O ser humano é engraçado, né. Deveras cômico, na realidade. A gente vive reclamando que o amor dói, que paixão só da trabalho, que o coração anda calejado e cansado de não ser correspondido. A gente se olha no espelho com os olhos embargados de lágrimas e jura que nunca mais vai amar. E no próximo momento já temos certeza absoluta de que o mundo não existiria sem amor, e que tudo o que a gente quer é dançar conforme a música dos apaixonados. Afinal de contas, ah, o amor!
Hoje a tarde, numa breve pausa no espaço-tempo loucura que andam esses dias com a estreia próxima de “Estado”, renovamos a energia numa sala de aula diferente, com professora antiga, e texto aleatório. Se não me engano, o texto se chamava O apocalipse segundo João Domingues. Aposto que estou bem enganada, mas sei que pelo menos o começo está certo. Era o apocalipse segundo alguém. Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que eles falavam coisas tão inusitadas e interessantes, que acabamos dando risada, discutindo, e anotando no bloco de notas do celular. O texto falava, nesses trechos mais analisados, que Deus fez a vida certinha, com tudo encaminhado, direto, e reto, e aí veio o homem estragar tudo quando resolveu inventar o amor. Porque o amor bagunça e tira tudo dos trilhos.
Ele dizia que as pessoas morriam, e a causa mortis era só uma: Infecção Amorosa. Porque o amor é um vírus muito perigoso. E ele ainda disse que sobre a paixão, só de pode afirmar duas coisas: “Que é eterna enquanto dura, e que não dura!”. Depois disse que devia-se matar o amor, e que isso não seria um crime, pois não é crime acabar com uma ilusão. Além disso, ele diz que pra complicar tudo, todo “amante” ainda contrai uma doença básica chamada ciúme. Junta uma dose de amor, um tanto de ciúme, e pronto! Eis o Caos!
Será? Será mesmo o amor algo tão caótico? Eu ainda acho que dói, que machuca, mas que completa e nos motiva a viver! Damos risada, xingamos, reclamamos, mas precisamos. Então continuo com a baboseira de viver proclamando “Mais Amor no Mundo”, sendo o amor uma ilusão ou não, uma invenção do homem ou não. E como indicam a lateral da Revista Tpm de junho, e o meu mais novo filho livro…
Só o amor salva e Preciso dizer que te amo
Com uma inspiração dessas dentro do quarto, não tem como dizer que o amor podia não existir pra bagunçar menos. Digamos que ele seja a bagunça que dá sentido a tudo. E fiquemos felizes assim!