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sábado, 20 de novembro de 2010

Você tem medo de que?

medo

O que é o medo? Uma palavrinha que já aterroriza só pelo nome. Afinal, medo é classificado como uma coisa ruim. E então passamos a ter medo de ter medo, porque isso seria covardia. Mas as pessoas esquecem que, como diz aquela famosa frase, covarde não é que não tem medos, e sim, quem não os enfrenta.

Todas as pessoas tem medo, mesmo que não revelem isso nem para si mesmos. Mas temos medo sim. Temos medo do escuro, medo de altura, medo de esperar. Temos medo também de não ter pelo que esperar.

A nossa vida é ditada por todos os nossos sentimentos e sensações, e obviamente o medo está ali no meio delas. Muitas vezes deixamos de fazer coisas por ter medo, e outras vezes, resolvemos encará-los, e nos sentimos muito bem com isso! Quando minha pergunta porque eu vou a uma montanha-russa sendo que morro de medo, eu digo sempre que essa é a melhor parte, porque se eu não tivesse medo, a sensação de estar lá em cima num carrinho não seria tão boa. Se ter medos parece algo ruim, enfrentá-los é uma sensação indescritível, onde você se sente poderoso por ter enfrentado você mesmo!

O medo faz parte da vida. Meu maior medo é chegar um dia onde eu não tenha mais medos, porque aí, estarei morta.

sábado, 13 de novembro de 2010

Muito além disso.

mulheres

O que as mulheres querem? Se nem Freud conseguiu responder, imaginem os meros mortais. Na minha humilde opinião, nunca conseguirão responder essa pergunta. Porque estão tentando buscar a resposta de forma errada.

Da forma errada simplesmente porque “mulheres” está longe de ser uma coisa só. Sendo assim, “mulheres” não querem a mesma coisa, e se querem, não querem de forma igual.

Algumas querem casamento, outras querem dinheiro, outras filhos, trabalho, e algumas ainda querem tudo isso. Outras, não querem nada disso. Então achava melhor a humanidade desistir de tentar responder o que  “mulheres” querem. Porque não existe “mulheres”. Existe a Ana. Existe a Letícia. Existe a Marina. Da mesma forma que existem o João, o Nícolas e o Rafael. Todos tão diferente, impossível que quisessem e pensassem exatamente igual.

Portanto, você aí, amigo, namorado, primo, irmão ou pai, que vive se descabelando para tentar entender o que as mulheres querem, respire fundo e tente entender o que a mulher que você está tentando agradar quer. Esse é o primeiro passo para saber o que ela quer: Descobrir que ela está longe, muito longe, de ser igual a todas as outras. 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Os problemas da $ociedade do dinheiro

Dinheiro. Dinheiro. Dinheiro. O mundo é movido por essa pequena palavra, que causa loucuras em algumas pessoas. No mundo capitalista em que vivemos, não há como ficar completamente alheio a isso. Que atire a primeira nota de 100 aquele que nunca pensou que um pouco mais de dinheiro lhe faria mais feliz. Sim, porque todos quase todos sabemos que dinheiro não traz felicidade. Mas sabemos também que pode comprar várias coisinhas que trazem. Numa sociedade onde o ter quer cada vez mais roubar o lugar do ser, comprar parece ser o verbo favorito de muita gente. Acumular bens e contas na suíça parece algo mágico. Só que uma hora, esse vazio de espírito cansa. Uma hora há que se dar conta de que o que fica pra sempre é o que você foi, não o que você teve. O dinheiro pode sim comprar muitas coisas que te dêem a sensação momentânea de felicidade. Mas quem tenta moldar a felicidade em cima de objetos, vai sempre precisar de mais um. Já quem é feliz apesar dos objetos, vive bem melhor. O dinheiro é um mal necessário sim. Se não fosse, não teria ninguém morrendo de fome. E esse é o maior o problema. O tal do dinheiro fica concentrado em poucas mãos. E essas poucas mãos enriquecem cada vez mais, enquanto as que precisam realmente dele, continuam sem. Dinheiro não seria um problema se fosse bem divido. Também não seria um grande problema se não tivesse virado um vício. Um vício que faz com que quase ninguém se sinta plenamente satisfeito financeiramente. Um vício que nos mostra um mundo onde as pessoas estão sempre querendo mais do que tem. O que seria uma ambição saudável, se, claro, houvesse limites. Ter dinheiro demais não é um problema. O problema está no uso em que se faz dele num mundo onde muitos não tem nada. Dá pra conceber um continente inteiro vivendo em condições precárias enquanto um casal gasta mais de 1 milhão de reais na festa da filha? E aí muitos dizem: Não dá pra julgar pois se eu tivesse dinheiro talvez fizesse o mesmo. E o pior é que é verdade. Se tivésses esse dinheiro, talvez fizéssemos o mesmo sim. E é aí, repito, que está o grande problema do dinheiro. Todos fazerem sempre o mesmo.

domingo, 22 de agosto de 2010

Sonhar ou não?

