domingo, 13 de novembro de 2011

Meu infinito particular

Vamos Falar de Amor sem dizer Eu Te Amo (221)

Daí que essa semana eu me peguei no twitter na maior conversa de decidir quem era o Beatle preferido de cada uma das envolvidas no papo. E eu estava me divertindo com os argumentos e com nossa babação em cima dos quatro rapazes e de suas músicas, e enquanto eu cantarolava “Lucy in the sky with diamonds” mentalmente, eu pensei, de novo, em como o teatro é algo fantástico.

Estar no palco é maravilhoso. É mágico. Entorpece e dá forças. Ao mesmo tempo que dá pra se pensar que nos tornamos vulneráveis, lá em cima também somos intocáveis. Porque sim. Só quem vive isso consegue explicar. Ou melhor, não consegue explicar. Consegue sentir, que é o importante.

Mas é incrível também o mundo que existe atrás e antes do palco! São tantas experiências, tantas “vidas”! Nessa minha “curta brincadeira” de estar no meu 4º ano de teatro, já fui uma criança que pedia histórias, já estive em lua de mel na Transilvânia perdida na casa mal-assombrada de um maluco, aprendi que meias arrastão pinicam, descobri que quando sua personagem tem que estar morta no palco você consegue se desligar tanto de si mesma que pela primeira vez na vida alguém fica sacudindo sua barriga e você não sente cócegas nenhuma vez. Semestre passado então foi recheado. Me apaixonei por Caio F., descobri Heiner Müller e seus corações, me encantei com o doce, e ao mesmo tempo, forte, jeito de Tennessee Williams contar suas histórias, e comecei a abrir um sorriso só de ver um vasinho de margaridas. Nesse semestre, não mais que de repente, me pego cantarolando Beatles por aí a torto e a direito, além de ter passado um dia inteiro camelando atrás de tecidos para o nosso figurino: Agora eu sei o que é tricoline e Oxford, gente. E nem vou mencionar o repertório que vem com a peça dos outros, só vou dizer um nome: Florbela Espanca.

E é por isso que o teatro é meu infinito particular. Porque é um mundo vasto demais para não ser chamado de infinito. E é particular porque cada um tira dali o que precisa, o que quer. Dumbledore disse que Hogwarts sempre estará lá para os que precisarem dela. Foi mais além, se corrigindo e reinteirando: “Ou melhor. Hogwarts sempre estará lá para aqueles que a merecerem”. Eu tenho que parafrasear o sábio bruxo e dizer que o teatro sempre estará lá para aqueles que o merecerem e precisarem dele. Para aqueles que souberem desvendar o infinito que existe ali. No palco, e atrás dele.

E terça feira começa a Mostra de Teatro do Cena Hum! E daqui a 13 dias estreia Submarino Amarelo! Merda Merda para todos nós! Que se faça a mágica, que se acenda a luz!

Foto da peça Vamos Falar de Amor sem dizer Eu Te Amo, tirada por Éri Buhrer.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Amor.

Eu ainda não tenho filhos. Um dia pretendo tê-los, segurar no colo, apertar contra o peito e ter certeza de que esse é o maior amor do mundo. Mas eu ainda não tenho. Eu tenho pais, tios, avós, primos, amigos, e amo muita gente. Amo mesmo. Porque eu sou dessas que me entrega, sabe? Me entrego de bandeja no primeiro abraço, no primeiro sorriso. Heiner Müller disse que a gente precisa perguntar se pode colocar o coração aos pés das pessoas. Eu não pergunto. Saio colocando. Se pisarem, eu acabo sobrevivendo. Mas eu amo.

Eu disse que ainda não tinha filhos né? Pois é. Um dia eu ouvi uma frase que dizia que irmãos mais novos nos ensinam a ser mães antes dos filhos chegarem. Juro que é a mais pura verdade.

A Helena é uma peste. Ela tirou essa casa do lugar comum quando nasceu. Ela chorava dia e noite, é birrenta, implicante, responde a minha mãe muito mais que deveria, e acha que é dona do nariz dela. E aí eu fico torcendo pra minha mãe virar a mão na cara dela. Mas é só minha mãe ameaçar que eu me fecho no quarto pra não ver, e no fim da contas, vou acabar chorando mais que a Helena.

A Helena é a pessoa com quem eu mais me preocupei na minha vida até então. De verdade. Até hoje, se eu estou sozinha com ela fora de casa e ela some 2 segundos da minha vista eu fico louca. Vai saber né? Também é da Helena que eu mais sinto falta quando eu viajo.

A Helena COM CERTEZA foi a pessoa com quem eu mais briguei na minha vida. Mas reza a lenda que a gente só briga com quem a gente ama. Então, vou te contar, deve ser amor demais!

