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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Jornalista

Nem cheguei a tentar prometer para mim mesma que não ia inserir nesse post nenhum discurso clichê que ouse comentar sobre como o tempo passa rápido. Que bom que nem tentei, porque não consigo ver outro modo de começar esse texto senão falando que o tempo passa. E as coisas mudam um pouco, mas nunca de uma hora para outra. As definições, estas sim, mudam de repente. E eu estou pensando tudo isso porque terça-feira eu colei grau, e apesar de, até agora, continuar sem entender essa tal de expressão "colar" (?) grau, mudou o fato de que quando alguém me perguntar minha profissão eu não responderei mais "Estudante". E eu parei para pensar em toda a mudança que isso significava, e o que exatamente mudaria agora.

Eu já era jornalista quando enchi o saco da minha tia para aprender a ler aos 4 anos de idade. Já era jornalista quando preferi os livros que ganhei de aniversário ao par de patins que tanto pedia. Era jornalista quando era a criança mais pentelha curiosa de todas. Quando corria para atender o telefone antes de todo mundo. Quando ficava chateada se alguém desse uma notícia antes de mim, fosse ela boa ou ruim. Eu já era jornalista aos 6, quando bati a cabeça no parquinho e fiquei na sala dos professores ligando para a família inteira para contar detalhadamente como tinha saído sangue do meu cabelo, muito mais animada com a história do que chateada com a dor, de cuja qual eu nem lembrava mais. Já era jornalista também quando, aos 7, comecei a escrever minha primeira história. Aos 14, quando praticamente dei ideia para a professora de português de passar um trabalho em forma de jornal de televisão. E ao lembrar de tudo isso, acuso dizer que, mesmo tendo pensado um milhão de vezes que ~escolhi a profissão errada~, entendi que profissão a gente não escolhe. A gente é.

Ainda não sei que caminho eu vou tomar na minha vida. Não sei se vou aprender a falar alemão e ser correspondente internacional em Berlim para cobrir os eventos dos 50 anos da queda do muro. Não sei se vou escrever crônicas para a Folha de São Paulo, ter uma coluna na TPM, ou acabar escrevendo 2 parágrafos por semana para o jornalzinho de esquina do meu bairro. Ou se vou largar tudo isso e virar hippie. Não sei. Sempre fui romântica, meio século XIX, e nunca tive vergonha de falar para quem quisesse ouvir que o meu maior projeto de vida é um filho no colo e que meu sonho de carreira era um bebê estendendo o bracinho e me chamando de mãe. O que mudou foi que hoje, quando eu pensei que não mais responderia estudante e sim jornalista, é que eu finalmente entendi. Entendi que não escolhi. Que eu sou. E que apesar de qualquer coisa que eu faça na minha vida, qualquer coisa que eu venha a querer ser, eu sempre fui, antes de tudo, a menina de 4 anos que gostava de pegar uma revista no colo para tentar decifrar as letras; que gostava de saber, e de contar, tudo primeiro. O que mudou é que agora, quando me perguntarem "o que eu sou", eu posso responder o que eu sempre deveria ter respondido: Jornalista.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sobre o tal do trabalho de conclusão de curso

Que eu sempre fui ansiosa e quis que "a vida passasse depressa" não é novidade para nenhum dos leitores costumazes. Envelhecer eu não quero, claro, mas sempre quis chegar logo no que eu julgava ser a parte boa da vida. Hoje eu sei, claro, que isso não passa de uma réles tentativa de se livrar dos incômodos do tempo presente, e que ele, óbvio, também é uma parte boa, e que a próxima que vier também virá recheada deles. Enfim, não foi disso que eu vim falar. Só fiz essa introdução pra dizer que sempre lembro de um intervalo de aulas na minha 5ª série onde eu faria prova de geografia depois. Geografia era meu desespero, e naquele dia eu fechei os olhos e rezei baixinho para o último dia de aula do terceiro colegial chegar depressa.

Entre trancos e barrancos, meus 3 anos de colegial foram os melhores da minha vida e eu sinto muita, muita falta deles. E naquela época, claro, já sentia que sentiria falta deles, mas julgava que a faculdade seria um mundo mágico, onde a gente tinha liberdade, e o melhor de tudo: Passaria anos, no meu caso 4, estudando somente o que gostávamos! Ah, que felicidade.

Não é assim. Pra mim, faculdade é terra de ninguém. Eu, toda acostumada com as regras, demorei séculos pra absorver que poderia levantar para ir ao banheiro sem pedir permissão ao professor. Na inquietude de simplesmente levantar e sair sem das satisfações, desisti de fazê-lo e passei a ir ao banheiro só em casos desesperadores. Mas ainda não é sobre isso que eu vim falar.

Como eu dizia, a faculdade é terra de ninguém e eu, que nunca dei a sorte de estudar numa sala unida, só encontrei mais uma. Com um agravante: estarão todos brigando no mesmo mercado de trabalho quando saírem dali e têm certeza absoluta de que precisam competir e se degladiar desde sempre, em qualquer aspecto possível de se comparar. No início do primeiro ano eu era deveras animada, mas não demorou muito para que minha ficha caísse e eu passasse a ter uma preguiça absoluta daquele hostil cenário. Pra não dizerem que não falei das flores, o ambiente da minha faculdade é incrível. Enorme, cheio de árvores e flores, com uma biblioteca incrível. Quando passei no vestibular jurei que passaria tardes lendo naquele câmpus. É óbvio que não fiz isso, mas ok, prossigamos, porque ainda não é disso que vim falar.