Pra falar a verdade essa é uma pergunta que nunca passou pela minha cabeça. Porque pra mim não existe o ato de não sonhar. E se eu não conhecesse uma pessoa que diz pra mim que prefere não sonhar, eu não acreditaria que isso existe. Mesmo. Porque sonhar é uma parte muito importante da minha vida. É o que eu faço antes de dormir, quando estou no carro, quando ouço música, quando estou no meio da aula chata e não consigo prestar atenção..

Acho que sem os sonhos a vida seria incompleta. Porque eu acho que só a realidade não é suficiente. Porque às vezes a realidade é simplesmente dura e chata, e os sonhos podem ser uma fuga gostosa. Lógico que não dá pra viver de sonhos. Mas eu acho também que não dá pra viver sem sonhos. Há que existir um meio termo.

Vi uma frase uma vez que diz: ‘Sobre sonhos, antes o desespero de não os ter realizados do que o enorme vazio de não tê-los.’ E eu concordo em gênero, número e grau. Posso ser radical nesse assunto, mas acho mesmo que uma pessoa que não tem sonhos tem um grande vazio por dentro. Algo que eu não quero experimentar nunca. Porque o dia que eu parar de sonhar, é com certeza porque parte de mim morreu.

domingo, 15 de agosto de 2010

Adeus?

Despedida. Apenas uma palavra. Que carrega uma enorme carga. Já me pego imaginando abraços, lágrimas, promessas. Pior é pensar qual é realmente o seu maior sentido. Quando a gente sabe que vai embora, ou que alguém vai fazer isso, queremos nos despedir. Seja para morar longe, para viajar, para ir apenas ao cabelereiro… Talvez essa vontade de ter esse último momento seja para dizer que ficou junto com aquela pessoa até o último segundo antes dela ir fazer sei lá o que. Só que na realidade, não aproveitamos esses possíveis últimos momentos como deveríamos. Pelo menos não na maioria das vezes. As vezes as pessoas fazem festas! As vezes elas simplesmente se reunem para chorar juntas. Mas na realidade, a maior das despedidas nunca somos capazes de fazer de fato. Aquela despedida de quando a pessoa se vai, pra sempre. Porque nunca temos certeza de quando esse momento vai ser, e por mais que falemos que não, sempre temos a esperança de ver aquela pessoa novamente. O último momento que você passou com uma pessoa, foi sempre uma despedida. Porque você nunca pode saber se vai vê-la de novo. Se todas as grandes despedidas fossem triviais, haveria bem menos choro. Mas com certeza, arrepedimento. Sempre haverá a vontade de mais um abraço. Mas isso acontece também quando houve a despedida. Quando a gente ama, sempre cabe mais um abraço. Sempre. Despedidas são difíceis, mas conviver com a falta da pessoa é bem pior. Seja essa falta temporária ou eterna. A despedida marca o ponto que separa o tempo que se esteve com a pessoa do tempo em que simplesmente não mais estará. E por isso machucam. Mas talvez seria uma ideia inteligente tratar esses momentos com um pouco mais de alegria. Afinal, neste momento, você está com a pessoa. E isso é um motivo pra sorrir. Pena que a prática é tão diferente..

