e infinito blogroll com mais UM MONTE de blogs de mães falando sobre seus bebês e suas aventuras na maternidade e eu lia todos eles incansavelmente e enfim.

Dos blogs eu fui passando para reportagens, artigos, tomando partindo silenciosamente em discussões do tipo “criação com apego”, “BLW”, “amamentação prolongada”, “cama compartilhada”, “fraldas de pano em pleno 2015” e mais um enorme leque de assuntos. Dizem que conhecimento nunca é demais, né? Então tá bom. Por outro lado, nem sou mãe ainda e já concordo demais com aquela frase que diz “Eu era uma ótima mãe até pegar meu filho nos braços” porque se tem uma coisa na qual eu tenho certeza nessa vida é a de que na prática a teoria é sempre outra. ANYWAY, tentei fugir desse assunto mas minha postagem temática vai ter que ser essa mesmo, galera. Não tem nada a ver com a ~linha editorial~ desse blog e nem com meu momento de vida e nem com nada, mas tem a ver com a pessoa maluca que eu sempre fui e é isso que tem para hoje.

LIVROS

- Vou começar indicando logo uma autora. Na verdade ainda não conheço sua obra completa, mas os três livros da Jodi Picoult que eu li falam, em suma, de amor – colocando esse foco no amor materno e até que ponto uma mãe é capaz de ir para defender a vida de seus filhos. Os que eu li foram A Guardiã da minha irmã, A menina de vidro e Um mundo à parte e todos os retratam mães em situações bem diferentes umas das outras, mas que, igualmente, beiram a loucura e a total falta de ética e discernimento quando se trata de lutar pela sua cria. As três histórias me deixaram em total estado de mindfuck enquanto eu lia, sem saber se eu concordava plenamente ou se queria dar na cara daquelas mulheres e mandar elas serem menos, mas o fato é que elas amavam os filhos sem nenhuma medida e talvez amor de mãe seja isso mesmo. Quando eu descobrir eu volto e conto.

- Vale indicar livro que eu não li ainda? Deve valer, mas só porque nem eu mesma sei porque não li esse livro ainda. Estou falando de Para Francisco, da blogueira Chris Guerra de quem muitos de vocês já devem ter ouvido falar. Para resumir, Chris estava grávida quando perdeu o namorado por morte súbita. O moço de repente estava morto dentro de casa e, segundo ela própria, seu coração só não parou junto porque tinha outro batendo dentro dela. Só por essa quote a gente já imagina a quantidade de dor transformada em poesia que a gente vai encontrar quando abrir esse livro, né? Enrolei tanto para ler que até o próprio Francisco, que na época do lançamento não devia ter mais de 3 anos, já deve ter lido a própria história enquanto eu continuo dizendo que “desse ano não passa”. Me cobrem.


TELEVISÃO

- Sou a pior organizadora de indicações que vocês conhecem, porque agora vou indicar um episódio de Grey's Anatomy que nem sei ao certo qual é, mas é entre o 7x19 e o 7x23, tá bom? Não preciso ser específica porque sei que 1) se vocês assistem à série vocês chegarão nele por conta própria 2) se vocês não assistem vocês não vão caçar um específico para assistir. Agora vem spoiler, então fujam se não quiserem saber: após os dias de agonia que vieram após o acidente da Callie e o nascimento da baby Sofia, as duas finalmente tem alta e Callie está com absoluto pavor de ir embora para casa. Ela tem medo de que sofra um novo acidente de carro e coloque a bebezinha em risco. Bailey, então, sempre ela, aparece com um discurso incrível sobre ela ter que vencer esse medo porque após ele virão inúmeros outros. Ela diz que ser mãe é, basicamente, morrer de medo para sempre porque a qualquer minuto pode acontecer alguma coisa com seu filho e você tem que aprender a lidar com isso da melhor forma possível. 

- Qualquer coisa que eu venha a falar sobre Friends não é spoiler né, gente? Enfim, o primeiro episódio que eu assisti inteiro (porque estava de bobeira e comecei a prestar atenção) foi a da Rachel parindo a little Emma. É sensacional, sério, gargalhadas garantidas.