Vim falar sobre o TCC. Isso porque quinta-feira eu e meu grupo apresentamos o nosso e naqueles longos e intermináveis minutos entre os pareceres dos avaliadores e o recebimento da nota eu nunca quis tanto uma nota Dez na minha vida. Não tiramos. Tiramos um 9,5. Duas das avaliadoras deram Dez, mas a terceira resolveu tacar um 8,3 que estragou tudo. Tudo bem, fazer o que. O que não tem remédio, remediado está, já costuma dizer a minha avó. O fato é que eu rezei tanto para o último dia de aula do terceiro colegial (!) chegar logo, e agora estou sentada com um TCC avaliado e um livro reportagem no colo. Quando eu estava no primeiro ano da faculdade eu vi um grupo chegar desesperado à secretaria, protocolando o tal do trabalho de conclusão de curso, com um milhão de papéis encadernados e CDS, e eu cansei só de pensar e torci praquilo demorar a chegar. A intenção não é ser clichê, nem piegas, mas não há como não pensar: A vida realmente passa, que engraçado. Tudo chega, e tudo passa, quer a gente torça pra acontecer logo, quer não.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ai de mim que sou romântica!

Foi na aula de cinema, hoje cedo. Aquela quarta feira cinza e fria, depois de feriadão. Sala de aula cheia e todo mundo bem empolgado. Só que ao contrário. A professora então resolveu atiçar. Era pra gente fingir que ia fazer um filme e criar um roteiro. Mandou alguém jogar um tema, a menina falou AMOR, todo mundo riu, eu resolvi fechar meu livro e ver o que ia rolar de interessante.

A professora falou que a história ia começar na primeira carteira e terminar na última, do outro lado da sala. Eu sou a quarta da primeira fileira. A primeira disse amor, a segunda disse que era uma menina jovem, a terceira disse que a menina jovem estava apaixonada pelo homem mais velho, e quando a sala inteira ria e falava que eles iam casar eu acabei com a graça falando que o homem mais velho era casado e não ligava a mínima pra menina. Todo mundo riu, e a história continuou. Só que a galera pirou, claro.

Sei que quando estava na terceira fileira eu desisti de ouvir o que estavam falando. Não porque o pessoal não tivesse ideias legais, mas é porque eu já tinha criado o meu roteiro e não queria ninguém metendo o bedelho nele. A galera colocou pais, faculdade, tempos contemporâneos e drogas na história. Até sobre bissexualidade eu juro que ouvi alguém falar. E enquanto isso, a minha protagonista se chamava Alice, tinha 18 anos, tinha nascido no Brasil e mudado para Paris aos 2. Alguém tinha dito que esse cara mais velho era professor dela. Achei interessante. Sendo assim, Alice, a mocinha de 18 anos que só usava cor-de-rosa e boinas brancas, se apaixonou por seu professor de pintura. Claro, aulas de pintura! E só pintava margaridas, a Alice. Alice guardava essa paixão doce por seu professor, no maior esquema platônico way of love, até porque, ela é uma entusiasta do amor eterno. Jamais se declararia a um homem casado. E lá ia Alice, pintando suas margaridas e viajando nos olhos do professor, Pierre, enquanto ele explicava sobre tonalidades e pincéis. Até que um dia, ao sair da aula, Alice esbarra com Luca, que deixa cair seus livros. Os dois se encantam, é amor a primeira vista! Logo ela descobre que Luca é o filho do professor, e tem os mesmos olhos. Os olhos que ela tanto ama. E aí ela e Luca se apaixonam pra sempre, se casam, tem duas filhinhas (Pauline e Violeta) e são felizes para sempre. Ah, sim, o filme é todo em um tom meio sépia, algo como o efeito Anos 60 do Picasa.

É isso. Enquanto a galera criava confrontos matrimoniais, pais entrando na briga, professor pegando outro homem e clínicas de reabilitação, eu já estava com a cabeça encostada na janela, sonhando acordada com a história da minha Alice, suas margaridas e seu Luca.

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Ai de mim que sou romântica!

sábado, 19 de novembro de 2011

Vitrola da Cultura

Eis que o trabalho final de telejornalismo era montar um programa de estúdio. A professora falou, e então eu entendi um pouco sobre J. K. Rowling. Sabe, quando ela contou em milhares de entrevistas que a história do Harry Potter caiu inteirinha na sua cabeça, assim, poft, como se fosse mágica? Estou bem longe de receber uma entidade me contando uma história tão perfeita quanto Harry Potter, mas juro que o que aconteceu com o Vitrola da Cultura foi algo parecido. A professora falou: Montem um programa de estúdio. Eu virei pro lado e falei para os meus amigos: Venham aqui. Vamos montar o Vitrola da Cultura.

O programa apareceu montado na minha cabeça, como mágica. E aconteceu, cara. É tão bom sonhar com alguma coisa e ela acontecer. Melhor. Sonhar com alguma coisa e FAZER ela acontecer. Pois foi o que fizemos. Ignoramos tudo o que podia dar errado e fizemos. Nossa reportagem principal mesmo, tinha que ser filmada em um domingo. Era dia 6 de novembro, adiaram pra 13, véspera de feriadão. Dois amigos que iam comigo, sendo que uma ia ser a repórter, foram viajar. A PUC não empresta câmera filmadora aos domingos. Nem liguei. Passei a mão na minha Elizabeth, chamei outra colega pra ir, falei com meus amigos (era uma reportagem sobre o grupo de teatro voluntário de uns amigos meus!) e fui convidada para ir no carro deles, ainda por cima. Fui com eles cantando, nadando nas janelas, num espírito delicioso. Filmei a peça, mas infelizmente tive que excluir a primeira metade dela, pois os depoimentos de todos eles não iam caber no cartão da câmera! Quase chorei, mas tudo bem. Apaguei a primeira parte, gravei TODOS os atores e a diretora falando coisas sobre o processo, e até que tremi pouquinho! No final, tivemos uma conversa deliciosa, eles choraram, eu quase embarquei junto, minha colega se encantou pelo teatro, disse que agora me entende, e depois ainda me enfiei no carro deles e ficamos num barzinho até 22h30. Chato, né?