sábado, 17 de julho de 2010

O que seria do azul…

… se todos gostassem do amarelo? Ouço essa frase desde pequena, e o pior é que ela é muito verdade. Ou pelo menos, deveria ser. Desde que o mundo é mundo as pessoas tem opiniões divergentes. E vamos combinar que se não fosse assim ia ser bem chato. Acontece que, cada vez mais, as pessoas vem ficando intolerantes quando se trata de gosto alheio. Essa, aliás, é uma atitude de péssimo gosto. Porque se você quer ter seu gosto respeitado, que respeite o gosto dos outros. Mostrar argumentos contra, numa discussão, é uma atitude saudável. Todos também tem o direito de desgostar, e de explicar o porque disso. As coisas perdem o rumo quando uma, ou ambas as partes da discussão, começam a se atacar. Ou mesmo, defender e criticar cegamente o ídolo/olivro/oprograma, enfim. Discutir é saudável. Se atacar, não. A falta de razão é que torna a situação ridícula. Do mesmo jeito que uns gostam de ACDC, outro gostam de Justin Biber, e eu, não gosto de nenhum dos 2. E é assim que as coisas funcionam e vão continuar funcionando. Brigar por motivos de gosto alheio, isso sim, é um péssimo gosto, que eu acho, deve ser atacado.

domingo, 16 de maio de 2010

Eles

Ele ainda estava sentado no banco daquela delegacia gelada esperando ser interrogado. Estava praticamente preso. Por um crime que não cometeu. Enquanto isso, seu coração estava em pedaços, pois sabia que ela, a essa altura, já estava na rodoviária com todas as malas. Voltando pra sua cidade. Claro que ela não podia continuar vivendo junto com um assasino. Mas justo ela. O grande amor da sua vida. Sua primeira grande paixão. E agora o odiava. Por um crime que ele não havia cometido.
Isso é o que todos chamam de estar no lugar errado, na hora errada.
Tinha mesmo que sair do prédio com a camisa suja de sangue justo no momento em que o porteiro havia sido esfaqueado?
Pensava, repensava, e não conseguia compreender em como ela tinha acreditado nessa história. Justo ela, que jurou confiar nele para sempre. Ela, com quem ele fazia todos os seus planos de futuro feliz. Pensou no casamento. Pensou nos filhos incríveis, que ele nem teria a chance de conhecer, afinal, não existiriam.
No meio disso, o delegado entra, interrompendo seu pranto, e diz que ele está liberado; diz que os policiais que ficaram de plantão viram o verdadeiro assassino saindo do prédio. Horas depois. Horas grandes demais para ele.
Agora ele nem queria mais ser liberado. Liberdade pra que? Iria para casa e não teria seus braços.
Quando chegou ao prédio, sem rumo, girou a chave na fechadura e deu de cara com ela. Sentada nas malas.
Disse que a viagem havia sido cancelada.
Ele disse que o julgamento havia sido cancelado. E que não acreditava que ela não tinha acreditado nele.
Ela disse que estava com a cabeça a mil no momento, e ficou completamente transtornada. Quando estava na rodoviária, percebeu que sua menstruação estava 5 dias atrasada. E que já estava enjoando a 3. Correu na farmácia e comprou um exame. As 2 listras apareceram. Parou. Respirou. E lembrou do verdadeiro homem. Que tinha colocado aquele presente na sua barriga. O homem que ela amava, e em quem ela jurou confiar. Claro que ele nunca faria mal a ninguém. Correu pra casa na hora, e ainda estava em choque demais para ir até a delegacia quando ele entrou pela porta.
Os 2 então se abraçaram. E dessa vez, choraram juntos. De amor, de alegria. Agora, a 3.

sábado, 8 de maio de 2010

Para o primeiro

Você está lendo essa carta agora, em 2030.
Eu ainda não sei se você é menino ou menina, mas eu acho que sonho com você desde que nasci. Ou desde que ganhei minha primeira boneca.
Você já teve vários nomes. Espero que goste do que você realmente ganhou.
Você já teve várias carinhas. Tenho certeza que nenhuma das que eu imagino é tão perfeita quanto a que você realmente tem.
Hoje eu to com 18 anos. Nas minhas humilde ideias, eu vou ganhar você com uns 26. Mas como nem sempre os planos de Deus batem com os nossos, você quando ler isso vai poder conferir se foi assim que aconteceu ou não.
Filho(a), espero que o mundo agora esteja sendo um lugar legal pra se viver. Aqui em 2010, não é muito bom. Tem pessoas más. Que fazem mal pra outras pessoas. Que destroem a natureza.
Algumas pessoas dizem, que o melhor que você pode fazer por um filho é não tê-lo. Dizem que essa é a maior prova de amor: Não colocar uma criança nesse mundo louco.
Eu não acredito nisso.
Eu acho que cada nascimento é uma prova de que Deus acredita na humanidade.
É uma renovação do contrato que ele fez com a gente, de cuidarmos bem do mundo.
Tem gente que não liga pra isso, mas tem gente que realmente vale a pena, filhote.
E você está aqui hoje porque eu sempre acreditei que você fosse valer a pena.
E eu espero que esteja realmente fazendo você valer a pena, e que você acredite que a vida vale a pena.
Dizem também que mais importante que se preocupar com o mundo que vamos deixar para nossos filhos, é importante pensarmos nos filhos que deixaremos para o mundo.
Eu espero estar deixando uma grande pessoa no mundo.
Sempre sonhei que meu maior papel seria o de ser mãe! Quero estar cumprindo ele direitinho.
Falhar, eu tenho certeza que eu falho. Todos falhamos, filhote.
Mas pra você eu quero ser sempre a melhor, pra transformar você numa grande pessoa!
Quero um dia que você olhe pra mim, e diga: Sou muito feliz!
E aí eu tenho certeza que vou poder respirar aliviada e pensar: Cumpri o maior dos meus objetivos.
Te amo desde sempre.
'Mamãe'.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A que tá no sangue

