quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nilmocracia – Nós sobrevivemos

Passei a madrugada no automático, com aquele frio na barriga escondido atrás do sono, sabe assim? Quando acordei já não era frio na barriga não. Era gelo mesmo. Conferi se estava levando tudo. Quando estava quase chegando na PUC vi que tinha esquecido minha pasta com o meu texto. E o problema é que compramos pastas iguais para todos da equipe, pra ficar bonitinho. Entrei em pânico, mas minha mãe teve a ideia de parar na papelaria. Claro né, porque não pensei nisso antes. Aí comprei 5 pastas, para ficarmos todos iguais novamente. A primeira aula era de história da comunicação, e também era semínário. Thanks God, não o meu. Dois no mesmo dia eu SURTARIA. Na hora do intervalo, imprimimos mais algumas coisas, nos preparamos e.. demos de cara com uma policial na porta da nossa sala. Lembram que disse que depois do seminário iríamos para o banho de lama dos calouros? Pois é, e justamente por isso, a galera esqueceu que não pode entrar com bebida alcoólica na faculdade e simplesmente subiram pra lá com todas as cervejas da nossa barraca. FAIL! Apreenderam nossas cervejas, e talvez levaremos advertência. A representante de sala, que foi quem esqueceu desse detalhe e levou as cervejas, começou a chorar de nervoso. E ela era da minha equipe. Professora entra, acalmamos a menina, e fomos. Apresentamos em 37 minutos, era pra ser em 40. Respira e senta. Durante a apresentação da segunda equipe já ouviamos lá de fora o trio-elétrico e a muvuca. O tal seminário da segunda equipe parecia não terminar nunca, tamanha vontade que estávamos de descer correndo pro meio da bagunça. Mas ele terminou, e então, como sempre, vão as duas equipes para a frente da sala ouvir os comentários. A professora apontou mais falhas do que gostaríamos, e no fim, estávamos ficando com medo, quando ela disse: – As duas equipes fizeram a lição de casa direitinho. As apresentações  foram muito boas, e as próximas equipes terão que se esforçar para manter esse nível. Parabéns a todos, foram realmente boas apresentações!

Ufffa! Sai correndo dali, tira a roupa social, se enfia na calça jeans e corre para o meio da muvuca. Chegamos lá já tinha maior galera suja de lama, tinham acabado de arremessar os jornaizinhos. Disputamos um para ver lista de cursos de pessoas conhecidas, e depois foi só pegar latas de cerveja e guaraná pra jogar na cabeça dos calouros. Quando estávamos saindo de lá, por volta de 12h20, vimos um calouro LINDO e a Rhai, doida pra arremessar cerveja nele, foi logo perguntando: CALOURO DE QUE? Ele: Medicina. Nós: PARABÉNS. Aí saímos rindo e entramos no carro. Continuamos a frase, claro: Parabéns por ter nascido, seu lindo, e ainda assim, ter passado pra medicina. Com esse eu casava hoje, hahaha.

Enfim, deu tudo certo. Não quero ouvir falar de Seminários da Nilma nunca mais. Gostamos muito dela como professora, mas os trabalhos são tenebrosos. Aliás né. Queremos sim. Ouvir nossos calourinhos desesperados para fazê-los, hahaha.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nilmocracia – 2º ato

Nesse post aqui está a história do Nilmocracia e do primeiro ato dela. Agora são 23h25, e eu devia estar dormindo porque amanhã tem o 2º ato, mas não, estou postando.

Tá, percebi que estou falando grego. É o seguinte. Amanhã tem o segundo seminário da famosa professora Nilma, de língua portuguesa. E lá vamos nós com nossas roupas sociais e salto alto falar 45 minutos sobre: A expressão verbal e sua relação com a fotografia. Sim, esse é o título do trabalho. Céus, onde eu fui me meter. Depois de dores de cabeça, muito sono e stress, a apresentação finalmente está impecável aos nossos olhos, e espero que a professora ache o mesmo. De qualquer forma, amanhã às 11h espero estar respirando aliviada. Se não for de alívio, será de vontade chorar né. Vai que ela resolve odiar nosso trabalho? NOT! Só sei que independente da reação dela, depois da apresentação estaremos correndo para trocar nossa indumentária social e voltar pro jeans para ir infernizar nossos novos calouros no banho de lama. Ainda não sei se terei coragem de virar uma lata de cerveja na cabeça de alguém, como estão dizendo todos os meus colegas, que é de praxe. Sei que vamos desestressar do seminário ali. E que depois dele, eu finalmente vou poder fazer um post com o título: Nilmocracia – Nós sobrevivemos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A desvalorização da comunicação

maquina

Tive a ideia de escrever esse post lendo o da Mari agora a pouco. Assim vira praticamente um manifesto, humpff.