Depois a colega que foi viajar editou a reportagem, minha entrevistada in loco desmarcou pois teve um compromisso, e praticamente nos 40 do 2º tempo, meu colega de teatro me salvou ligando para o amigo dele, que também fez a peça, para ir lá dar entrevista in loco, e foi a coisa mais deliciosa! O programa foi uma delícia, eu me surpreendi com a minha calma pra falar na frente da câmera. (Eu e o Gus éramos os apresentadores, bafo, fala sério).

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Filmar foi fácil. A hora que o programa passar na sala de aula eu desmaio, mas aí são outros 500.

O Gus virou pra mim e falou: Se você estiver com vergonha de ser apresentadora de TV, finja que é uma atriz interpretando uma apresentadora de TV, ué. E aí, já sabem. Galharufa no pulso, paixão no peito, e tá tudo certo!

Eu, Gus e Rudi fizemos o primeiro bloco INTEIRINHO com uma tomada. Não erramos nenhuma vez. A diretora, dona  Rhaíssa, que ordenou que eu fosse de vestido e bota, e estava desfilando de terninho, ficou toda orgulhosa. Depois ficamos lá, batendo papo e dando risada no sofá, com a Nathy, produtora, que estava de câmera, até podermos gravar o segundo bloco, porque nosso entrevistado número 2 estava fazendo prova. Eu ainda tive um minuto de bobeira delicioso e falei:  “GENTE! Eu estou realizando um sonho”. Perguntaram o que era, e eu: “Quando eu era criança, eu morria de vontade saber o que o pessoal do programa ficava fazendo na hora do intervalo comercial. Agora eu sei. Dando risada no sofá”. Que delícia foi pensar isso, de verdade. Me aqueceu tanto o peito lembrar das minhas vontades de menina de 5 anos ali, quando eu estava com aquela roupa, aquelas botas, aquelas câmeras e aquele IPad na mão, pronta para chamar o segundo bloco.

Sei que foi uma delícia. Que deu certo, que o grupo trabalhou em sintonia mesmo, tudo funcionou, demos boas risadas, e saímos nos abraçando, com aquele orgulho delicioso de nós mesmos, que só sentimos no final de algo que foi muito gostoso!

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Rudi é o entrevistado mais fofo da cidade, eu de vestido roxo e botas, Nathy-produtora-contra-regra-de-moletons, Gustavo com seu cabelinho, Fer sentada no nosso amado chão que pensamos que não íamos conseguir comprar, Rhai diretora metida de terninho verde, Alan entrevistado que tocou violão no programa e tudo, Helô e Gleize que tiveram que ir apresentar trabalho de outra matéria mas ficaram ali em pensamento, e de pé, atrás, professora toda orgulhosa, que não fica junto na gravação, mas chegou no finalzinho pra elogiar o cenário e dizer que está doida pra assistir.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nilmocracia – Nós sobrevivemos

Passei a madrugada no automático, com aquele frio na barriga escondido atrás do sono, sabe assim? Quando acordei já não era frio na barriga não. Era gelo mesmo. Conferi se estava levando tudo. Quando estava quase chegando na PUC vi que tinha esquecido minha pasta com o meu texto. E o problema é que compramos pastas iguais para todos da equipe, pra ficar bonitinho. Entrei em pânico, mas minha mãe teve a ideia de parar na papelaria. Claro né, porque não pensei nisso antes. Aí comprei 5 pastas, para ficarmos todos iguais novamente. A primeira aula era de história da comunicação, e também era semínário. Thanks God, não o meu. Dois no mesmo dia eu SURTARIA. Na hora do intervalo, imprimimos mais algumas coisas, nos preparamos e.. demos de cara com uma policial na porta da nossa sala. Lembram que disse que depois do seminário iríamos para o banho de lama dos calouros? Pois é, e justamente por isso, a galera esqueceu que não pode entrar com bebida alcoólica na faculdade e simplesmente subiram pra lá com todas as cervejas da nossa barraca. FAIL! Apreenderam nossas cervejas, e talvez levaremos advertência. A representante de sala, que foi quem esqueceu desse detalhe e levou as cervejas, começou a chorar de nervoso. E ela era da minha equipe. Professora entra, acalmamos a menina, e fomos. Apresentamos em 37 minutos, era pra ser em 40. Respira e senta. Durante a apresentação da segunda equipe já ouviamos lá de fora o trio-elétrico e a muvuca. O tal seminário da segunda equipe parecia não terminar nunca, tamanha vontade que estávamos de descer correndo pro meio da bagunça. Mas ele terminou, e então, como sempre, vão as duas equipes para a frente da sala ouvir os comentários. A professora apontou mais falhas do que gostaríamos, e no fim, estávamos ficando com medo, quando ela disse: – As duas equipes fizeram a lição de casa direitinho. As apresentações  foram muito boas, e as próximas equipes terão que se esforçar para manter esse nível. Parabéns a todos, foram realmente boas apresentações!

