segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu não ia fazer esse post

Fiz dois anos seguidos, e achei que estaria cansada. E também que viraria clichê. Mas quer saber? Que vire clichê, eu nem ligo. Nesse ano, são 15.

15 anos que ela chegou em casa para acabar com meu reinado de filha única. E assim, todos os presentes que poderiam ser pra mim, passaram a ser divididos com ela. E mesmo hoje, dia em que eu estou morrendo de inveja porque ela ganhou um Itouch novo que filma em alta definição, eu tenho que admitir publicamente que ganhar Ipods não teria nenhuma graça se eu não pudesse ligar ele na caixa de som pra cantar junto com ela, mesmo eu achando que ela desafina o tempo todo. E a gente canta, dança, fala besteira e cai na risada, pra logo em seguida brigarmos, e persistirmos sempre nesse mesmo ciclo. Há 15 anos.

E é assim, neném, que hoje eu tenho que te dar 15 puxões de orelhas, e agradecer a Deus muito mais de 15 vezes por ele ter enviado você pra mim.

Tem vezes que eu te odeio. Mas mesmo quando eu te odeio, eu te amo.

E sabe que eu acabei de perceber que esses seus posts de aniversário serão um eterno clichê? Olha o que eu acabei de ver que disse no seu aniversário de 14 anos: Sem você, eu talvez poderia ter um IPod novo a cada ano, mas não teria com quem cantar as músicas todas erradas e dançar no meio da sala.

Praticamente a mesma frase. E juro que nem foi combinado! É que por mais que os anos passem, o meu amor por você é sempre, sempre, sempre igual.

modi

Seu primeiro puxão de orelha. Tô indo aí te dar mais 14. =]

sábado, 6 de novembro de 2010

No mundo da lua

meninePorque eu sei bem que quando Deus me mandou lá de cima, alguma coisa fez com que uma parte de mim ficasse presa nas nuvens. Porque eu vivo voltando lá. Eu sonho o dia inteiro. Sonho no ônibus, sonho ouvindo música, sonho no meio da aula de história.. Tem gente que acha ruim, eu nem ligo. Prefiro sonhar demais do que sonhar de menos. E acho errado gente que diz que os sonhadores não são práticos. Talvez sejamos menos, mas acredito que sonhar é o primeiro passo de tudo. E se as coisas não derem certo, pelo menos quando eu sonhei com elas eu estava feliz.

Uma amiga minha de São Paulo dizia que não sonhava. Sempre que eu e nossa outra amiga comentávamos de nossos sonhos mirabolantes para o futuro, ela ficava irritada, e dizia que a gente sonhava demais. Nós passávamos longos minutos pensando em como seriam nossos maridos, e em como chamaríam os nossos filhos. E, claro, a cada ano que passava as nossas ‘previsões’ ficaram diferentes. Sei que morriamos de rir, fazendo figuinhas para que tudo um dia se tornasse verdade. E a outra amiga lá, do lado, sempre falando que éramos loucas. Pois como já diz aquela música, mais louco é quem me diz que não é feliz, e eu sou feliz sonhando. Tem uma frase que diz que o primeiro passo para se chegar às nuvens é tirar os pés do chão. Desse problema então eu não vou sofrer. Tirar os pés do chão pra mim é moleza.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um relato minuncioso de uma tarde com a Anna.