Tudo começa quando Deus fez o mundo e decidiu que para tudo se encaixar, cada um deve ter uma função dentro da sociedade. E aí surgiram os médicos, os advogados, os jornalistas, os publicitários, os psicólogos e os cheffs de cozinha. E muitos outros mais, claro. Todos são importantes certo? Certo! Então porque essa desvalorização de alguns cursos em relação a outros?

Quando eu desisti da medicina que falava desde criança e resolvi fazer jornalismo, minha professora de biologia brincou comigo que eu estava caindo de nível. Eu sei que ela só disse isso porque eu sempre fui boa em biologia, e porque ela queria que eu seguisse a área dela. Mas usei a frase dela como exemplo pra retratar que muita gente olhou pra mim com cara de: Ah, tah.

Minha mãe queria que eu fizesse medicina. Papai queria que eu fizesse direito. E aí que eu fui fazer o que eu estava a fim. E os 2 acharam legal, e entenderam rapidamente que nessa hora não era o sonho deles que valia, e sim, o meu.

No começo da faculdade, minha professora de Arte, estética e comunicação (sim, é o nome de uma matéria só) comentou que amava dar aulas para jornalismo, porque ninguém ali estava ali por obrigação. Vou reproduzir a fala dela:

- Se eu perguntar numa sala de direito quantos estão ali porque os pais querem, 10 levantam a mão. E muitos outros não levantam porque tem vergonha. Agora aqui, não! Porque nenhum pai em sã consciência fala pro filho fazer jornalismo. Todo mundo que está aqui, está aqui por que quer. Eu me formei em publicidade, mas os meus filhos.. Ah, os meus filhos farão direito!

A última frase ela disse brincando, e morrendo de rir. Só pra deixar claro, não tenho absolutamente nada contra quem faz direito, e acho mesmo que tem muita gente lá que não está lá pelos pais, não me entendam mal.

O que eu quero dizer é que acho digno cada um fazer o que quer, e não o que o resto do mundo quer que ele faça. E que ninguém deve desmerecer seu curso, e nem deixar que ninguém o desmereça.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quase veteranos

PUCPR (15)_jpg

Hoje é a sexta feira antes do fim de semana de vestibular da PUC. Numa sexta feira igual à essa, no ano passado, eu estava deitada no sofá da casa do meu tio. Tinha olhado apartamentos de manhã e estava mega estressada. Com o fato de ter que me mudar, e com os apartamentos, porque com o vestibular eu não estava. Desde criança sempre tinha sido nervosa com provas. No meio do segundo ano do colegial isso sumiu, sei lá porque. Sei que fui fazer vestibular sem um pingo de medo nos 2 dias que se seguiram. Meu primo havia brincado que se comemorava resultado de vestibular tacando ovos na pessoa que passa. Para complementar, ele também tinha dito que os ovos tinham que ser enterrados um tempo antes, para estarem bem “frescos”. Domingo, quando cheguei da prova, entrei na sala e ele perguntou: E aí, Analu, posso enterrar os ovos? Eu sorri pra ele e disse: Pode sim.

Na quinta feira, 11h da manhã minha prima ligou me dando o resultado. Foi um momento incrível, nunca vou esquecer. Bem, como estava em São Paulo, no meio de uma aula de história, obviamente não fui ao banho de lama que tem na própria faculdade na hora do resultado. Meus amigos pularam comigo e me rabiscaram toda, o que eu acho que foi bem melhor que tomar cerveja na cabeça, como alguns de meus colegas tomaram dos veteranos.

Isso tudo pra dizer que um ano passou voando, e que essa semana já teremos nossos calouros. E muito provavelmente compareceremos em peso ao banho de lama para dar uns sustinhos neles, e nos batizaremos como veteranos. E esse novo título que ganharemos durará os próximos 3 anos. Que sejam bons!