Ufffa! Sai correndo dali, tira a roupa social, se enfia na calça jeans e corre para o meio da muvuca. Chegamos lá já tinha maior galera suja de lama, tinham acabado de arremessar os jornaizinhos. Disputamos um para ver lista de cursos de pessoas conhecidas, e depois foi só pegar latas de cerveja e guaraná pra jogar na cabeça dos calouros. Quando estávamos saindo de lá, por volta de 12h20, vimos um calouro LINDO e a Rhai, doida pra arremessar cerveja nele, foi logo perguntando: CALOURO DE QUE? Ele: Medicina. Nós: PARABÉNS. Aí saímos rindo e entramos no carro. Continuamos a frase, claro: Parabéns por ter nascido, seu lindo, e ainda assim, ter passado pra medicina. Com esse eu casava hoje, hahaha.

Enfim, deu tudo certo. Não quero ouvir falar de Seminários da Nilma nunca mais. Gostamos muito dela como professora, mas os trabalhos são tenebrosos. Aliás né. Queremos sim. Ouvir nossos calourinhos desesperados para fazê-los, hahaha.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nilmocracia – 2º ato

Nesse post aqui está a história do Nilmocracia e do primeiro ato dela. Agora são 23h25, e eu devia estar dormindo porque amanhã tem o 2º ato, mas não, estou postando.

Tá, percebi que estou falando grego. É o seguinte. Amanhã tem o segundo seminário da famosa professora Nilma, de língua portuguesa. E lá vamos nós com nossas roupas sociais e salto alto falar 45 minutos sobre: A expressão verbal e sua relação com a fotografia. Sim, esse é o título do trabalho. Céus, onde eu fui me meter. Depois de dores de cabeça, muito sono e stress, a apresentação finalmente está impecável aos nossos olhos, e espero que a professora ache o mesmo. De qualquer forma, amanhã às 11h espero estar respirando aliviada. Se não for de alívio, será de vontade chorar né. Vai que ela resolve odiar nosso trabalho? NOT! Só sei que independente da reação dela, depois da apresentação estaremos correndo para trocar nossa indumentária social e voltar pro jeans para ir infernizar nossos novos calouros no banho de lama. Ainda não sei se terei coragem de virar uma lata de cerveja na cabeça de alguém, como estão dizendo todos os meus colegas, que é de praxe. Sei que vamos desestressar do seminário ali. E que depois dele, eu finalmente vou poder fazer um post com o título: Nilmocracia – Nós sobrevivemos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A desvalorização da comunicação

maquina

Tive a ideia de escrever esse post lendo o da Mari agora a pouco. Assim vira praticamente um manifesto, humpff.

Tudo começa quando Deus fez o mundo e decidiu que para tudo se encaixar, cada um deve ter uma função dentro da sociedade. E aí surgiram os médicos, os advogados, os jornalistas, os publicitários, os psicólogos e os cheffs de cozinha. E muitos outros mais, claro. Todos são importantes certo? Certo! Então porque essa desvalorização de alguns cursos em relação a outros?

Quando eu desisti da medicina que falava desde criança e resolvi fazer jornalismo, minha professora de biologia brincou comigo que eu estava caindo de nível. Eu sei que ela só disse isso porque eu sempre fui boa em biologia, e porque ela queria que eu seguisse a área dela. Mas usei a frase dela como exemplo pra retratar que muita gente olhou pra mim com cara de: Ah, tah.

Minha mãe queria que eu fizesse medicina. Papai queria que eu fizesse direito. E aí que eu fui fazer o que eu estava a fim. E os 2 acharam legal, e entenderam rapidamente que nessa hora não era o sonho deles que valia, e sim, o meu.

No começo da faculdade, minha professora de Arte, estética e comunicação (sim, é o nome de uma matéria só) comentou que amava dar aulas para jornalismo, porque ninguém ali estava ali por obrigação. Vou reproduzir a fala dela:

- Se eu perguntar numa sala de direito quantos estão ali porque os pais querem, 10 levantam a mão. E muitos outros não levantam porque tem vergonha. Agora aqui, não! Porque nenhum pai em sã consciência fala pro filho fazer jornalismo. Todo mundo que está aqui, está aqui por que quer. Eu me formei em publicidade, mas os meus filhos.. Ah, os meus filhos farão direito!

A última frase ela disse brincando, e morrendo de rir. Só pra deixar claro, não tenho absolutamente nada contra quem faz direito, e acho mesmo que tem muita gente lá que não está lá pelos pais, não me entendam mal.

O que eu quero dizer é que acho digno cada um fazer o que quer, e não o que o resto do mundo quer que ele faça. E que ninguém deve desmerecer seu curso, e nem deixar que ninguém o desmereça.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quase veteranos

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Hoje é a sexta feira antes do fim de semana de vestibular da PUC. Numa sexta feira igual à essa, no ano passado, eu estava deitada no sofá da casa do meu tio. Tinha olhado apartamentos de manhã e estava mega estressada. Com o fato de ter que me mudar, e com os apartamentos, porque com o vestibular eu não estava. Desde criança sempre tinha sido nervosa com provas. No meio do segundo ano do colegial isso sumiu, sei lá porque. Sei que fui fazer vestibular sem um pingo de medo nos 2 dias que se seguiram. Meu primo havia brincado que se comemorava resultado de vestibular tacando ovos na pessoa que passa. Para complementar, ele também tinha dito que os ovos tinham que ser enterrados um tempo antes, para estarem bem “frescos”. Domingo, quando cheguei da prova, entrei na sala e ele perguntou: E aí, Analu, posso enterrar os ovos? Eu sorri pra ele e disse: Pode sim.