Tudo começou quando eu estava voltando pra faculdade e fui recrutada convidada para passar a tarde tomando conta da Anninha enquanto a Cinthia, a Bia e a minha mãe perambulavam pelo shopping. Óbvio que topei, porque perguntar se eu quero tomar conta da Anna é como perguntar para o macaco se ele quer bananas. Fui almoçar na casa dos meus tios, e depois me trouxeram com a pequena para casa. Ela quase dormiu no caminho, então jurei que assim que chegasse em casa ela dormiria. Entrei com ela deitada no colo e fui correndo pro quarto. Não preciso nem contar que ela agitou na hora. Bati altos papos cabeça com ela, do tipo em que eu falo um monte de palavras e ela vai repetindo com seu português contagiantemente foto. No meio disso, resolvi instigar para que ela chamasse a Helena, minha irmã, para que ela largasse o computador e viesse para a farra. Ela gritou pela “Nena” umas 3 vezes até que ela resolveu aparecer. E aí continuamos a bagunça e as conversas, nós 3. A internet estava fora do ar, o que foi um excelente motivo pra Helena finalmente desistir do computador. No quarto dela estava batendo sol, então carregamos a baixinha para lá. Nesse meio tempo, comemos sorvete, ela pedia “poi favoi” para darmos mais para ela. Depois ela achou a garrafinha de água da minha irmã e teve um caso de amor com ela, bebendo vários goles. Depois disso, ainda mais bagunça, cosquinhas, e milhões de palavrinhas que ela repetia. Começamos a apelar, claro, e até Évski a menina falou, quando pedi que ela falasse Dostoiévisk. E eu e Helena praticamente chorávamos de rir, e ela junto, a cada palavra. Vendo que ela não ia dormir tão cedo, aproveitamos que a internet tinha voltado e eu fui lavar a louça enquanto ela ficou no colo da Helena assistindo musiquinhas no youtube. Assim que eu terminei a louça, a Helena me entregou a menina, que segurava uma caixinha na mão, e disse: Olha, ela não vai dormir. A questão era só uma: Ela estava morrendo de sono.

Levei ela para o meu quarto, e fechei a veneziana, fazendo com que ficasse tudo escuro. Deitei ela, peguei o Lipe (meu cãozinho de pelúcia, fiel escudeiro) e comecei a ninar. Ela berrou pela Helena. A Helena veio, e ela não quis de jeito nenhum ir para o colo dela. Falei: Helena, fecha essa porta e senta aí na minha cama, ela quer você aqui pra dormir. Aí começou a palhaçada. A Helena pegou o Lipe, eu deitei a Anninha e começamos a cantar paródias de canções de ninar. Detalhe: Eu ninava a Anna, e a Helena ninava o Lipe. Eu achei que ela nunca ia dormir, porque no meio das músicas a gente não aguentava e morria de rir. Tentem imaginar:

O cravo brigou com o Lipe, debaixo de uma sacada.. O cravo saiu ferido, e o Lipe despedaçado.

Cinco Lipinhos foram passear, além das montanhas, para brincar. A mamãe gritou: Au, Au, Au, Au, mas só quatro Lipinhos voltaram de lá.

Enfim, nem sei como, mas no meio dessa palhaçada, ela dormiu. Nem acreditei. Arrumamos o colchão bem fofo, coloquei a menina lá rezando pra ela não acordar. Ajeitei, cobri, deixei o Lipe do lado dela, encostei a porta e fui terminar de reler meu Harry Potter. Ouvi um barulho e corri lá ver. Não era ela, ufa. Encostei a porta pensando: Tomara que ela demore a acordar. Terminei o livro rapidinho, corri no quarto olhar e ela continuava dormindo. E dormia, e dormia, e ai, ao ver essa cena, meu pensamento já era outro:

DSC03595

Puxa vida, será que ela vai demorar muito a acordar? Estou louca pra brincar mais um pouco!

Na foto, claro, ela e o Lipe, nosso Santo Protetor das Causas Impossíveis.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E por aqui,

novembro acaba de iniciar com uma cara boa! Ainda não está fazendo o calor que eu desejo que faça, mas está dando um sol lindo, o que, vamos combinar, é meio raro em Curitiba. A junção de novembro + sol, só cisma em me mostrar que está acabando o ano. Que só falta 1 mês para as férias. Que logo logo vai ser o Natal, na casa da vovó, numa terra onde realmente faz calor. Calor pelo tempo, e calor humano também. Muito, aliás.

Esse vai ser o final de um ano.. diferente. Um ano em que eu me mudei pra Curitiba, em que eu comecei a faculdade, em que comecei a viver mais uma vez a (saudosa) experiência de morar perto de família.

Um ano que teve pontos positivos e negativos, mas que acredito que já posso dizer que o saldo foi bom. Ano que vem já está se preparando pra chegar, com muitas novidades, entre elas uma nova presidente para o Brasil. Já está quase na hora de respirarmos fundo e entrar em 2011 com o pé direito. E esperar, sempre, que ao fim, entre mortos e feridos, salvem-se todos.