É rotineiro ouvir por aí pessoas dizendo: Lembra da época da censura? Isso não poderia ser assim e tal..
Acho que o que elas querem dizer na verdade é época da ditadura. Porque a censura não teve época. E nem acho que vai ter. Ela existe e está aí.
E nem estou falando como uma coisa ruim. Em alguns casos, é prudente, como por exemplo, em filmes que menores de tal idade não podem assistir..
Mas nem é desse tipo de censura que estou planejando falar hoje. Estou falando da censura que está inrustida nas pessoas. Aquela que nasce com elas, e permance assim, pertencente.
Aquela que diz o que devemos ver ou não, ouvir ou não, falar ou não.
Aquela que adora aparecer para nos cegar quando vemos criancinhas passando fome, pessoas nas ruas gritando de dor.
Aquela que aparece sempre que pensamos que vamos botar a boca no mundo, e pra variar, continuamos calados.
Esse é o pior tipo de censura, pois nos mostra que não fazemos muito do que podíamos simplesmente por não fazer. Não haverá punição, não haverá tortura..
Quando não fazemos é que o mal aparece: A culpa, o arrependimento, o peso na consicência de termos permanecidos cegos, surdos, e mudos. Mais uma vez.
Se tem algo que deve ser censurado, é com certeza, essa censura seletiva que corre em nossas veias.

domingo, 11 de abril de 2010

How you doing?

Paquerar é uma arte. E como toda arte, tem todas as suas particularidades, aqueles que sabem que não fazem, aqueles que simplesmente fazem, e aqueles que são exímios na atividade.
E claro, depende da pessoa. Se eu rabiscar um traço vermelho num papel amarelo e falar que é arte vão rir da minha cara. Se Picasso fizesse isso venderia por uma nota.
Aonde eu quero chegar?
Na calçada de uma obra, onde todos aqueles pedreiros suados resolvem perguntar se boneca anda quando você passa. Sério, eles devem receber pra isso, que é impressionante. E aliás, como paqueradores eles com certeza são excelentes pedreiros.
Mas.. e se aparecer o Brad Pitt em carne, osso e puro músculo na varanda da sua casa perguntando a mesma coisa? Aí a gente responde que anda, pula, fala, e até da beijinhos!

Paquerar é um dom. Tem gente que simplesmente não nasceu pra isso. E o pior, não se tocam disso.
Então, meninos, a menos que vocês sejam um Joey Tribbiani, que com apenas 3 palavrinhas consegue seduzir qualquer uma, criem bom-senso. Mulheres podem ser sim conquistadas na lábia. Mas tem que saber direitinho as palavras que nos encantam. E perguntar o telefone da cachorrinha está bem longe disso :)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Do mesmo lugar