Na quinta feira, 11h da manhã minha prima ligou me dando o resultado. Foi um momento incrível, nunca vou esquecer. Bem, como estava em São Paulo, no meio de uma aula de história, obviamente não fui ao banho de lama que tem na própria faculdade na hora do resultado. Meus amigos pularam comigo e me rabiscaram toda, o que eu acho que foi bem melhor que tomar cerveja na cabeça, como alguns de meus colegas tomaram dos veteranos.

Isso tudo pra dizer que um ano passou voando, e que essa semana já teremos nossos calouros. E muito provavelmente compareceremos em peso ao banho de lama para dar uns sustinhos neles, e nos batizaremos como veteranos. E esse novo título que ganharemos durará os próximos 3 anos. Que sejam bons!

sábado, 11 de setembro de 2010

Ainda bem que era de melancia

melancia

Ontem eu cheguei na faculdade cedo. Devia ser umas 7h10, e a sala de aula ainda não estava aberta. Fui então pra sala do centro acadêmico de comunicação, e como o sofá e os pufes já estavam ocupados, sentei na beiradinha da escrivaninha, que fica bem perto da porta de entrada. Fiquei lá bem de boa, pensando com preguiça que eu ficaria lá depois da aula pra fazer trabalho. Menos de 1 minuto que eu tinha chegado, minha colega chegou com um copo de suco de melancia na mão. Cheinho, arrisco dizer que ela tinha bebido um mísero gole. Ela veio me dar um abraço de ‘oi’ e, bem, enquanto nos abraçávamos sentimos o copo caindo da mão dela, e ouvimos o barulho do suco entornando. Não tivemos coragem de olhar. Continuamos abraçadas e tentando captar o que estava acontecendo, até que após uns 30 segundos paralizadas resolvemos olhar o estrago. Minha calça, do lado da perna esquerda, era puro suco. A manga esquerda do meu casaco estava rosa de suco. E a minha bolsa, pobrezinha, nadando. Olhamos uma pra cara da outra, e ela disse: Pro banheiro. Ah, nem respingou suco nela, hahaha. Fomos pro banheiro e não sabíamos se ríamos ou se limpávamos. Ela enfiou a manga do meu casaco na pia e começou a esfregar. Enquanto isso, eu pegava milhões de papéis de limpar mão e molhava pra passar na minha calça. Uma outra colega nossa, que encontramos no banheiro, correu pra buscar minha bolsa lá na tal sala, e quando chegou, praticamente enfiou a coitadinha na pia. Nesse momento eu só conseguia pensar que:

- A maldita lei de murphy adora brincar comigo, porque, afinal, justo no dia em que eu ficaria depois da aula fazendo trabalho, eu levei um banho de suco.

- A minha bolsa é impermeável, graças a Deus, senão eu estava ferrada. Meu caderno com todas as anotações estava lá dentro, junto com celular e um livro enorme da biblioteca.

- Thanks God, o suco era de melancia! Imagina se fosse de maracujá ou de manga? O cheiro é muito mais forte e enjoativo, e, segundo minhas amigas que tomam o suco de manga da facul, ele é tão grosse que quem quisesse poderia tomar de colher. Gente, imagina, eu ia ficar parecendo uma mousse!

Bom, depois de limparmos e rirmos absurdamente, saímos do banheiro e vimos um rastro de pingos de suco no caminho. Minha colega chamou alguém da limpeza, e nós fomos pra sala. Colocamos a bolsa e o casaco na janela e eu sentei numa carteira do lado, com a janela inteira aberta. Só que aí né, ficou fazendo muito frio, e eu ainda por cima sem o casaco. Mas aí descobri que o forro do meu casaco é muito potente, e embora ele estivesse molhado e gelado por fora, estava seco e quentinho por dentro, hehe. Minha bolsa tá cheirando a melancia ainda, e eu to pensando no que fazer pra mudar isso. E sim, eu fiquei fazendo trabalho depois da aula, mas a essa altura já estava toda seca, inclusive o casaco. Só parecia que eu tinha comprado um perfume novo, com cheiro de melancia. Minhas amigas disseram até que era um cheiro bom, hahaha.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cobrindo pauta por aí.

O último trabalho de fotojornalismo foi esse. Cada grupo deveria produzir uma pauta, e no dia combinado, trocamos as pautas entre os grupos. E então, o grupo deveria cobrir a pauta que pegou. Para quem não entende de linguaguem jornalística, é assim: Um grupo escolhe qual será a reportagem, marca lugar, hora e tals. E o outro grupo pega isso e vai fazer a reportagem.

A pauta que meu grupo pegou para cobrir era um evento de apresentações de dança, num parque aqui de Curitiba. No sábado. Primeiro fiquei com muitos xingamuitonotwitter feelings. Ah, porque eu prefiro resolver tudo o que tenho pra resolver durante a semana e ficar a bel prazer no findi. Fazer o que.