Dia 20 de outubro de noite, poucas horas antes da Marina nascer, olhei pra Anna Beatriz dormindo no berço, meu olho encheu de água, e eu suspirei: “Mal sabe ela que ela está prestes a ganhar o melhor presente de toda a vida”. Porque é isso que a Helena é.

O melhor presente que eu ganhei na vida.

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Feliz aniversário, criança.
Mas nem precisa se meter à besta com essa minha declaração.
Amanhã acaba seu aniversário e tudo volta a ser como era antes.
(E não OUSE namorar Mateus Solano. Ele é meu.)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Anna Vitória me entenderia

Lembro que era janeiro. Se não me engano, de 2009. Estreou a minissérie Maysa, e dentro dela, apareceu um rosto, que na história, atendia por Ronaldo Boscoli, ou algo parecido. Sei que eu corria pra frente da televisão só para esperar aparecer aquele rosto novamente, e todas as vezes que ele aparecia, eu tinha ataques de amor.

Algum tempo depois, estreou uma novela em que ele era do núcleo protagonista. Além disso, ele era 2! Podia ter algo melhor? Só se ele entrasse na minha casa né. A questão é que nessa novela eu afirmei minha paixão eterna por ele, que tem o sorriso mais lindo da ficção: Mateus. E vou chamar só de Mateus porque sobrenomes tornam a coisa impessoal.

Hoje o destino fez uma sacanagem comigo. Porque eu sonhei com Mateus. Pela primeira vez. E o sonho era MEU. Tinha que ser tudo lindo, romântico, eu e Mateus poderíamos ter nos casado, mas não. No meu pesadelo, Mateus era namorado da minha irmã. Repito: Mateus era namorado da minha irmã.

Eu lembro que eu estava tão revoltada, que me trancava no quarto pra chorar e chutar móveis. Tinham fotos de Helena e Mateus espalhadas por toda a minha casa, toalhas com o nome dos dois no meu banheiro, eles saíam para tomar milk shake juntos e eu mordia minhas mãos de tanta inveja dentro de casa. O sonho foi tão desesperadamente real, que eu juro que quando acordei, sentei na cama assustada e fiquei repassando mentalmente se minha irmã não era realmente namorada de Mateus. Não é, graças a Deus.

Já é difícil imaginar meu Mateusinho casado com outra, agora, esfregando seu amor pela minha irmã debaixo do meu nariz é sacanagem demais. Destino, providencie um sonho com Mateus onde EU case com ele. Ou não né. Porque aí corria o risco de eu não querer acordar nunca mais.


Mateus, vem ser SOL assim pra mim, vem. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Keep calm and find yourself a Ross Geller

rachelross

É porque eu recomecei a assistir Friends, sabe. Acabei de primeira temporada agora, e confesso que assisti até aqui pensando várias vezes sobre tudo o que a Anninha falou aqui. E me irritei um pouquinho com o Ross. Ele é mimado. De verdade. É mimado, se irrita muito fácil, é bem rancorosinho, e eu confesso que comecei a ficar com medo do que eu estava começando a pensar sobre o Ross. Porque eu AMO o Ross, e acho que ele e Rachel são o casal perfeito, e eu não devia recomeçar a assistir Friends se isso fosse acabar com a imagem imaculada que eu tenho dos dois juntos. OK, nem tão imaculada assim, porque né…

Mas aí os episódios vão passando, e a primeira temporada termina exatamente quando o Chandler deixa escapar que o Ross é apaixonado pela Rachel. E aí eu já senti aquela pontada no coração que eu acho que por mais que eu assista Friends 1000 vezes nunca vai passar. E aí sumiu todo o resto. O Ross pode ter milhões de defeitos, mas Ross will be Ross. Não tem jeito.

Ele vai ser pra sempre o Ross. Aquele que se apaixonou pela Rachel aos 15 anos e a amou a vida toda. Aquele que olha pra ela como se olhasse para um diamante. Aquele que declara para quem quiser ouvir que o defeito de todas as outras mulheres no mundo é que elas não são a Rachel. É aquele que olha nos olhos dela e diz que SEMPRE foi ela. E só.

É o Ross, cara. O Ross. Ele pode ter o defeito que for, mas ele vai ser sempre o Ross da Rachel. E meu coração sempre vai me dar pontadas quando vejo cenas dos dois. E eu sempre vou chorar quando olhar a carinha de Rachel esperando-o no aeroporto com aquele buquê de flores na mão. Sempre.

Afinal de contas, ele pode ser o que for. Mas acima de tudo, ele é a lagosta dela. E ponto final.

branco

He is her lobster.