Meus pais não se contetaram com uma não. Acho que começaram a cansar da vidinha monótona que tinham a 3 e resolveram chamar a cegonha de novo. Ela apareceu com essa garota no bico.
Dizem as más línguas que eu queria, e que nem tinha ciúme.
Antes dela nascer, tinha 2 amigas imaginárias. Mamãe jurava que quem ouvia eu brincando com as duas, tinha quase certeza de que tinha gente dentro do quarto comigo.
Na tarde do dia 8 de novembro de 1995 eu entrei correndo dentro do quarto da maternidade. Fui direito até aquele bercinho, olhei praquela coisa miúda e cor de rosa e disse: Oi bebê!
Como se já nos conhecíamos desde sempre.
Mamãe disse que depois disso nunca mais falei com as imaginárias.
Um pouco depois mamãe apareceu com aquela neném em casa, e ela só chorava.
Papai disse pra mim: Você era tão boazinha que a gente achou que ia ser fácil e fizemos outra. Porque você nos enganou?
Pois é. Aquela coisa rosa só chorava. E chorava.
Mas um belo dia ela para de chorar e começa a rir. E fazer gracinha. E eu, que era chatinha pra burro e não ia no colo de ninguém, comecei a ser legal pra todo mundo querer brincar comigo também.
Aprendi que eu era o espelho dela, sua grande ídola, e que tudo o que eu fazia, ela queria fazer igual.
Eu aprendia com ela, e ela comigo.
Mais do que da mesma barriga, a gente nasceu do mesmo coração.
As vezes a gente se odeia. Mas mesmo nesses momentos a gente sabe que se ama.
Já tive muita vontade matar. Mas mataria por.
E tenho certeza que todas as fotos de família seriam incompletas sem ela.
E que a minha vida seria muito sem graça sem alguém pra aparecer no meu quarto de noite, escondida, pra bater papo.
Ou sem alguém pra eu acordar as 3h da manhã porque entrou um besouro no meu quarto e eu to morrendo de medo de matar.
Fico triste de pensar que tem muitos irmãos por aí que se odeiam. Porque estão perdendo uma grande chance.
Podia ser até legal ser filha única, a bonequinha dos pais... Mas eu não troco as nossas risadas por essa vida não.
Porque até no meio das brigas a gente olha uma pra cara da outra e ri.
E não tem nada no mundo que pague isso.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Meus?

As pessoas nascem. Elas abrem os olhinhos. Elas tem fome. Elas tem sede. Alguns meses depois, elas tem ciúmes.
É fato.
Ciúmes existem. E nem são só as pessoas, porque a minha cachorrinha não gosta nada quando minha mãe faz carinho na irmã dela.
E ele vem em todos os tipos, todos os tamanhos. Da mãe, do pai, da tia, do cachorro, da amiga, do namorado, dos filhos, dos netos.
Todo mundo tem ciúme.
A diferença é o jeito com o qual as pessoas lidam com eles.
Fazer barraco no salão da festa da prima porque seu namorado olhou pra sombra da vizinha dela, que estava refletida turvamente no chão, é o fim da picada.
Tem casos que não tem jeito. A gente explode mesmo.
Mas na maioria, acho que dá pra se contentar com umas mordidinhas nas mãos né gente?
Afinal, assim como é fato que todos tem ciúmes, também é fato que ninguém é de ninguém. Por mais que a gente queira, a gente não tem as pessoas.
As mães costumam repetir pra si mesma: A gente não tem um filho. A gente coloca um filho no mundo.
E é a mais pura verdade, assim como todas as outras coisas.
Podemos até sentir que temos um ao outro, mas o sentimento é outro.. É amor, é amizade, é carinho.
Jamais é posse.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Alerta vermelho: É cilada!

Por mais que a gente queira fugir, elas sempre aparecem. Dando indícios ou não.
Tem aqueles dias que você acorda sentindo que vai acontecer alguma coisa. Só saindo pra comprovar se vai ser bom ou ruim.
Já tem outros, que você acha que tudo vai ser perfeito, e.. dá com a cara no muro!
Quem nunca saiu de casa feliz da vida num dia de verão pra encarar aquele famoso parque de diversão da sua cidade com os amigos? Dia perfeito né? Aí você chega lá, o parque está lotado, com mais de 2h de fila pra cada brinquedo, você se perde dos seus amigos e começa a chover. Sim, tudo junto porque cilada não é cilada assim, isoladamente. Sempre tem que ser completa.
Infelizmente elas ainda não tão mandando cartãozinho com endereço e hora. Então.. temos que viver pra saber. Ah vai, é até bom passar por umas assim. Correr riscos!
A vez que eu ouvi a palavra CILADA que mais me marcou foi em abril do ano passado. Estávamos quase na páscoa e eu estava no msn com 2 amigos, isso já eram altas horas.. A Ju, em Vitória, o Pê, em São Paulo.
Conversa vai, conversa vem, e ele pergunta:
-Tá conversando com mais alguém?
-Sim, com a Ju, minha amiga de Vitória.
-Me add na conversa!
E na janela ao lado..
-Ju, meu amigo tá pedindo pra eu colocar ele na conversa, pode?
-Ah não amiga! Você só me mete em ciladas!
-Que isso, deixa de bobeira.
E.. coloquei ele ali.
Preciso responder?
Ela diz que pensou que eu fosse um grande presente na vida dela, e que isso já era tudo, mas eu ainda consegui fazer mais e trazer o Perrucci.
Ele é o melhor amigo dela. Ela só não é a melhor amiga dele porque eu venho na frente, hahahaha.
Brincadeiras a parte, eles viraram irmãos. E só se viram 1 vez.
Sempre vou lembrar da melhor cilada que eu armei na minha vida!
E se a cilada em que você cair não for tão boa assim, simplesmente pense naquela frase: Um dia a gente ainda vai lembrar de tudo isso e rir. Porque não agora?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Utopia