Marcamos às 14h30min na entrada do parque. De manhã vi que estava sol e um pouco quente. Me animei pra vestir short! Com meia calça embaixo, mas ainda sim, animador, pois meus shorts estavam querendo criar mofo de tanto tempo que estavam guardados. Cheguei lá e Thaís já estava. Logo chegaram Amanda e Anna. E daí até que vi que o sábado tava sendo mais divertido que eu pensava. A organizadora do evento deixou que entrássemos na área de aquecimento, e conseguimos fotos bem fofas! Até de umas meninas de 6 anos amarrando a sapatilha, coisa mais meiguinha. Depois, tiramos mais fotos durante as apresentações, e quando acabou a primeira parte decidimos que já era o suficiente para o trabalho. Fomos então comer pastel de feira com caldo de cana na barraquinha do parque. Já que estávamos ali, claro que íamos fazer uma boquinha, hahaha. Pegamos nossa comidaria e fomos andar mais pra dentro do parque. Aí resolvemos sentar na beira do lago pra bater papo e tirar fotos nossas, porque adoramos um book, haha.

Depois daquilo, no carro, senti minha perna coçar um pouco.. Mas, nada demais. Pensei: Foi a grama que irritou. Tá. Foram todas as formigas de Curitiba que resolveram me atacar. E olha que eu estava de meia calça! E era fio 40! Pois elas ultrapassaram e fizeram um estrago na minha perna. Depois dessa, nunca mais sento direto na grama. Só se eu estiver de calça jeans. Humpf.

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Foto sem a Thaís porque alguém tem que fotografar nessa ‘família’.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O glamour dos estetoscópios

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Teve um projeto lá na faculdade que se chamou: Doador Universitário. Durante 3 dias, um stand foi montado, e ficavam ali enfermeiras. O barato da coisa era alunos se cadastrando para ser doador de medula óssea. A LINK, agência de relações públicas, que na real virou agência de comunicação, é uma agência escola lá da minha facul, que é bem bacana, toda formada e coordenada por alunos e tal. Foi uma das diretoras da link que trouxe esse projeto pra PUC, e os outros participantes ajudavam a coordenar na hora. Eu fiquei na quarta de tarde, dia em que o stand estava no bloco verde. Para os que não estudam lá (haha), o bloco verde é o bloco de Ciências biológicas e da saúde. E no meio daquele cheiro de hospital e daquelas pessoas andando de lá pra cá com pelo menos um pedaço da roupa branco, me deu uma saudadezinha do sonho que eu tinha de criança de fazer medicina. Aí já vem aquela cisma de universitário: Ai, porque eu não to fazendo medicina mesmo? Sim, porque cisma de universitário é algo engraçado. Eu amo meu curso, mas sempre que vejo algo legal de outro penso: Porque não to fazendo isso? Hahaha. Continuando, ali naquele bloco tinha também uma lojinha onde vende livros de medicina e estetoscópios! Cara, uma menina foi ali, de jaleco branco, e comprou um estetocópio vermelho! Me deu muita vontade vestir um jaleco branco, chegar ali e falar: Oi moço, quanto é o estetoscópio? Muuito glamour! Ai eu fiquei megadepressiva pensando aonde foi que eu errei, e porque diabos não estava fazendo medicina. Ai resolvi espiar pra trás da parede do stand das doações né. Aí vi uma menina estendendo o braço em cima da uma almofadinha. E as mãos de uma moça de jaleco branco amarrando o braço dela com uma ‘borrachinha’. E depois passando um algodão. E vindo com aquele monstro chamado agulha. Ai eu pensei: Thanks God, estou bem longe disso aí! O glamour do estetoscópio pra mim acaba com certeza na hora que aparecem algodões com álcool seguido de agulhas pavororas. Fico tranquilamente mais feliz com o papel e as palavras. Relatar os acontecimentos de forma legal também pode ter glamour se for bem feito. E nem precisa de furar alguém. =]

sábado, 14 de agosto de 2010

Sobre Modigliani, amor, alma e olhos.

modigliani

Eu sempre achei que os olhos dizem muito sobre as pessoas. E eles são os órgãos mais sinceros que temos. Porque se a boca quer mentir, ele vai lá e desmente. Não adianta dizer que você não está apaixonado se seus olhos brilham à simples mensão do nome daquela pessoa. Não adianta dizer que está feliz da vida se a falta da alegria pode ser vista nos seus olhos. E hoje lembrei muito daquela frase que diz que os olhos são as janelas da alma. Eles, então, têm muita resposabilidade, e por isso, Amedeo Modigliani, autor da obra àcima, não pintava os olhos da amada, e sim, deixava esses buracos no lugar deles. Uma vez ela perguntou o porque, e ele disse: ‘Quando eu conhecer sua alma, pintarei seus olhos’. Essa frase me marcou demais, e me fez pensar em como são realmente complexos os “tais dos olhos”. Que nos fazem ver, e permitem que os outros vejam o que realmente acontece em nosso interior. Ah, antes de morrer, Modigliani venceu um concurso de pintores. O quadro vencedor era também um retrato da amada. Dessa vez, com os dois olhos perfeitamente desenhados. Quase chorei. Só o verdadeiro amor consegue compreender tão bem a alma. E os olhos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Die Welle

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Foi um dos filmes que minha professora de português mandou assistir nas férias. Eu vi nas férias mesmo, mas hoje, conversando sobre o filme na aula, resolvi comentar algo sobre ele aqui. Nem vou fazer uma sinopse, só vou contar o básico pra poder comentar em cima disso, hehe.

Bom, pra quem não assistiu, o filme conta a história real de um professor que, dando aula sobre ditadura, pergunta aos alunos se eles acham ser possível um reestabelecimento da mesma. O filme se passa na Alemanha, mas a história real foi nos EUA. Enfim, a classe diz ao professor que é claro que não. E então o ele resolve fazer uma ‘brincadeira’ de simular uma ditadura. Só que essa simulação passa a fugir do seu controle.