- Algum noveleiro por acaso escapou de Por Amor e Laços de Família? É pensando nessas duas obras de arte que me dá tristeza de pensar que a mesma mente responsável por isso foi capaz de escrever aquela tragédia que foi Em Família, mas enfim. Com um dedinho de Jodi Picoult nas veias, Maneco nos entregou dois dramalhões sensacionais. No primeiro a mãe engravida junto com a filha e as duas têm os bebês no mesmo dia. Durante a madrugada, ao perceber que a criança da filha morreu ela não pensa duas vezes e inferniza a vida do médico amigo da família para que ele troque as crianças e o dela seja dado como morto para a filha não sofrer a perda. No segundo a mãe seduz o namorado de adolescência para engravidar de um bebê que possa salvar a vida da filha mais velha que foi diagnosticada com leucemia e só pode ser curada mediante um transplante. Amor de mãe. 

INTERNET

- Já falei dele aqui algumas vezes, mas não tenho como começar o nicho “internet de filhos” sem falar do Pedro Fonseca, um pai apaixonadíssimo que escreve cartas para os filhos e compartilha com a gente. Escorre amor de cada letra do que ele tenta contar e ensinar para suas 3 crianças, João, Irene e Teresa. Ele anda atualizando pouco o blog, mas continua postando algumas dessas cartas em seu Instagram, que é recheadíssimo de fotos dos pequenos. Sua esposa, Lua, também é super instagreira e inventou até a série #nodramamon para falar sobre suas aventuras sendo mãe de 3 e sobre como fica mais fácil quando ela consegue se distanciar das confusões e mudar “o tom da coisa”. Vão lá.

- Eu já era apaixonada pelo Instagram da Flávia Rubim, aí ela criou um canal no Youtube também. Mãe de uma menininha de 10 meses, a Cora, Flávia é aquele tipo de pessoa que parece viver envolta por uma bolha de paz e tranquilidade. Ela, o marido e a bebê moram em Campinas num condomínio cheio de áreas verdes (dá para ver pelas fotos), são veganos e super adeptos da decoração DIY. O quarto da Cora, por exemplo, é todo montessoriano e foram eles mesmos que montaram.

- A Kelle é mais uma que eu descobri pelo Instagram, até que acabei chegando em seu blog e só me apaixonando mais pela história da família linda que eu via nas fotos. O melhor post, disparado, é este aqui. Se você quiser clicar e ler sem spoiler nenhum, clique agora ali no link e volte aqui depois, porque agora vou contar: o texto é o relato de parto da filha do meio, que nasceu com Síndrome de Down sem que eles tivessem tido qualquer desconfiança da alteração genética durante qualquer exame pré natal. É uma das coisas mais sinceras e fortes que já li na vida, juro. Kelle passa por momentos intensos e diferenciados nos dias que se seguem a essa descoberta e relatou tudo sem pudor nenhum.

- A Marina tem a capacidade de dançar com as palavras (e com a vida) e transformar tudo em poesia e energia. Não tem como ler o blog dela e não sair mais leve depois da leitura. Mãe de uma boneca de 1 ano (a Agnes!) ela vai contando com naturalidade sobre as fases da vida materna, as delícias e os contratempos que vêm no pacote. 

- A Luíza é tão engraçada e tão alto astral que a bio do Instagram dela beira a completa imaturidade para alguma pessoa séria que vê de fora: “Ter filhos é divertido!”. Junte isso à cara dela de quem tem 18 anos recém-completados (mas deve estar com uns 27 já) e você vai desconfiar a primeira vista, mas ela e o Hílan são um casal bem bacana que narra as suas histórias ora com tom de humor, ora com seriedade. Ela fez um texto muito interessante uma vez sobre “escolher as batalhas” que eu levo para a vida (e certamente levarei para a maternidade também quando chegar a minha vez) porque é muito importante lembrar que se a gente resolve lutar por tudo a gente não vai lutar por nada direito. O filho mais velho deles é uma figura e a mais nova nasceu em casa!