-Como é? Eu morri?
-É sim. Mas foi um erro, sabe como é.. O departamento está atolado de mortes por causa do calor, aquecimento global, as coisas estão difíceis.. Aí.. A Dona Morte se enganou.
-Ah ótimo. Agora eu tô morta?
-Sim.
-Por engano?
-Sim.
-HAHAHAHA', você é ótimo. Mas olha, acabou a piada, pode pegar as câmeras, eu nem cai hein?
-Olha, mocinha, pare de brincadeira, isso aqui é sério. A gente precisa corrigir mandando sua alma de volta pra terra.
-Ótimo!
-Acontece que.. Também houve um engano na dimensão do tempo, entre sua partida da terra e sua chegada ao céu.
-E?
-E que nós já estamos quase no ano 2200 menina. Seu corpinho já virou PÓ.
-E EU FAÇO OQUE?
-Pra começar, para de reclamar. Em segundo lugar, já arranjei um corpo pra você. JÁ!

E não muito longe dali, ela acorda.
Numa cama estranha, com um homem, estranho, numa casa estranha.
Ela senta na cama, e aparece uma criaturinha de no máximo 3 anos, cabelinhos pretos e olhinhos verdes: MAMÃE, VOCÊ JÁ TÁ ACORDADA!
Comoéqueé? MÃE? Mas eu só tenho 17 anos!
O homem então dá uma espreguiçada: Ai amor, sempre piadista! Vamos tomar o café que a Juju também já deve ter levantado.
E aí ela segue o seu.. 'amor', com aquele menininho pendurado no colo, passa por um quarto lilás, e conhece então Juju. Júlia, para os menos íntimos. Sua filhinha caçula, de 5 meses. Pega no colo, meio desajeitadamente, e ela começa a BERRAR.
Anjo, acorda, ela tá com fome - diz o 'homem'.
E você quer que eu faça oque? - diz ela.
Abra essa blusa e dê de mamar ué, você quer que eu faça isso?? - diz ele.
Então ela respira fundo, senta com aquele minicriatura, abre a blusa, e ela lhe olha com o sorriso mais lindo que ela já viu no mundo. Gruta a criaturinha na sua pele, e vê nos olhinhos dela, satisfeitos com seu leite, o maior amor do mundo.
Desce as escadas e olha feliz pra calçada. Limpinha. O sol brilha lá fora. Todas as pessoas na rua estão felizes. Aliás, as únicas pessoas que estão na rua, estão somente NA rua. Não existem mais pessoas DE rua. Ela liga o noticiário, e o que acontece? Só notícias boas! Ninguém mais tenta descobrir curas de doenças.. Simplesmente porque elas não existem mais. Não há fome. Nem guerra.
O que é isso? - Ela pensa - Então o mundo realmente tinha salvação? E a gente destruindo cada vez mais achando que não tinha jeito mesmo..
Ele então aparece e diz: Linda, não vem tomar seu café?
E ela diz: Em 2010 era tão diferente.
Ele: oque?
Ela: Nada, amor. Vamos tomar café.
E bem de levinho, ela respira aliviada, pensando: Morri pra finalmente poder viver.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