O filme é interessante, pois mostra como a união, seja para o bem ou para o mal, fortalece as pessoas. Me lembrou o filme Vida de Inseto, onde os gafanhotos sempre ameçam as formigas porque são maiores, e então, as formigas, que são muitas, resolvem se unir, e enfim, conseguem vencer. É aquela velha história do: Você é grande, mas não é dois. A união realmente é capaz de muitas coisas, e muitas pessoas são capazes de loucuras para manter a força de um grupo. E as pessoas mais carentes (de afeto mesmo), são as que mais perdem a razão ao lutar pelo seu grupo. Fiquei pensando em como realmente não é difícil uma ditadura acontecer, e confesso que me assustou um pouco, haha, mas acredito que se, um dia, realmente conseguissem reestabelecer um regime autoritário, haveriam mais pessoas do outro lado. Pessoas conscientes de lutar contra a ditadura, mas unidas igualmente ao ‘outro lado da força’.

Acho que viajei legal no post, mas tentei passar o que andou passando pela minha cabeça desde que vi o filme…

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Nilmocracia

Eu explico: Minha professora de português se chama Nilma. No nosso primeiro dia de aula, ela chegou dizendo que na aula dela não existe democracia, e sim, Nilmocracia.

O seminário dela é meio tenebroso. Roupa social, inclusive. E no mínimo 40 minutos de apresentação. O trabalho, lógico, deve estar perfeito. E cada colega deve receber uma folha com o conteúdo da sua apresentação, e exercícios. Enfim.

Nosso tema foi Pronomes Relativos e Crase. Teve um dia que ficamos 11h direto na faculdade, por causa dele. E mexe em ppt dali, arruma folha daqui, ensaia dali, arranja roupa de cá.

Hoje chega todo mundo tenso. Digo, nós, e o outro grupo que também apresentou hoje. E nós ainda demos sorte, pegamos o penúltimo dia, tivemos vários para assistir antes de.. ir para a forca. Hahaha.

Fizemos prova de História da Comunicação no primeiro tempo, e fomos pra uma salinha ensaiar a apresentação. A nossa equipe éramos eu, Gabi, Gleize e Stella. E a outra, Alê, Gustavo, Felipe, Jeff e Will.

Nós todas de sainha e salto, e eles de terno. Mui divertido! É, no meio de todo o nervosismo, claro que a gente consegue se divertir. Afinal, é uma fase muito gostosa. Aí a foto, da gente antes da apresentação. A professora estava na porta, morrendo de rir.. claro, não era ela que ia ser.. torturada depois.

Foto0034T

A propósito: As 2 equipes arrasaram, claro!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Relatos

E pra falar a verdade eu nem parei pra pensar que tinha tanto tempo que eu não postava, porque eu nem reparei que esse tempo passou.
No final de semana que passou, foi a festinha de 1 ano da Anna, e passamos o sábado desde de manhã até de noite envolvido com a festa, que foi simples, mas bem colorida e meiguinha, a cara da princesa, e ela curtiu e se comportou feito a lady que é, pra variar.
Domingo passamos meio de ressaca em casa, e 23h eu tava no ônibus com a galera da faculdade indo pra São Paulo gravar o programa do !
Foi divertido, a começar pelo ônibus, onde batemos papo, rimos, dormimos ( Olíviaa?)...
Assim que chegamos fomos pro parque Ibirapuera. Enquanto as super animadas Marina, Pauline e Mariana resolveram alugar bicicletas e sair pedalando por aí (oi?), Gus só fez achar uma árvore pra sentar à sombra, enquanto eu, Taís e Olívia só tivemos o trabalho de estender algo na grama, deitarmos ali, e lermos-conversarmos-tirarmos um cochilo.
Depois, fomos pro shopping morumbi. Ainda estávamos no início da nossa averiguação pelo shopping quando chega a nossa veterana e diz que a praça de alimentação é horrível, e que nem McDonalds tinha. Ok, continuamos andando, de repente demos de cara com uma mini praça de alimentação, com uma casa do pão de queijo, um daqueles de batata recheada que eu n lembro o nome, e um McDonalds. Metade da galera queria comer batata, metade queria no subway. Combinamos então que quem queria ir pro subway ia enquanto comprávamos a batata, e então, iríamos encontrar com eles lá em baixo. Chegamos a conclusão de que pareceríamos a turma da farofa carregando bandeja de um canto a outro do shopping, e resolvemos então, todos, comer batatas.
Comemos.
E fomos atrás do Haagen Daz, ou sei lá como escreve, aquele sorvete maravilhoso que eu nunca tinha comido, mas que se Marina não comesse, certamente teria um troço.
Comemos. E gente, é bom viu?
Depois.. andamos mais.. e demos de cara com OUTRO McDonalds, numa praça de alimentação gigante, com um Subway, e outro daquele da batata. Concluimos que a nossa veterana ou tem um parafuso a menos, ou precisa de óculos. E eu espero que ela não saiba o endereço do meu blog, hahaha.
Depois de comidos, digo, satisfeitos (não resisti), fomos andar pelo shopping e resolvemos ir na Banca de Camisetas, comprar para todos nós uma daquela: I S2 SP. Mas só tinha a do I (nuvem de chuva) SP, e concluímos que a nuvem de chuva pareceria um ODEIO aos olhos de quem não entende muito.. Então vamos todos comprar camisetas brancas, e a Marina vai pintar as camisetas pra nós! #fofa
Depois disso, fomos na Zara, todas olharam muitas coisas, mas se não me engano, só Marina saiu com sacola.
De lá fomos pra globo.
E logo depois entramos num estúdio, gravamos uma música com um grupo de entrevistados, e depois, finalmente entrou o . Claro que viemos discutindo no ônibus se ele era de verdade ou não. Eu ainda acho que ele é um bonequinho de corda. MUITO fofo, a Pauline ficou encantada, e uma menina da platéia disse que ele parecia um bonequinho de neve. Ele escutou e riu, haha.
Foram 6 entrevistas, umas 3 boas. Teve uma de um ufologista, que perdão, não deu. Demorou quase uns 40 minutos, eu quase dormi. A gravação começou 16h30min terminou 20h43. Eu sei porque já não parávamos de olhar no relógio. AZUIS de fome, e com MUITO frio. Já sei, o com certeza é um pinguim. Aquele jeitinho de andar não me enganou, e ainda faz o estúdio virar um iglu!
Depois de lá, viemos direto pra Curitiba, chegamos na PUC umas 4h da manhã.
Cheguei, tomei banho, caí na cama, e me recusei a levantar as 6h30min pra ir pra aula. Não tinha faltas ainda, .
=]
#caracafaleidemais.
De resto, a semana correu bem, e o professor gostou das fotos do post passado. AMOU a da caneta, UFA, quase desmaiei de emoção quando ele falou!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Enquanto isso, na aula de fotojornalismo...

André, o nosso professor, depois de intermináveis aulas teóricas e algumas idas ao laboratório para ver ele revelando fotos, finalmente resolveu soltar a câmera na nossa mão e deixar a gente se divertindo por aí em 1h40. Sim, dessa vez até que foi divertido, porque as fotos ainda não valem nota. A próxima vez duvido que será tão descontraída.. humpf..
Enfim.. Eram grupos de 4 pessoas.
Nos juntamos eu, Anna, Carine e Bruna.
O engraçado é que combinamos: Quem está com a câmera manda nas outras.
Não no sentido literal da palavra, mas o fotógrafo precisava de modelo, e então, a gente tinha que estar uma a disposição da outra. Sim, era uma câmera pras 4, só pra deixar claro.
E então, fomos.
E era um tal de: Carine, corre!
Ana, pula!
Bruna, senta ali do lado daquela árvore!
Hahaha, mui engraçado.
E eu que cismei com os allstars pretos com prata da Anna, e resolvi que ia tirar uma foto deles.
Mandei ela ficar na frente de um carro, com os pés bem encostados no pneu. Tirei várias, mas a única que ficou boa ela deletou sem querer.
O que foi até bom, porque eu também deletei uma dela sem querer, e aí ficamos quites, hahaha.
O resultado foi que no final eu me irritei porque não conseguia acertar a área que eu queria desfocar, mas, 5 minutos antes de devolver a câmera, eu consegui, muito sem querer.
Vou colocar umas aqui!


Anna 'pedindo carona' na Br. O nosso laboratório fica na beira da BR, e claro que iamos aproveitar o fluxo de carros para conseguir fotos borradas. Conseguimos, aumentando a velocidade do obturador, fotos com os carros perfeitamente parados, mas achei tão sem graça que preferi essa da moto, completamente rabiscada. Essa fui eu que tirei.
A lista de chamada e a caneta do professor, em cima da mesa da entrada do laboratório. Ah vai, consegui dar uma desfocadinha no fundo, beeem de levinho, mas fiquei realizada! hahaha

Essa foto foi a Bruna que tirou! Sou eu voando, com meu super cachecol de bolinhas voando! A velocidade tava bem alta, agora não me lembro do valor, e ela conseguiu os traços muito definidos, mesmo pulando. Pra gente que nunca tinha tocado em câmera que fazia isso, é o máximo ? hahaha

Essa foi a Carine que tirou, num super momento: Ah, nem me fotografe. Hahaha, no fim não é que a gente gostou da foto? As meninas do outro grupo, claro, colaboraram muito sem querer, agachadinhas ali atrás. Deram um toque, vai dizer que não?

sábado, 13 de março de 2010

O comando do jornal!

tava meio escrito que ia ser bom. Tava tudo dando certo. Tempo ótimo, dia lindo, galera animada.. Professora dispensa a gente logo depois do intervalo! Muito bom!
Fomos juntos numa longa caminhada até a casa do Rogério, e lá aconteceu uma tarde muito divertida, que me mostrou mesmo o começo de uma nova era. Que não será melhor nem pior que a que passou. Será diferente.
Foi bem divertido, galera toda batendo papo, rindo, bebendo.. hahaha.. Não foi atoa que escrevemos jornal com latinhas de cerveja.. E ainda teve gente que queria escrever JORNALISMO, hahahha.
Eu nem curto cerveja, tomei só um golinho ou outro de.. vodka. Hahaha, comecei muito bem, num sol absoluto, aquilo descia queimando a garganta, mas valeu.
Fui jogada na piscina, assim como algumas outras, e ficamos fazendo fotossíntese pra ver se a calça jeans secava.
Rimos pra caramba, dançamos e comemos um churrasco que tava ótimo, depois que uma das meninas conseguiu ligar a churrasqueira, já que segundo elas, todo piá é metido a fazer churrasco, mas não conseguem nem acender o fogo, ahhaha.
Depois que estava aceso, tenho que admitir que eles arrasaram.
Enfim, voltei pra casa com um sorriso de orelha a orelha, com muita coisa pra contar.. Pra primeira festa da nossa sala, arrasamos galera! E foi só a primeira! Temos 4 longos anos ainda! Eba!