etiqueta.com

É errado jogar lixo nas ruas. E as pessoas continuam fazendo.
Há ainda aqueles que dizem que as regras só existem para serem quebradas.
Em toda comunidade existem regras. E existem os seus desvirtuadores.
Porque seria diferente com a internet?
A internet apareceu, cresceu, explodiu.
E aí, tudo ficou mais.. simples.
Gente, se as pessoas já se ofendem gratuitamente no meio da rua, imagina na internet, onde tudo pode ser anônimo? Muito mais fácil né?
Muitos blogueiros já tiveram que aguentar comentários non-sense, críticas nada construtivas.. e tudo isso de forma completamente desnecessária! Quase 100% desse tipo de problemas envolve um anônimo. Por quê? Porque é fácil não dar a cara a tapa!
A palhaçada na internet ainda vai mais longe. Vírus, e-mails, spams, CÓPIAS..
Pois é. Quem tá na rede é peixe e não tem dono. A gente tem é que tomar cuidado com o que é nosso pelo menos tentando descobrir se alguém copiou e está usando por aí. E o pior: Quando encontramos isso, não podemos fazer quase nada. E nos sentimos de mãos atadas. Pra variar, como em muitos casos na vida extra internet, os certos se sentem impotentes.
Se já é fácil quebrar regras por aí a fora, no mundo.com é ainda mais fácil. Muito provavelmente a pessoa NUNCA será descoberta..
Mas, fazer o que. A gente tem que acabar aprendendo a conviver com isso.
Quem foi que disse que iria ser fácil?

domingo, 24 de janeiro de 2010

E o universo é enorme.

Ainda mais do que qualquer um pode pensar. E é lotado. De cometas, de estrelas, de satélites, de planetas..
E dentro de tudo isso, lá no fundo, estão pequenas criaturas chamadas humanos.
Eles são muito, muito pequenos. Mas também são grandes.
Alguns são maiores que outros. Nas atitudes, nas palavras, no amor.
Alguns acham que são grandes demais, e que podem mandar nos outros.
Mas por maiores que todos acham que sejam, são muito, muito frágeis.
E não, não podem controlar o mundo. Por mais que pensem que podem.
Então cismam em desafiar. Humanos são atrevidinhos. Adoram desafiar. Desafiam eles mesmos, desafiam a natureza..
E aí ela dá um chilique pra provar que ela é bem mais poderosa.
Aí percebemos que somos frágeis demais.
Ao mesmo tempo, sabemos que não podemos cair. E que mesmo tendo perdido alguma pessoa querida, temos que nos erguer, e recomeçar. Mesmo que seja do zero.
Nesse momento mostramos que somos mais fortes do que alguém pode pensar que somos.
Controverso né?
Isso é o ser humano.
É chorar, é rir. É beijar, é brigar.
Porque nada no mundo é constante. As pessoas é que não seriam mesmo.
E não importa se a gente é tão pequeno pro mundo. O importante, é que pra algumas pessoas, a gente sabe que é bem maior que o mundo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Quando o TER quer roubar o lugar do SER

É só entrar no shopping para ir ao cinema que damos de cara com a nova vitrini da Kippling, e aí já bate aquela vontade de comprar uma bolsa nova. Você sabe que tem mais de 5 no armário, mas mesmo assim, aquela parece 'a' bolsa, assim como todas as outras pareceram na hora que você comprou.
Vontade de consumir, todos tempos. Os produtos estão ali, na nossa cara, implorando para serem comprados. Nós estamos (ou não!) com o dinheiro na mão. Mas.. realmente precisamos daquilo? A diferença entre consumo e consumismo entra bem aí.
A cada ano é lançado um IPod novo, e a gente já pensa: Puxa, o meu não tem graça perto desse. Mas vamos morrer se não compramos? Não.
Tem muita coisa mais importante na vida, como ouvir e cantar a sua música preferida do lado da pessoa que você mais ama.
O verdadeiro sentido das coisas está em como elas são vistas e aproveitadas por nós.
Podemos comprar mais um perfume, pra encher o nosso armário deles, ou podemos escolher um que deixe nossa marca, e que vai fazer aquela pessoa lembrar de nós sempre que sentir aquele cheiro.
O maior problema relacionado ao cosumismo, como se ele já não trouxesse muitos outros, é que as pessoas estão deixando de valorizar o SER para valorizar o TER.
Acontece, que as pessoas não são a quantidade de blusas que elas tem, e sim, a quantidade de sorrisos que dão, de abraços sinceros, de lágrimas derramadas.
Ser está muito além de qualquer outro verbo. E a sociedade quer deixar as comprar nos fazerem esquecer disso.
=X

domingo, 3 de janeiro de 2010

O melhor deles

Então eles se conhecem e logo rola aquela empatia.
Não demora muito para que estejam grudados. Coversando até altas horas. Rindo. As vezes chorando, sempre um no ombro do outro. Confiam um no outro como nunca confiaram em ninguém.
Ah, os melhores amigos.
Chega então um belo dia onde um dos 2 percebe que está com ciúme.
'O que? Como ele pode abraçar ela desse jeito?'
E aí então se percebe que o coração já tá querendo mudar o rumo da prosa e transformar aqueles amigos em um casal.
Se o cupido avisou isso pros 2, sorte, muita sorte. Não tinha como ser melhor! Juntar amor e amizade numa mesma pessoa. É enorme a chance de dar certo.
Agora, as vezes ele avisa um só.. e é aí que o bicho pega.
Pode dar confusão. Acabar com amizade. Dar sofrimento pros 2 lados.
Mas há que se lembrar que eles são melhores amigos, e essas duas palavrinhas fazem eles terem certeza de que conseguiram resolver todos os pepinos, vencer todas as barreiras, e ficar juntos para sempre.
Afinal, amigo é pra sempre. Mesmo que o pra sempre não exista.
E melhor amigo é feito de diamante.
A gente tem que zelar por ele como se fosse o único do mundo.
E muitas vezes, é.
Amizade já é amor.
E isso deve ser maior que tudo. Sempre.

sábado, 12 de dezembro de 2009

O tempo não cura nada.

Apenas tira o incurável do centro das atenções.
A Ju disse isso pra mim uma vez.
Eu tenho que concordar que é a mais pura verdade.
O tempo alivia. Mas infelizmente não tem poder de cura.
Se tivesse, todos os velhinhos seriam perfeitamente felizes.
O que acontece é que o passar do tempo faz com que novos acontecimentos tomem o lugar do que está a nos preocupar. E aquilo vai se amenizando aos poucos.
É mais ou menos como uma bolsa de água quente quando estamos com cólica. Não é nenhum atroverant, mas vai acalmando e acalmando, até que aquilo se torne imperceptível.
O tempo cura a dor. Não a causa.
E não somos nós que controlamos, é ele que nos controla.
É ele quem dá as cartas. Nós só temos que obedecer.
O problema é que ele é impiedoso. E vai seguindo.
Se formos empurrando todos os problemas com a barriga pensando que o tempo pode resolver, chegaremos um dia lá na frente com uma grande bola de neve.
Portanto, o tempo ajuda na resolução dos problemas sim.
Mas só se caminharmos junto com ele, ao invés de deixar toda a tarefa nas suas costas.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Que seja eterno enquanto dure.

Já dizia o sábio Vinícius.
Ah, o amor. Tão pequenina palavra de 4 letras que é capaz de mudar a vida de tanta gente...
O cupido vai lá, ajeita a flecha, e manda. As vezes ele acerta de primeira, mas na maioria das vezes ele erra várias vezes até acertar. Enfim, uma hora ele acerta. E ai acontece aquele olho no olho, a mão na mão, o beijo e o altar. Felizes para sempre? Quem pode saber?
O casamento pode ser o ápice do amor entre 2 pessoas, mas também pode ser o fim dele.
Acreditar em que?
Acreditar no amor. Acima de tudo. Em você, na pessoa que você ama, e nessa força mágica que há entre vocês 2.
Não é porque todos os casamentos à sua volta dão errado que o seu está fadado ao fracasso.
Não dá pra começar um casamento com a certeza de que ele vai dar errado. Nem dizer o maravilhoso "sim, eu aceito" com o pensamento de: se não der certo, dá pra acabar com isso.
Ei, peraí.
Diga o SIM acreditando que vai dar certo.
Ninguém mais tem que acreditar no felizes para sempre. Só vocês 2.
Um casamento depende só de 2 pessoas. E são elas que fazem ele ir pra frente.
Não adianta um só querer. Os 2 tem que estar lá, juntos, como disseram no altar. Na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza.
Deu errado? Ok. Carregue então a certeza de que você pelo menos acreditou que daria certo.
Casamentos não tem receitas em livros.
Não adianta botar 150g de amor e 50g de confiança.
Pessoas são diferentes, e portanto, 2 delas juntas são ainda mais diferentes das outras.
A palavra chave é acreditar.
Aí é preparar, apontar, amor.